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Como capacitar seu time a se comportar no ambiente de trabalho e ter melhores resultados

Uma das características mais marcantes das mudanças sociais e tecnológicas está no comportamento das pessoas. Cada nova geração de profissionais carrega diferentes referências culturais que afetam o modo como falam, ouvem e se portam nas mais diversas ocasiões.

O ambiente profissional, no entanto, exige contornos mais definidos quando se trata de comportamento: é o que chamamos de etiqueta corporativa. É com ela que se definem as melhores atitudes a serem tomadas em determinado lugar e situação.

Para o varejo, que lida diretamente com o cliente, a etiqueta do profissional é crucial para sua função. É através dela que seu sucesso é medido, já que é na imagem que mora o primeiro julgamento de pessoa para pessoa. Bastam 4 segundos e pronto: alguém já formou uma opinião sobre você.

A grande missão para profissionais do varejo, portanto, é saber como trabalhar essa primeira impressão e evoluí-la cada vez mais aos olhos do cliente. Por isso que, ultimamente, uma das grandes missões da liderança de empresas de varejo é fazer com que seus profissionais entendam e apliquem isso.

A tarefa, porém, não é das mais fáceis. Como aponta matéria da revista Exame, “negligenciar a linguagem corporal não só empobrece as suas relações interpessoais como também compromete o seu sucesso em diversas situações profissionais”.

Executar mudanças comportamentais exigem tato profissional da liderança, uma boa aptidão para ensinar e, em muitos casos, treinamentos específicos. É o caso do curso online da Évolus “Como se comportar no ambiente de trabalho” com a especialista Luciana Dória.

De qualquer forma, existem pontos chave para que o ensino da etiqueta profissional comece.

Abordá-los não leva muito tempo e suas explicações podem ser bem práticas. Que tal conhecê-los para tentar aplicá-los aí no seu ambiente de trabalho e com sua equipe?

5 pontos essenciais de comportamento que a liderança deve trabalhar nos seus profissionais

1# Postura

Já entrando no quesito “Apresentação Pessoal”, a postura do profissional pode dizer muito sobre quem ele é e a empresa que representa. Muito mais que apenas manter a coluna ereta, a postura é o que define como o profissional lidará com as mais diversas situações, desde a confiança de um aperto de mãos a até como (e se) será capaz de controlar uma situação inesperada.

Lições sobre postura podem ser dadas pela liderança, por gestores que se encontrem em uma posição que agregue competência técnica, mas também experiência. Aqui, compartilhar pode ser a chave do bom aprendizado dos novos profissionais.

2# Pontualidade

Ao ser pontual, o colaborador mostra seu comprometimento com o trabalho e as políticas da empresa, além de medir sua capacidade de honrar os compromissos da sua profissão.

3# Roupas e uniforme

Vestir-se bem, para o ambiente corporativo, não precisa ser uma questão de grandes investimentos, mas de saber que a aparência afeta a maneira como o cliente vê e lida com o profissional da empresa.

Incentivar o uso de roupas adequadas à profissão ou, como é comum no caso dos varejos, o correto uso dos uniformes, pode dar fazer toda diferença na impressão que o cliente tem do profissional que vai atendê-lo – e, por consequência, a impressão sobre sua empresa.

4# Linguagem

Se dirigir ao cliente é uma quase uma ciência do mercado. Ensinar as formas adequadas de falar, incentivar a boa educação e evitar gírias podem ser atitudes determinantes para melhorar o desempenho daquele profissional – e garantir uma boa imagem para sua empresa.

É na boa comunicação, feita de forma simples e direta, que moram as chances de venda. Nesse quesito, um papo com a liderança de vendas ou RH pode ser vital para capacitar, pelo menos em nível básico, os colaboradores.

5# Uso de celular e redes sociais

Um tópico delicado, mas não menos importante: o uso de celular durante o trabalho. Atender ligações, trocar mensagens e navegar pelas redes sociais na presença de clientes é sinal de desrespeito. Afinal, toda a atenção deve estar voltada para o atendimento.

Claro que se o uso de redes sociais ou mesmo o amparo via smartphone o ajude a concretizar vendas, seu uso moderado pode ser tolerado.

Uma dica é manter gestores atentos à equipe e conversar com o time sobre abusos.

De detalhes simples a grandes mudanças, são inúmeros fatores de comportamento que podem influenciar nas vendas do varejo e, consequentemente, no seu sucesso.

O básico é fácil de ser instruído pela própria liderança, como exemplificamos acima, mas quando sua necessidade exige ensinamentos mais profundos, uma empresa especializada em treinamento corporativo pode ser a solução.

Se você se identifica com a situação e entende que é preciso capacitar seu time para um comportamento mais adequado, não hesite em nos contatar. Estamos à disposição para te ajudar com treinamento de qualidade.

Você sabe receber feedback?

Não importa qual seja seu cargo em uma empresa, em seu cotidiano você precisa não somente falar, mas também escutar. Ao fazer isso, você tem a oportunidade de se tornar um profissional melhor

 

Ao longo da vida, somos, com frequência, estimulados a falar, a dar nossa opinião e afirmar nossas posições. O outro lado disso, e que é bem menos valorizado no dia a dia, é o valor de saber ouvir e de praticar a escuta ativa. Em um texto primoroso, Rubem Alves comenta que conhece muitos cursos de oratória, mas nenhum de “escutatória”. De fato, não somos ensinados a ouvir, e sim a falar. No dia a dia das empresas, porém, a “escutatória” é uma ferramenta essencial.

Não importa qual seja seu cargo em uma empresa, em seu cotidiano você precisa não somente falar, mas também escutar. Ao lidar com clientes, fornecedores, superiores hierárquicos e membros de sua equipe, você precisa exercer sua empatia e se colocar no lugar do outro para entender o que ele quer comunicar. Ao escutar essas pessoas, você não aprende mais somente sobre elas, mas também tem a oportunidade de se tornar um profissional melhor.

Receber feedback é, porém, extremamente desafiador, pois quando isso acontece nos expomos. Algumas barreiras nos impedem de ouvir o que o outro (líder, colaborador, fornecedor) tem a dizer: é difícil e desconfortável admitir nossas deficiências, temos a tendência de levar o feedback para o lado pessoal, temos uma percepção distorcida de nós mesmos e temos medo de abalar nosso status. Deveríamos considerar o feedback, porém, como uma oportunidade preciosa de nos reposicionarmos, corrigindo comportamentos indesejados que muitas vezes nem percebemos que temos.

Quando nos posicionamos de forma aberta, perceptiva e acolhedora em relação à percepção do outro, o feedback recebido passa a ter valor. Para aproveitarmos ao máximo essa oportunidade, é importante seguir alguns passos:

1 – Escute de forma ativa e cuidadosa: é natural ouvirmos e, ao mesmo tempo, pensarmos em uma resposta para o que está sendo dito. Em vez disso, esteja 100% focado em escutar o que está sendo dito, para compreender a mensagem inteira;

2 – Faça perguntas: o feedback sempre é uma oportunidade de melhoria. Assim, procure saber como é possível melhorar. Na opinião da pessoa que te deu o feedback, que ações você poderia tomar para corrigir seu comportamento ou para melhorar nos aspectos abordados?

3 – Não seja defensivo: o feedback não é uma guerra de egos, e sim uma valiosa chance de crescer. Em vez de assumir uma postura defensiva e se justificar pelos pontos apontados, procure descobrir formas diferentes de agir. O caminho para o crescimento não tem uma única trilha;

4 – Organize as informações: anote o feedback recebido. Colocar no papel as informações ajuda a torná-las mais claras;

5 – Reflita sobre o feedback: estabeleça um plano de ação para corrigir os pontos levantados e defina metas para as mudanças;

6 – Agradeça: quem te deu o feedback cedeu atenção, dedicação e tempo para fazer com que você se torne um profissional melhor. Agradeça a ele por essa oportunidade.

 

Quando você se posiciona de forma aberta, perceptiva e acolhedora em relação à percepção do outro, o feedback recebido constrói algo melhor. Esse é um processo que requer aprendizado e esforço. Como você tem se posicionado ao receber feedback?

 

O feedback é uma ferramenta essencial nas relações profissionais. No curso “Como dar e receber Feedback”, a professora Conceição Lacerda mostra como seu uso evita mal entendidos, alinha expectativas e gera equipes mais produtivas. Voltado a líderes, gestores, executivos, especialistas, analistas de empresas de todas as áreas de atuação e todos aqueles que gostariam de se comunicar de forma mais assertiva, o curso apresenta técnicas de como utilizar bem o feedback para melhorar a comunicação e o atingimento de metas. Confira mais detalhes AQUI.

 

Liderança: conceito simples destaca a importância do propósito na empresa

Conheça a teoria do “Círculo Dourado” e inspire os colaboradores em sua empresa

Quem lidera a equipe de uma empresa, principalmente, quando leva em consideração a gestão de um supermercado, sabe que o grande número de funcionários, a pressão por resultados e a responsabilidade com clientes geram desafios cotidianos. Neste contexto, a rotina de trabalho, por vezes, se torna repetitiva e desmotiva as pessoas. Nosso blog traz hoje um conceito simples que pode resgatar todo o espírito de uma liderança engajada.

O autor do bestseller “Por quê? Como Grandes Líderes Inspiram Ação”, Simon Sinek, diz ter descoberto a “ideia mais simples do mundo” para uma liderança mais eficaz. Trata-se do Golden Circle, ou Círculo Dourado, que usa como referência grandes líderes e organizações influentes.

De acordo com Simon, escritor e consultor de Gestão e Liderança norte-americano, o objetivo da teoria é aliar a ação ao propósito, a partir de um padrão seguido por grandes líderes da história, como Martin Luther King Jr, ou mesmo uma das companhias mais valiosas do mundo – a Apple -, para inspirar as pessoas a realizarem uma ação. Todavia, isso só acontece quando as pessoas encontram a motivação certa para fazer algo.

Veja como Simon Sinek explica a teoria:

Propósito: Pense Diferente

Simon usa como exemplo a Apple. O especialista explica que a empresa, uma das mais valiosas do mundo, usa a crença em desafiar o lugar comum por meio da criação de produtos bem projetados, práticos e inteligentes. Ou seja, é muito mais do que uma fábrica de computadores e tecnologia, mas também uma empresa que vende um conceito – uma nova ideia. Isso é refletido em seu slogan: Think Different (Pense diferente).

“O objetivo não é fazer negócios com todo mundo que precisa do que você tem, e, sim, fazer negócios com pessoas que acreditam no que você acredita”, conta em sua Ted Talk.

Martin Luther King Jr: Por quê?

O líder do movimento pelos direitos civis nos Estados Unidos, nos anos 50, Martin Luther King Jr, é outro exemplo que alia um propósito à mensagem. Todo o discurso de Martin reflete a importância de um “por quê?” em suas ações.

Segundo Sinek, o ícone abordava o problema do racismo com foco em seus propósitos pessoais.

“E, a propósito, ele fez o discurso ‘Eu tenho um sonho‘, e não ‘Eu tenho um plano’”, diz Simon.

O consultor, porém, não defende que um plano seja menos importante, porém, ressalta o sonho engajará outras pessoas no seu projeto ou mesmo no seu produto. Daí vem à importância do Círculo Dourado.

Círculo Dourado

A ferramenta criada por Simon é simples: trata-se de três círculos, um dentro do outro. O maior significa “o que” você faz (quais são seus produtos e serviços ou sua função individual). O do meio é “como” você faz tal coisa (sua proposta de valor ou diferencial, por exemplo). Por último, e mais importante, o círculo central é o “por que” você faz aquilo.

O “por que” poderia ser facilmente respondido pela conquista de lucros, porém, Sinek revela que essa resposta não serve, pois isso é um resultado, uma consequência. “Quero dizer: qual é seu propósito? Qual é a causa? Qual é a sua crença? Por que sua organização existe? Por que você sai da cama de manhã? E por que alguém deveria se importar?”

Simon revela que esse deve ser o primeiro passo de toda a organização. Para ele, é fundamental que o líder acredite no seu emprego ou na organização com que se envolve. Quando esse gestor trabalha em um lugar em que acredita, não trabalha só pelo salário, sendo motivado também por um alinhamento de valores. A diferença aparece na performance e no engajamento dos seguidores.

Segundo Simon: “Há líderes e há aqueles que lideram. Os líderes têm uma posição de poder ou autoridade. Mas aqueles que lideram nos inspiram. Sejam indivíduos ou organizações, nós seguimos aqueles que lideram, não porque temos de seguir, mas porque queremos seguir. (…) E esses que começam com “por que” possuem a habilidade de inspirar aqueles a sua volta ou encontrar aqueles que os inspiram.”

 

Fonte: APAS

O que os erros do PSG ensinam sobre gestão de equipes

Guerra de egos envolvendo Neymar no Paris Saint-Germain (PSG) poderia ter sido evitada se boas práticas de liderança tivessem sido seguidas

 

A discussão em campo entre Neymar e Cavani na hora de bater um pênalti, transmitida aos quatro cantos do mundo, só tornou público o que já era evidente no vestiário muito antes de o Paris Saint-Germain (PSG) encarar a equipe do Lyon, naquele fatídico domingo, 17 de setembro.

Segundo reportagem do jornal El País, a chegada de Neymar à equipe em agosto minou o clima entre os jogadores e deu início à guerra de egos no time de futebol do magnata do Catar, o empresário Nasser Al-Khelaifi. O estranhamento em campo é só a ponta de um iceberg que “gelou” a relação entre companheiros de equipe.

Na opinião do sócio-diretor da empresa de treinamentos corporativos Ynner, Yuri Trafane, o responsável pela “torta de climão servida ao time” é a liderança do PSG, que pode ser personificada pelo bilionário dono do time já que Al-Khelaifi foi o grande articulador da chegada da estrela brasileira à equipe.

O dono do PSG não economizou esforços e nem euros para tirar Neymar do Barcelona, mas cometeu um erro crasso de liderança: não fez um planejamento antes de contratar um grande craque. Esse equívoco, aliás, pode ser uma lição valiosa para líderes de dentro e fora do mundo da bola.

“Deveria ter sido feito um plano de aterrissagem do Neymar na cultura do PSG. Parece que esse plano não existiu o que é muito amador. E se o plano existiu foi de uma incompetência enorme”, diz.

Para além de seduzir o jogador brasileiro com uma fortuna e a oportunidade de ser o “ Rei Sol” da equipe de futebol da Cidade Luz, Al-Khelaifi deveria ter garantido, de fato, o compromisso de Neymar com a manutenção do bom clima dentro e fora de campo.

“Era dizer ao Neymar: ‘você é estrela, queremos trazer você mas precisamos da sua ajuda, precisamos que mostre integração e respeito. Vamos pagar essa fortuna, mas você tem que assumir o compromisso de fazer parte do time’”, indica Trafane.

Dessa forma, poderia se tentar garantir que Neymar tomasse para si a tarefa de não só conquistar a torcida com seus dribles e jogadas geniais, mas também a sua legitimidade perante toda a equipe de jogadores PSG, atuando de forma mais humilde e voltada para a harmonia do grupo.

O aprendizado vale para o mundo do trabalho em geral: independentemente de currículo, cargo e feitos de carreira, o poder de influência e liderança não são aspectos dados a ninguém, e, sim, conquistados. E essa disposição para encontrar o seu lugar na equipe deveria ter sido avaliada em Neymar antes mesmo da assinatura do contrato, segundo Trafane.

Caso o craque não se mostrasse afeito a esse trabalho em equipe, a contratação deveria até ser repensada, segundo Trafane. “Por que o empresário trouxe o Neymar? Foi para levar o título europeu. Desse jeito vai ser difícil. Uma pessoa só não leva”, diz.

Como focos de resistência ao craque poderiam ser vencidos?

Além de conversar com Neymar, a liderança do PSG também teria que ter previsto e mitigado os riscos do impacto da chegada do craque na autoestima restante do elenco.

Uma reunião geral com o time antes de uma contratação desse calibre resolveria? Não, diz Trafane. “Um líder amador poderia ter cometido o erro que seria chamar todo o elenco para uma reunião porque a reação em público é muito diferente da reação individual”, diz.

Consultar apenas os profissionais com maior poder de influência na equipe sobre a validade ou não de trazer um novo e estrelado membro para o time teria sido o mais acertado a se fazer, segundo Trafane.

“Num time sabe-se quem são os líderes. Esses caras deveriam ter sido chamados para conversar”, diz. Se os formadores de opinião do grupo, como Cavani que é veterano no time, tivessem “comprado a ideia” de ter Neymar na equipe os focos de resistência seriam mais facilmente vencidos, segundo o especialista.

Magnata achou que dinheiro resolveria conflito

Ao contrário do que pregam as cartilhas de liderança, Al-Khelaifi achou que podia vencer qualquer obstáculo colocando a mão no seu bolso bilionário.

Numa sucessão de trapalhadas segundo a imprensa internacional, o magnata que já havia até ameaçado vender jogadores depois de gastar 222 milhões de euros com Neymar, ainda tentou oferecer dinheiro a Cavani para colocar panos quentes na disputa, segundo a reportagem.

Obviamente não deu certo. “Demonstra que ele não tem compreensão do funcionamento do ser humano. Isso piorou tudo”, diz.
Não é preciso ter feito um MBA para saber que dinheiro muito provavelmente não é o principal motivador de carreira para um jogador já tão bem remunerado como Cavani.

Reputação de Neymar sai prejudicada dessa história?

Não há dúvida de que a situação é ruim para o craque brasileiro. Ao deixar a autoconfiança jogar contra ele, Neymar isolou-se e isso pode comprometer sua acertada decisão de carreira de deixar o Barcelona pelo PSG.

“Deve estar sofrendo uma pressão imensa, perdendo vontade de jogar já que a sua energia agora está voltada para o conflito”, diz Trafane.

Alegando lesão no pé, o jogador já ficou de fora de uma partida e especula-se que os problemas com a equipe estejam por trás do “atestado médico” para não trabalhar.

Da aparente desmotivação do jogador é possível tirar mais uma lição universal de carreira, segundo Trafane: o perigo desajuste de expectativas.

“Já  vi muita empresa florear o ambiente de trabalho na hora de trazer um profissional e esconder os problemas”, diz. Esperando chegar como grande estrela já legitimada pelos colegas, é provável, como dizem os jornais, que Neymar não esperasse ser guerreado pelos veteranos. E, segundo Trafane, problemas de relacionamento embora sejam passíveis de solução, sempre deixam marcas aparentes em todos os envolvidos.

Fonte: Exame

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