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Educação à distância e varejo: uma excelente combinação

Qualificar os colaboradores de forma rápida e com custos baixos é essencial para garantir a competitividade das empresas do setor

Um relatório divulgado em 2016 pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) mostra que o Brasil tem o segundo maior número de estudantes com baixa performance em matemática básica, ciências e leitura, em uma lista de 64 países do mundo. Embora o País seja um dos países que mais investem em educação no mundo e a situação tenha melhorado em relação às décadas anteriores, ainda há desafios estruturais a resolver.

Isso faz com que uma população com sérias deficiências educacionais chegue à idade de trabalho, colocando na mão das empresas uma necessidade adicional de realização de treinamento. Por isso, o investimento em qualificação profissional está entre as principais características das principais empresas para trabalhar, não importa qual seja o setor da economia. É praticamente senso comum que colaboradores mais qualificados aumentam a competitividade das empresas, mas, ao mesmo tempo, é preciso ultrapassar grandes obstáculos, como a rotatividade das equipes, a distância geográfica entre as unidades da empresa e os altos custos de atualização dos materiais de ensino.

Essa situação se mostra de forma ainda mais intensa no varejo: seja em lojas independentes ou em redes de abrangência nacional, a dificuldade de dedicar parte do salário ao ensino complementar e o fato de que muita gente ainda encara a atuação no setor como uma atividade temporária desestimulam a educação no setor. Nos últimos anos, porém, a profissionalização do varejo e os avanços tecnológicos têm transformado esse cenário.

Com o amplo acesso da população a telefones celulares, os cursos online (EAD) têm crescido como uma alternativa mais barata, rápida e acessível de acesso a conteúdos importantes para o desenvolvimento profissional. Em vez de enfrentar trânsito para ir até uma sala de aula no final de um longo dia de trabalho, o profissional pode receber conteúdo em pílulas, acessá-lo em qualquer intervalo do expediente e, assim, incorporar esse aprendizado mais rapidamente.

Para as empresas, as vantagens são claras: treinamentos em larga escala se tornam mais viáveis, uma vez que não é preciso reunir grandes equipes em um único lugar, e o custo de distribuição do conteúdo cai consideravelmente. Além disso, a interatividade trazida pelos recursos digitais proporciona um aprendizado muito mais dinâmico, com fóruns, chats e a participação ativa de tutores, professores e alunos.

A composição de conteúdos “em pílulas”, adaptados às necessidades de um público que tem pouco tempo para se atualizar e nem sempre possui planos ilimitados de acesso à internet, facilita a absorção das informações, ao mesmo tempo em que oferece aos alunos a flexibilidade de estudar apenas aquilo que mais importa naquele momento. Especialmente no Brasil, em que grande parte da população tem que lidar diariamente com as limitações de espaço de seus smartphones, várias empresas desenvolveram plataformas 100% web, para que os alunos não precisem baixar aplicativos e, assim, simplifiquem o acesso às aulas.

No exterior, empresas como Udemy, Coursera e Codecademy, assim como a EduK no Brasil, oferecem milhares de cursos online que, de forma simples e prática, aceleram o aprendizado e proporcionam uma formação profissional 100% gerenciada pelo aluno, que escolhe, entre as opções disponíveis, aquelas que mais se adequam aos interesses e possibilidades financeiras naquele momento. Com foco no varejo, a Évolus cria novas oportunidades de aceleração do aprendizado no setor que é o maior empregador privado do Brasil, com baixo custo. Além dos cursos disponíveis ao público em geral e muito acessíveis (tanto financeiramente quanto pelo baixo consumo de dados), a plataforma também é customizável para empresas, que podem dispor de uma solução personalizada de baixo custo e alta penetração para criar programas de treinamento totalmente adaptados à realidade de seus negócios.

Hoje, capacitação e treinamento são estratégicos para que as empresas se diferenciem no mercado. Qualificar os colaboradores de forma rápida e com custos baixos é essencial para garantir a competitividade do varejo.

Lojas ainda estão nos anos 90, diz KPMG

“A gente compra na loja física basicamente como comprávamos na década de 90.” Essa é a percepção de Frank Meylan, sócio da KPMG. O consultor avalia que o varejo nacional ainda está atrasado, mas que o movimento para recuperar o tempo perdido e entrar de vez na era digital acelerou em 2017 e deve seguir nessa toada em 2018.

Meylan crê que a crise econômica ajudou a retardar a transformação digital no varejo e algumas tecnologias já disponíveis estão demorando para entrar no mercado. Ele destaca o rastreamento de clientes na loja física, que permite conhecer as posições mais visitadas da loja, além de sistemas que identificam o cliente assim que ele cruza a porta e passar suas informações de consumo ao vendedor.

O setor bancário é apontado pelo consultor como o grande case nacional de transformação digital, que conseguiu, depois do internet banking, o que parecia impossível, criar uma sensação de fidelidade entre bancos e clientes. Os bancos conseguiram reduzir consideravelmente as reclamações relacionados ao pesadelo de passar horas esperando em uma fila, por exemplo, e fizeram de seus sites  e aplicativos o laço capaz de segurar o consumidor junto à instituição.

 

Atendimento personalizado no varejão

Os sistemas de obtenção de dados e análise prometem oferecer a oportunidade aos grandes varejistas de desenvolver uma relação muito mais próxima com os milhões de consumidores que frequentam suas lojas.

O Big Data permite acesso preciso aos hábitos de consumo de cada um dos clientes, entregando a eles promoções específicas, como se recebessem um encarte personalizado, com descontos exclusivos para aquele produto que ele consome mais. Tudo isso a partir de um programa de fidelidade e um aplicativo.

A KMPG tem apostado em sistemas de digitalização de rótulos para atender a tendência cada vez mais pujante de personalização do atendimento nos grandes varejistas de alimentos. A ideia é colocar dentro do smartphone do consumidor informações detalhadas das propriedades daquilo que ele está consumindo, promovendo e explorando o consumo consciente.

Além de entregar informação ao consumidor, o sistema permite ao varejista conhecer o comportamento das pessoas e criar uma engenharia de tráfego dentro da loja. “Se eu tenho a informação, posso direcionar meu cliente dentro da loja, colocando-o em contato com os produtos que ele prefere de acordo com a sua orientação. Se ele for vegano ou vegetariano e quiser compartilhar essa informação, ele vai ser direcionado para os alimentos que respeitam essa orientação”, explica Meylan.

Fonte: NoVarejo

Planos para 2018 contam com melhora na economia

Os sinais de recuperação da economia surtem efeito positivo sobre as expectativas dos empresários. Estudo da FecomercioSP aponta que, em outubro, o Índice de Expectativa do Empresário do Comércio (IEEC) teve alta de 1,1% e atingiu 150,8 pontos, maior pontuação registrada desde dezembro de 2013.

Segundo a entidade, o indicador que mede as expectativas do empresário em relação ao futuro também atingiu a maior pontuação dos últimos quatro anos. No comparativo anual, tanto as pequenas como as grandes empresas registraram crescimento na confiança, de 16% e 15,3%, respectivamente.

É nesse clima positivo que os empreendedores estão traçando planos para o próximo ano. CEO e sócio-fundador da Enviou – startup voltada à operação de e-commerce, que oferece soluções de e-mail marketing para a recuperação de carrinhos abandonados nas lojas virtuais –, Felipe Rodrigues diz que até o momento, a empresa atende 26 mil lojas e planeja expansão para a América Latina, a partir do próximo ano. “Estamos iniciando a integração do nosso sistema com plataformas da América Latina. Já estamos integrados com o Mercado Livre da Argentina, México e Colômbia. Há uma semana, começamos a atender 40 lojas instaladas nesses países”, conta.

Além da expansão, em 2018 a Enviou também vai investir cerca de R$ 200 mil no redesenho da ferramenta. “Queremos facilitar a utilização do produto, proporcionando aos nossos clientes uma melhor experiência”, afirma Rodrigues.

A ampliação da equipe também faz parte do planejamento. “Vamos contratar três vendedores experientes, porque queremos conquistar clientes maiores, e mais três pessoas para a área de atendimento.”

O empresário conta que a crise foi positiva para o negócio, porque muitas pessoas procuraram uma forma alternativa de ganhar dinheiro e montaram loja virtual.

“Para nós foi ótimo, porque nosso serviço ajuda a vender mais. Enviamos e-mail marketing para clientes que deixam carrinhos abandonados nas lojas online, para que eles voltem ao site e concluam a compra.”

Rodrigues conta que, por dia, são criadas 1,5 mil lojas online no Brasil.

“Fizemos essa estatística com base nos dados das 14 empresas que oferecem plataforma para e-commerce e são nossas parceiras.”

No mercado há dois anos, a Enviou faturou R$ 350 mil no primeiro ano de atividade. Em 2017, deve chegar a R$ 900 mil e no próximo ano prevê faturamento de R$ 2,5 milhões.

O clima de otimismo é estimulante para os negócios, porém o sócio-diretor da Prosphera Educação Corporativa, Haroldo Eiji Matsumoto, afirma que ter cautela nesse momento é a alternativa mais adequada.

“É preciso ter cuidado na hora de definir como serão alocados os recursos e esforços da empresa. Por outro lado, a crise também trouxe à tona a ineficiência de alguns negócios e, por esse motivo, há espaço para que empresas bem estruturadas possam avançar e conquistar novos clientes.”

Segundo ele, o planejamento exige dedicação, esforço e disciplina. “O empreendedor que conseguir implantar a cultura do planejamento irá colher frutos em longo prazo e se blindar das intempéries do mercado. Um bom planejamento dá ao empresário o controle sobre os rumos do negócio”, ressalta.

Matsumoto diz que muitos empreendedores acreditam que fazer planejamento é importante apenas para grandes empresas, o que não é verdade.

“O planejamento é uma ótima estratégia para os pequenos negócios, por terem menos recursos e, muitas vezes, poucas reservas, ou seja, não podem errar na gestão empresarial.”

Falta de reserva não é problema para o sócio-fundador da Betalabs – especializada em software de gestão para o comércio eletrônico –, Luan Gabellini, que projeta crescer 70% em 2018.

“Utilizamos o período mais acentuado da crise para refazer a tecnologia e lançar um produto reformulado em 2018. No lugar de demitir, aproveitamos que tínhamos uma boa equipe já formada e realocamos o pessoal para redesenhar a ferramenta”, conta.

Gabellini diz que investiu R$ 1 milhão para desenvolver o novo software. “Isso só foi possível porque a empresa estava saudável, sempre nos preocupamos em manter uma reserva para períodos difíceis. Entramos em operação em 2011 e vínhamos dobrando o faturamento a cada ano. Em 2016, o ritmo foi mais lento e, neste ano, vamos crescer cerca de 20%.”

Formado em administração, Gabellini considera que o otimismo, de alguma forma, ajuda a estimular a atividade econômica. “Tenho essa sensação como empreendedor, mesmo sabendo que se um professor que me deu aula na Fundação Getúlio Vargas me ouvir falando isso ficará bravo. Mas acho realmente que a boa expectativa interfere no resultado da economia.”

Segundo ele, investir na reformulação do produto foi importante para deixá-lo mais barato e tornar o negócio mais competitivo, atraindo empreendedores que não têm tanta capacidade de investimento. Além de permitir a venda online, a ferramenta também faz gestão financeira, gestão fiscal e emissão de notas fiscais.

“O software antigo custa entre R$ 20 e R$ 50 mil. O novo, entre R$ 3 mil e R$ 5 mil. Estamos implantando a nova ferramenta nos clientes que já temos. Em fevereiro, vamos passar a vender o novo modelo.” A Betalabs atende 320 clientes e pretende fechar 2018 com mais 100 novos.

A startup FX Retail Analytics, de Walter Sabini Junior, nasceu em 2015 e oferece tecnologia que mede o fluxo e o comportamento de consumidores e vendedores em lojas físicas.

“Mesmo estando no mercado há dois anos e contarmos com 1,2 mil clientes, passamos pelo período de crise tendo como proposta ajustar a ferramenta. Ainda assim, crescemos em vendas, porque o mercado quer e demanda esse tipo de produto”, conta.

Com a retomada da economia, o empresário planeja ampliar o número de clientes e iniciar o ano novo com foco na força comercial. “Nosso planejamento prevê, a partir do próximo ano, investimento em marketing e vendas, para que possamos escalar o produto no varejo. Hoje, já temos clientes com 100% da rede de lojas monitoradas.”

O produto, segundo ele, mostra aos varejistas se a equipe de vendas está ou não tendo bom desempenho. O empresário também consegue entender se as ações de marketing estão gerando impacto e promovendo o aumento de fluxo, e se esse fluxo é de qualidade.

“Nossa ferramenta deixa claro para o varejista como está sendo o fluxo de clientes. Caso tenha problemas de queda no faturamento, ele poderá saber se o problema é relacionado ao ponto de venda ou se é por conta da ineficiência da equipe.”

Sabini Junior afirma que uma loja pequena pode implantar o sistema pagando mensalidade de R$ 149. “Dependendo do número de lojas de uma rede, a mensalidade pode sair por R$ 99. O produto se paga facilmente, porque ao corrigir a ineficiência do negócio, o varejista aumenta a sua rentabilidade.”

Empresários ajustam produtos para crescer

A FX Retail Analytics planeja fechar 2017 com 1,3 mil clientes e chegar ao final de 2018 com mais que o dobro de usuários. “Nosso planejamento estratégico tem como objetivo chegar a dez mil pontos até o final de 2020. Agora, estamos trabalhando para que a ferramenta possa passar mais informações de forma preditiva”, conta.

Fundador da Verity – especializada em consultoria e desenvolvimento de plataformas –, Alexandro Barsi considera que o período de crise é bom momento para se reinventar.

“Em 2016, por causado período de recessão, deixei claro para os funcionários que não iríamos buscar novos clientes, mas apoiar os clientes que já tínhamos. Também aproveitei o período para implantar novos processos de controle interno, que resultaram em aumento na eficiência”, afirma.

Ele conta que fechou 2016 com crescimento de aproximadamente 30% em relação ao ano anterior. E mesmo mantendo o foco do negócio na base de clientes, aumentou a carteira.

O negócio deve fechar 2017 com o mesmo porcentual de crescimento. “Para 2018, a meta é crescer pelo menos 30% e contratar novos executivos. Em 2017, praticamente dobramos o número de clientes, passando de 12 para 20 clientes ativos”, afirma.

Barsi diz que em 2018 também pretende fortalecer a relação com os clientes que necessitam de apoio para passar por esse momento de transformação digital nas empresas.

Porém, para que o negócio siga crescendo nos próximos anos, o empresário optou por investir na contratação de uma consultoria.

“Achei melhor contratar especialistas para nos ajudar a fazer um planejamento estratégico para os próximos três anos. Há três meses, estamos pensando sobre o que queremos para os próximos anos, para que direção o mercado vai apontar, qual será a próxima onda etc.”

Fonte: Varejista.com.br

Tecnologias emergentes que revolucionarão o varejo

A próxima década terá mais uma onda tecnológica que poderá reinventar os processos

Entre as diversas ações que podem aumentar a produtividade, ampliar a experiência do consumidor e reduzir as perdas, o investimento em novas tecnologias que chegam ao mercado pode ser a solução para o supermercadista, uma vez que muitas delas estão prontas para otimizar ainda mais os serviços de uma maneira geral.

Muitas inovações já ajudam varejistas de todo o mundo na operação das lojas. Apesar disso, várias delas ainda não conseguiram deslanchar no Brasil – seja pelo alto custo ou simplesmente pela falta de conhecimento sobre os benefícios em questão.

No Brasil, espera-se que algumas dessas tendências ganhem força nos próximos anos, isso porque algumas startups usam tais tecnologias consideradas emergentes por aqui, como por exemplo, a inteligência artificial, realidade virtual e aumentada, big data e analytics.

O Brasil está preparado? 

Segundo o levantamento da Liga Ventures, aceleradora corporativa, o País está se preparando para a adoção dessas novas tecnologias. O Estudo, denominado Liga Insights Emerging Technologie, aponta que, atualmente, 193 startups brasileiras trabalham com algumas dessas tecnologias emergentes.

As regiões que mais estão desenvolvem empresas ligadas a essas tecnologias são: São Paulo (concentrando 48% dessas startups), Minas Gerais (14%) e Santa Catarina (10%).

Veja quais tecnologias estão em alta em startups e prontas para ganhar o varejo:

Inteligência artificial (AI), Machine Learning, Deep Learning e Chatbots

A missão é ajudar as empresas a identificar e processar padrões, imagens, além do reconhecimento de fala, movimentos, linguagens, conversas, entre outros.

Realidade Aumentada (AR) e Realidade Virtual (VR)

Essas tecnologias de realidade aumentada e virtual podem desenvolver soluções e equipamentos que permitem interatividades entre o mundo virtual e real, por meio de tecnologias de projeções.

Big Data e Analytics

Com plataformas e soluções, a tecnologia de Big Data e leitura de dados ajudará as companhias a reunirem, organizarem e estruturarem grande volume de dados. A consequência disso é a possibilidade de tomar decisões mais assertivas em muito menos tempo.

Cleantechs e Smart Cities

As Cleantechs são startups com produtos e serviços desenvolvidos com o objetivo de melhorar a produtividade, desempenho, operação e eficiência, enquanto reduzem custos, facilitam processos e diminuem desperdícios – tudo isso de forma sustentável.

Drones e VANTs

Sistemas que usam Drones e VANTs para mapeamento, fabricação de equipamentos, inteligência espacial ou de educação na área, são uma das tendências do mercado.

Internet das Coisas (IoT)

Trata-se da inovação que conecta objetos para conversar entre si, sem a interferência humana. As soluções com conectividade de objetos com a internet, cuja tecnologia embarcada coleta e transmite dados, é atualmente a preferida das startups brasileiras.

 

Fonte: APAS

Como o avanço tecnológico pode melhorar a experiência de consumo

Dos carros que dirigem sozinhos aos pagamentos móveis, há um potencial enorme a ser explorado na forma como compramos

 

Imagine que você está no meio da multidão saindo de um show à noite. Cansado e com fome, você se lembra de que não tem nenhuma comida em casa.

Mas no novo mundo do varejo, não será preciso dormir com o estômago vazio. Em vez disso, o supermercado pode vir até você.

Com um simples toque no celular, uma loja móvel sobre rodas estaciona perto de sua casa. Você entra e sai usando apenas seu celular. Não há caixa ou vendedores. Tampouco quem limpe sua sujeira, caso você derrube algum produto no chão.

Esse é o conceito por trás do Moby Mart, que, ainda em fase operacional, acaba de fazer seu primeiro teste nas ruas de Xangai, na China.

Mas ele veio para ficar, diz a equipe por trás do projeto, formada pela start-up sueca Wheelys e a Universidade de Tecnologia Hefei, na China.

Os responsáveis pelo Moby Mart preveem um futuro em que todos, dos grandes varejistas aos pequenos comércios de bairro, vão ter estabelecimentos automáticos e móveis.

Bo Wu, responsável pelo departamento de tecnologia do Moby Mart, diz acreditar que estamos na iminência de uma “grande revolução” no varejo.

Dos carros que dirigem sozinhos aos pagamentos móveis, há um potencial enorme a ser explorado na forma como compramos.

Mas essa tecnologia ainda está em fase embrionária. Há muitos obstáculos a serem superados – como, por exemplo, regulações governamentais sobre veículos que dirigem sozinhos – antes que um supermercado móvel se torne realidade.

Até agora, apenas dois Moby Mart foram vendidos, que devem entrar em operação no início do ano que vem.

Mas outros modelos de varejo estão rapidamente sendo desenvolvidos, integrando as vantagens da tecnologia digital com as do mundo real.

 

Toque humano

Quem nunca começou um bate-papo com o vendedor – ou mesmo com outro cliente – enquanto aguarda suas compras serem devidamente embrulhadas?

Apesar da redução do número de lojas físicas, esse comportamento continua existindo nos dias de hoje, mas tende a mudar com o crescimento do varejo online.

Com apenas um clique no computador, smartphone ou tablet, pode-se comprar o que quiser.

Neste sentido, consumidores mudaram suas preferências, passando a valorizar conveniência, velocidade, preços baixos e a capacidade de resposta dos estabelecimentos comerciais.

Gigantes globais como a Amazon e o Alibaba estão tentando seduzir consumidores em um patamar nunca antes visto.

Mas como muita gente ainda adora frequentar lojas físicas, os varejistas, tanto online quanto offline, estão percebendo que o segredo está oferecer o melhor dos dois mundos.

Exemplo disso foi a compra da rede de supermercado americana Wholefoods pela gigante do varejo eletrônico Amazon.

Ainda assim, há aqueles que apostam que, no futuro, deixaremos de precisar do contato humano para fazermos compras.

A BingoBox, por exemplo, já possui mais de 150 supermercados automatizados operando na China e prevê abrir outros milhares nos próximos meses.

Cada um, com 10 m² de área, oferece de saladas a camisinhas, passando por pacotes de batatas fritas e guarda-chuvas.

Funciona assim: os clientes usam seus celulares para entrar na loja e escaneiam cada item. A conta é quitada mediante um sistema de pagamento online. Um vendedor está disponível por meio de uma chamada de vídeo se necessário.

Em outras palavras: apenas quatro funcionários são necessários para gerenciar 40 lojas, segundo a companhia, reduzindo os custos significativamente.

Em julho, a gigante virtual Alibaba também experimentou a ideia, lançando um café pop-up sem caixas por meio de sua marca Taobao, que usa reconhecimento facial para identificar quem entrou na loja. O sistema permite que o cliente pegue o que queira comer e pague usando apenas seu celular.

Para o Alibaba, o Tao Café foi uma forma alternativa de remover obstáculos e reduzir custos, além de unir as experiências física e virtual, segundo disse à BBC Terry von Bibra, diretor da empresa para a Europa.

“Com que facilidade consigo aproveitar o fato de que temos mais de 450 milhões de chineses usando nossa solução Alipay – todos eles usando apps? Essa é uma base – de uso contínuo online por meio do smartphone – que nos permite fazer coisas que em alguns mercados talvez não estejamos prontos para fazer. Na China, estamos”, diz.

Na prática, as empresas chinesas estão na dianteira do conceito de lojas sem funcionários, deixando o resto do mundo comendo poeira.

Testes

A Amazon é conhecida por ter revolucionado desde os setores de livros a eletrônicos. Em dezembro do ano passado, decidiu abrir a Amazon Go, uma espécie de mercearia perto de sua sede em Seattle.

O estabelecimento não tem funcionários. Também está um passo além da BingoBox, uma vez que não há necessidade de encarar filas para pagar a conta.

Os clientes entram na loja, escaneiam seus celulares para registrar a entrada e colocam os produtos diretamente em suas sacolas. Quando deixam o local, sensores reconhecem o que eles pegaram, e o pagamento é debitado diretamente de suas contas Amazon.

Atualmente, apenas funcionários da empresa podem usar o estabelecimento e não há previsão para abertura ao público.

“A Amazon teve problemas com a Amazon Go”, diz Neil Saunders, diretor da consultoria GlobalData Retail.

“A loja não reconhecia quando os clientes mudavam de ideia e colocavam os produtos de volta nas prateleiras. Além disso, o sistema caía quando o local ficava lotado.”

Mesmo que o universo das compras sem caixas ainda não seja totalmente uma realidade, Saunders acredita que esse cenário deve se materializar em breve, à medida que varejistas busquem reduzir os preços para competir com seus concorrentes virtuais.

O especialista ressalva, contudo, que a tendência não deve se espalhar muito além da comida.

O fator ‘uau’

Há também outras maneiras de competir com os varejistas virtuais, especialmente para aqueles que ainda têm fé nas lojas físicas.

Afinal de contas, são nelas que a vasta maioria das vendas ainda ocorre.

O objetivo é criar um ecossistema varejista completo, apoiado por dados, que possa atrair consumidores como membros empolgados de um clube e atenda a todos seus caprichos quando compram tanto virtual quanto fisicamente.

A chinesa Alibaba está sendo pioneira em uma estratégia de supermercados sem caixas, o Hema, quase todos em Xangai. No total, foram inaugurados 13. Quando o fundador da empresa, Jack Ma, visitou uma dessas lojas em julho, foi fotografado rindo ao retirar um siri de um tanque de água.

Frutos do mar vivos é uma das maneiras com as quais o Hema espera atrair clientes para suas lojas físicas. Suas prateleiras também possuem códigos de barras que enviam informações, como a origem do produto, ao celular – uma tecnologia que está sendo implementada por outros varejistas que também apostam na inovação.

De qualquer forma, a última decisão é sempre do cliente: você pode escolher entre ter seu siri preparado por um chef dentro do estabelecimento ou levá-lo para casa. Você também pode encomendar mantimentos – ou uma refeição – de casa, apanhá-las pessoalmente ou recebê-las em seu lar, tudo exclusivamente por meio de sua conta online Hema.

Ao oferecer tantas opções, o supermercado quer trazer inteiramente para si todas as decisões de consumo alimentar dos clientes. Segundo a empresa, estes estão abraçando a ideia.

Mas esse negócio pode se tornar lucrativo?

“Claro”, diz Terry von Bibra, “porque em um mercado como a China há milhares de consumidores em cada quarteirão. Se você atender às necessidades de seus clientes, seu negócio vai prosperar, e é isso que estamos vendo”, diz.

Quem também está eliminando as fronteiras entre o físico e o virtual é a gigante de cosméticos francesa Sephora, que tem lojas em vários continentes, inclusive no Brasil.

“Todo o setor vai ser moldado pelo digital de tal forma que vamos ter que nos adaptar, e isso é uma maneira fantástica para aprimorar a experiência de consumo que acontece nas lojas físicas”, diz Stéphane Delva, diretora de marketing para Europa e Oriente Médio.

A Sephora está usando a tecnologia para melhorar o que eles chamam de fator “uau” de compras.

Nas lojas da rede, um software de realidade aumentada permite às clientes experimentar diferentes tonalidades de blush, sombra e batom.

Usando uma gigantesca tela sensível ao toque, elas podem entregar os produtos de que mais gostaram em casa.

Em vários sentidos, essa estratégia está dialogando com o que os consumidores mais jovens já fazem há muito tempo no mundo virtual.

Mas, inegavelmente, trata-se de uma investida emblemática por parte de um varejista que tem os pés fincados no mundo físico.

Todos os clientes da Sephora são convidados a aderir à comunidade digital “MySephora”, na qual a empresa consegue rastrear o que eles compram, o que discutem e do que gostam, criando, assim, uma mina de ouro de dados úteis.

“Estamos muito orgulhosos do que temos feito”, diz Delva. “Fomos os primeiros a lançar esse tipo de ferramenta de recomendação personalizada”, acrescenta.

Até agora, há apenas um pequeno número de lojas Sephora oferecendo uma experiência completa online-offline. Ainda assim, a realidade virtual disponível na internet e no aplicativo ainda não se compara à realidade da loja física. Além disso, falhas técnicas prejudicam o que deveria ser uma experiência perfeita do cliente.

Mas à medida que a estratégia avança, Delva diz que a Sephora está se associando a start-ups de tecnologia sediadas em Paris para garantir que a empresa possa se manter a par do inevitável ritmo acelerado de mudança nessa área.

Preço, preço, preço

Mas, para todo o brilho de uma estratégia digital de ponta, há uma área que não se pode ignorar: o preço.

Os supermercados alemães Aldi e Lidl são um exemplo disso, com um modelo de negócios considerado “sem frescuras”.

Não contente em abocanhar a fatia de mercado das principais redes de supermercado na Europa, o Lidl desembarcou nos Estados Unidos neste ano, inaugurando 21 lojas desde fevereiro.

Neste sentido, se junta à conterrânea Aldi, que já tem mais de 1,6 mil estabelecimentos no país.

“Tivemos que fazer vários ajustes para o mercado americano”, diz o porta-voz do Lidl, Will Harwood.

“Mas, no fim das contas, o que importam mesmo são a qualidade superior e os melhores preços – essa é a nossa missão no Lidl e estamos realmente empolgados em atender os clientes aqui”, acrescenta.

Enquanto isso, o setor de supermercados já está tremendo diante da união entre Amazon e Wholefoods, outra gigante do setor supermercadista, o Walmart, anunciou recentemente que está se associando ao Google para permitir aos clientes compras ativadas por voz.

“O Lidl é visto como um ator muito revolucionário nesse meio”, diz Joe Feldman, diretor-assistente de pesquisa da consultoria Telsey Advisory Group.

No entanto, o desafio para o Lidl é imenso. A rede ainda não se firmou nos Estados Unidos e está sendo duramente combatida por outras empresas, que se anteciparam à chegada da concorrente.

A estratégia do Lidl, por outro lado, é de persuadir os clientes americanos, ainda bastante suscetíveis a marcas tradicionais como Heinz, Modelez e similares, em testar produtos de que nunca ouviram falar, mas mais baratos, justamente de olho nas despesas.

O supermercado ganha em escala, ou seja, vende mais, a preços menores. E também faz de tudo para cortar custos.

“Trata-se de uma operação muito eficiente. Há menos funcionários em algumas das lojas. Eles não oferecem tanto serviço, o processo de pagamento é muito mais simplificado do que um supermercado tradicional… como resultado, conseguem manter os preços baixos.”

Uma coisa que eles não vão fazer, no entanto, prevê Feldman, é eliminar os caixas de uma vez só.

“Acho que ainda há uma necessidade de perguntar a um funcionário: Cadê o ketchup? E a mostarda?”, conclui.

Fonte: BBC

São Paulo ganha hub de inovação especializado em varejo

Infraestrutura do OasisLab foi pensada para conectar startups, varejistas, players globais, investidores e fundos, universidades, associações de varejo e consultorias

 

Criado para oferecer soluções inovadoras e agir como conector de empresas varejistas, o OasisLab Innovation Space (www.oasislab.com.br) abre as portas no bairro de Pinheiros, em São Paulo. O conceito do hubaposta em três pilares: coworking, laboratório de soluções e espaço para eventos e conteúdo. A sede tem 200 posições para receber empreendedores, das quais 90 já estão ocupadas.

A infraestrutura foi pensada para conectar startups, varejistas, players globais, investidores e fundos, universidades, associações de varejo e consultorias. “Apoiamos os varejistas que buscam conteúdo, tecnologias e também aqueles que pretendem criar laboratórios de inovação”, afirma um dos fundadores do OasisLab, Helio Biagi.

Para a abertura e operação do hubforam investidos aproximadamente R$ 2 milhões em co-realização com o Distrito Ventures. Associações de varejo como SBVC, ABIESV, ABINC, a aceleradora Liga Ventures, o CEPEV-USP, o Núcleo de Varejo da ESPM, entre outros, já manifestaram apoio.

OasisLab Innovation Space disponibiliza espaço para cursos, eventos, palestras e workshops. “É a oportunidade para varejistas de todos os portes implementarem uma cultura de inovação e explorarem o tema transformação digital. Para as startups, é a chance de ter o suporte para o pontapé inicial e prospectar clientes e negócios”, opina Biagi.

Fonte: E-commerce News

6 aprendizados da Shop.org, o maior evento de varejo online do mundo

Se fosse para resumir o tom do evento em apenas uma palavra, ela seria Amazon. Todos queriam saber como operar em um mundo onde a empresa domina

 

Voltei recentemente do Shop.org, maior evento de varejo online do mundo. Foram mais de 120 horas de conteúdo em 3 dias de evento no maior Centro de Convenções de Los Angeles. Nomes como o jogador Kobe Bryant, Scott Galloway, a supermodelo e empresária Tyra Banks e Marc Lore, CEO do Walmart, falaram sobre o varejo, o digital e as implicações disso para nossas vidas e negócios.

Se fosse para resumir o tom do evento em apenas uma palavra, ela seria Amazon. Todos queriam saber como operar em um mundo onde a empresa domina até mesmo mercados em que até dois anos atrás ela não existia, como streaming.

Se isso não é verdade hoje no Brasil, pode ser em breve. Os rumores da entrada (pra valer, não só com livros) do Amazon no país são cada vez maiores e os grandes varejistas do mercado já estão se movimentando para combater a empresa, inclusive rejeitando fornecedores que utilizem os servidores da AWS. Assim como a gigante do e-commerce, outros temas foram recorrentes no evento e provavelmente serão pauta aqui em breve – se é que já não são! Veja quais foram eles

1. Amazon (eu avisei!)
Mesmo nas palestras em que a Amazon não era o tema, a gigante do varejo era citada. De um lado, varejistas que queriam se armar de todas as tecnologias e estratégias para competir com a Amazon, oferecendo melhor experiência de compra, produtos diferenciados ou um senso de comunidade. De outro, varejistas que queriam saber como se destacar perante milhares de concorrentes dentro do varejista mais falado do momento, fosse fazendo parcerias como a anunciada pela Kohl´s na véspera do evento, fosse estruturando operações de marketing que os colocasse entre os top sellers.

No Brasil, alguns varejistas e indústrias já começam a sentir a pressão dos marketplaces e a se preocupar e pensar em formas se destacar e performar melhor dentro de Mercado Livre, Magazine Luiza, Walmart e Submarino. Isso enquanto esperam ansiosamente o movimento de entrada no Brasil da gigante Americana.

2. Voz
Todo ano alguma nova tecnologia surge como o hype do momento, mesmo que depois a promessa não se concretize. Este ano, foi a vez do uso de comandos de voz para pesquisas, atendimento e compra, tudo baseado em inteligência artificial.

Inúmeros fornecedores de soluções de atendimento via Facebook Messenger, chatbots e até hologramas interativos que respondem perguntas e movimentos foram apresentados. No entanto, poucos têm potencial para aplicações em escala.

3. Realidade virtual
Realidade virtual, o hype do ano passado, está se mostrando como algo que veio para ficar. Apesar de ainda não estar sendo tão utilizado quanto realidade aumentada, a realidade virtual tem sido pauta dos grandes varejistas Americanos. Um deles é Marc Lore, o presidente do Walmart.

Lore aposta na combinação de realidade virtual com voz como um dos seus grandes diferenciais na batalha com a Amazon. Segundo ele, a aplicação de ambas tecnologias permitirá o melhor dos dois mundos: a eficiência da compra online, com uma rápida busca por voz; e a experiência da compra na loja física, com a visão de uma loja virtual em sua frente. Resta saber quando a barreira de custos dessas tecnologias será superada.

4. Omnichannel (com destaque para mobile)
O termo omnichannel é outro que foi moda por um tempo e agora, mais do que nunca, está consolidado. A começar pelo shop.org, que nasceu focado em e-commerce, foi comprado pela NRF – National Retail Federation e hoje tem soluções de todo o tipo, com foco em venda e experiência do consumido em qualquer canal – mobile, desktop, digital ou físico. Uma das palestras, inclusive, discutiu a fusão dos papéis de CDO – Chief Digital Officer e do CMO – Chief Marketing Officer.

Nos canais de entrada para a experiência omnichannel, o destaque vai sem dúvida para mobile. Números, como o aumento de 146% na busca de endereços “perto de mim” no Google, mostram o quanto o celular tem acompanhado o consumidor em suas experiências de consumo.

Mas a experiência mobile não para por aí. Além da busca pela loja, os consumidores continuam com seu aparelho na hora de encontrar um produto dentro da loja física para, por exemplo, capturar mais informações sobre ele. Os smartphones se destacam, portanto, como o principal meio de comunicação entre consumidores e marcas.

5. Conteúdo continua rei
Seja para competir com a Amazon ou se destacar nela, para oferecer experiências de voz  ou de realidade aumentada, ou ainda para garantir sua presença em todos os canais de interação com o consumidor, a importância conteúdos de qualidade, estruturados e em abundância é inquestionável.

Uma boa experiência de consumo passa pelo entendimento claro do produto. Isso o que garante não apenas que o consumidor encontre o que deseja, mas também evita devoluções e reclamações no futuro.

Novas formas de busca por produtos, baseadas em dicas de uso, no visual do produto, nas opiniões de influenciadores ou em funções específicas, passam a ser mais comuns. Vide a parceria entre Target e Pinterest para oferecer buscas por imagens.

Por isso, soluções para organizar e gerenciar conteúdos básicos e enriquecidos de produtos de forma eficiente foram pauta de diversas sessões lotadas no evento.

6. Data mining para além do marketing
A captura e utilização de dados, que já é uma obsessão de todo profissional de marketing, ultrapassou barreiras. Existem casos como o da Fabletics, que usou dados de conversão em vendas dos produtos provados nas lojas para remodelar algumas roupas e redefinir seu portfólio de produtos disponíveis no e-commerce.

Outro caso interessante apresentado no Shop.org foi o da Kohl´s. Usando dados de forma estratégica, ela passou a oferecer produtos da UnderArmour em suas lojas após ver mais de 400 mil buscas pela marca em seu e-commerce, que não tinha a marca até então.

Diante destes insights, fica muito evidente, com tudo o que eu vi no Shop.org, que o varejo online está em caminho sem volta: a força dos marketplaces é cada vez maior. E para ganhar espaço e, consequentemente vendas, é preciso levar ao consumidor uma experiência realista, mesmo que ela não seja sensorial. E para isso, uma resposta: conteúdo de produto, informações claras e precisas, imagens, materiais completos. Conteúdo, conteúdo, conteúdo.

Transformação no varejo: tecnologia exponencial, empresas incrementais

O caminho para o futuro será pavimentado por avanços incrementais nas estruturas organizacionais e muito trabalho de comunicação com os consumidores. Os executivos da sua organização já estão preparados?

 

O domínio de técnicas de Big Data, Analytics e Inteligência Artificial é condição necessária, mas não suficiente, para o aumento da produtividade e rentabilidade no comércio. Essa é uma das conclusões do 10º Congresso Latino-Americano do Varejo, realizado na EAESP/FGV.

“Por mais que estas inovações [IoT e Inteligência Artificial] já estejam disponíveis para alguns segmentos de consumidores e empresas, sua aplicação em larga escala ainda é restrita em mercados muitos mais sofisticados que o nosso”, afirmou Adriano Araújo, vice-presidente para América Latina da Symphony EYC, uma das maiores consultorias de varejo do mundo e palestrante no evento.

Os principais obstáculos, além da complexidade técnica e das resistências dos consumidores sobre questões de privacidade, incluem uma cultura ainda paroquial nas relações entre fabricantes e varejistas, como apontou Paulo Silva, CEO do Walmart.com: “boa parte do setor ainda está naquela mentalidade de ‘desovar’ mercadorias do meu centro de distribuição para o centro de distribuição do parceiro seguinte na cadeia. Seria muito mais interessante compartilhar os dados de forma que a mercadoria pudesse percorrer um caminho mais direto e mais conveniente para o consumidor. Aliás, é o que a gente vê nessa nova geração: a conveniência e velocidade de entrega começam a superar o preço como fator de decisão”.

O ponto de vista dos executivos foi reforçado em alguns dos cases apresentados no evento, como o de implantação de uma cultura analítica no Magazine Luiza, desenvolvido com base em diversas entrevistas com gestores envolvidos no projeto. O fator decisivo para o sucesso não foi o domínio técnico das ferramentas, mas sim o “alinhamento estratégico”: a decisão da alta direção da empresa em criar uma área dedicada para experimentação (Luiza Labs) com interface com todos os processos organizacionais (fornecimento de dados) e a comunicação dos resultados e problemas de uma forma clara e transparente.

O processo é igualmente complexo quando se trata de vencer as preocupações do consumidor em relação a privacidade. Uma pesquisa global da GfK, um dos maiores institutos de pesquisa do mundo, apontou que os internautas brasileiros estão entre os mais preocupados com o uso de seus dados pessoais por parte das empresas. Ficamos atrás somente da Alemanha e França em termos de rejeição deste tipo de prática (34% contra 40% e 37%, respectivamente). O mais curioso é que os maiores índices de rejeição estão entre os mais velhos (o que seria de se esperar) mas também entre os mais novos (enquanto a rejeição é de 41% entre as pessoas acima de 50 anos, ela atinge 39% entre os jovens de 15 a 19 anos).

Diversos trabalhos apresentados no Congresso abordaram o tema, mostrando que a preocupação com a privacidade informacional depende da expertise percebida em utilizar a Internet, uma avaliação da consequências negativas no caso de mau uso das informações pessoais, a possibilidade de controlar o tipo e a quantidade das informações coletadas, traços de personalidade e valores culturais em relação ao tema (por exemplo, a experiência histórica dos europeus gera um envolvimento cultural e emocional muito maior com o tema do que no caso norte-americano). Ou seja, antes de começar a gastar dinheiro na compra de software, serviços e hardware, vale conhecer um pouco melhor as opiniões dos seus consumidores sobre o uso dos dados.

Como destacou Venky Shankar, diretor do Centro de Estudos do Varejo da Universidade do Texas, também palestrante no evento, o futuro do setor será guiado pela mobilidade e Inteligência Artificial. Mas o caminho para este futuro será pavimentado por avanços incrementais nas estruturas organizacionais e muito trabalho de comunicação com os consumidores. Os executivos da sua organização já estão preparados?

Fonte: Linkedin

Como o Magazine Luiza pretende enfrentar a Amazon?

Empresa prepara novos recursos para seu marketplace em 2018, como integração de loja física e online, venda de anúncios e um meio de pagamento próprio

A iminente expansão da operação brasileira da Amazon, que vai reforçar sua área de eletrônicos no Brasil, provocou reações por todas as partes.

Nesta terça-feira, o presidente da Magazine Luiza, Frederico Trajano, falou sobre a Amazon. Sem citar o nome da rival, ele disse que o ponto forte da operação varejista que dirige são os pontos físicos.

“O que para muito gente é um passivo, para nós é um ativo”, disse Fred, como ele é chamado, referindo-se as lojas do Magazine Luiza.

A declaração foi feita durante o BlastU, festival de tecnologia e empreendedorismo, que aconteceu em São Paulo, nos dias 15 e 16 de outubro. Fred participou de um debate nesta manhã.

Durante sua apresentação, Fred mostrou a estratégia digital do Magazine Luiza, reforçando que sua vantagem é a integração de loja online com loja física. “Pode parecer um contrassenso, mas meu modelo foi desenhado dessa forma.”

Referindo-se ao Prime, modelo de assinatura anual no qual o consumidor da Amazon ganha uma série de benefícios, inclusive frete grátis, Fred afirmou que hoje é possível receber um produto comprado no site, sem pagar frete, retirando-o numa loja física em até 48 horas.

Um dos trunfos do Magazine Luiza para enfrentar a Amazon é o seu marketplace, em que terceiros podem vender seus produtos pelo site da empresa.

No ano passado, o comércio eletrônico do Magazine Luiza vendia apenas 40 mil produtos. Com introdução de terceiros, esse número saltou para mais de 1 milhão. Atualmente, 500 parceiros participam do marketplace.

Durante a sua apresentação, um slide que passou sem ser notado pela maioria da audiência mostrava como deveria avançar o marketplace do Magazine.

A partir de 2018, segundo esse slide, o Magazine deve permitir a integração de seus parceiros de vendas com as lojas físicas. A rede varejista deverá vender anúncios, contará com um meio de pagamento próprio e poderá gerenciar o inventário de seus parceiros.

Questionado para detalhar essas informações, Fred não quis fazer comentários, alegando que estava em período de silêncio.

Atualmente, o comércio eletrônico já representa 30% da receita do Magazine Luiza, algo em torno de R$ 4 bilhões. Em suas contas, a Amazon deve faturar cerca de R$ 200 milhões neste ano no Brasil.

Fred também mostrou números robustos sobre a audiência do Magazine Luiza. Segundo ele, o aplicativo é acessado por sete milhões de pessoas mensalmente. O site, por sua vez, tem uma audiência mensal de 30 milhões. Aproximadamente 2 milhões de pessoas realizam uma compra no e-commerce da empresa todo mês.

Fonte: Istoé Dinheiro

8 dicas de comportamento e atitudes para você se dar bem no trabalho

Em apenas quatro segundos, uma pessoa forma sua primeira impressão sobre nós, seja ela positiva ou não. Portanto, cuide da sua imagem!

A postura profissional é um conjunto de atitudes e comportamentos pelos quais somos observados todos os dias por nossos superiores, colegas e clientes.  Tudo o que faz parte da nossa imagem é levado em conta, seja nossa forma de vestir, de agir, de se relacionar com as pessoas e, até mesmo, o jeito como nos expressamos.

E tem mais:  em apenas QUATRO segundos, uma pessoa forma sua primeira impressão sobe a gente, seja ela positiva ou não. Portanto, cuidar da nossa imagem é essencial para manutenção da nossa postura profissional.

Confira, a seguir, 8 dicas de comportamentos e atitudes que devem ser observados no seu dia a dia e mantenha sua credibilidade em alta!

1. Controle suas emoções e reações. Recebeu um feedback não muito bom ou algum cliente ou colega gritou com você em público? Respire fundo, domine suas emoções e, se for necessário responder, o faça de forma simples e calma. Enquanto respira, ganhe tempo para pensar numa forma de não se desgastar nem se expor.

2. Vista-se de acordo com o ambiente que você frequenta. Discrição e bom senso devem ser regras no momento em que você escolhe o que vestir para encarar um dia de trabalho. E se usa uniforme, mantenha-o impecável, afinal, você representa a imagem de sua empresa, faça-o com respeito e atenção.

3. Não fale mal da empresa, seja para colegas, clientes ou, até mesmo, nas redes sociais. Fazer fofocas ou comentários negativos perante clientes ou colegas é ruim apenas para sua imagem. Tem alguma queixa? O melhor a fazer é procurar seu superior para resolver o que te incomoda!

4. Evite conversar alto demais ou dar gargalhadas, pois isso pode atrapalhar os colegas ou constranger clientes, além de possibilitar que alguém se ofenda, achando que você está tirando sarro de algo que ela não percebeu.

5. Fique sempre atento às regras básicas da língua portuguesa, seja quando estiver falando ou escrevendo um e-mail, preenchendo um cadastro ou relatório. Também evite falar palavrões ou gírias, pois esse tipo de atitude pode demonstrar falta de atenção da sua parte.

6. Quem não gosta de uma piadinha para deixar o dia mais leve, não é mesmo? Mas é importante saber identificar quais brincadeiras são saudáveis, o momento certo de fazê-las e, claro, se o seu interlocutor vai receber bem tal comentário, para evitar constrangimentos.

7. Pontualidade é essencial! É claro que todos temos problemas, ora com transporte público, um médico que atrasa a consulta, um acidente que trava ainda mais o trânsito. Faça o possível para manter seus compromissos, pois, ao fazer do atraso uma atitude constante, você acaba perdendo credibilidade.

8. Mantenha uma postura positiva! É normal que tenhamos problemas, mas o que faz a diferença é a forma como a gente encara isso e, também, como buscamos resolvê-los. Afaste-se de pessoas com pensamentos negativos. O seu caminho estará livre para ocupar cada vez mais o espaço que merece!


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