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Educação à distância e varejo: uma excelente combinação

Qualificar os colaboradores de forma rápida e com custos baixos é essencial para garantir a competitividade das empresas do setor

Um relatório divulgado em 2016 pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) mostra que o Brasil tem o segundo maior número de estudantes com baixa performance em matemática básica, ciências e leitura, em uma lista de 64 países do mundo. Embora o País seja um dos países que mais investem em educação no mundo e a situação tenha melhorado em relação às décadas anteriores, ainda há desafios estruturais a resolver.

Isso faz com que uma população com sérias deficiências educacionais chegue à idade de trabalho, colocando na mão das empresas uma necessidade adicional de realização de treinamento. Por isso, o investimento em qualificação profissional está entre as principais características das principais empresas para trabalhar, não importa qual seja o setor da economia. É praticamente senso comum que colaboradores mais qualificados aumentam a competitividade das empresas, mas, ao mesmo tempo, é preciso ultrapassar grandes obstáculos, como a rotatividade das equipes, a distância geográfica entre as unidades da empresa e os altos custos de atualização dos materiais de ensino.

Essa situação se mostra de forma ainda mais intensa no varejo: seja em lojas independentes ou em redes de abrangência nacional, a dificuldade de dedicar parte do salário ao ensino complementar e o fato de que muita gente ainda encara a atuação no setor como uma atividade temporária desestimulam a educação no setor. Nos últimos anos, porém, a profissionalização do varejo e os avanços tecnológicos têm transformado esse cenário.

Com o amplo acesso da população a telefones celulares, os cursos online (EAD) têm crescido como uma alternativa mais barata, rápida e acessível de acesso a conteúdos importantes para o desenvolvimento profissional. Em vez de enfrentar trânsito para ir até uma sala de aula no final de um longo dia de trabalho, o profissional pode receber conteúdo em pílulas, acessá-lo em qualquer intervalo do expediente e, assim, incorporar esse aprendizado mais rapidamente.

Para as empresas, as vantagens são claras: treinamentos em larga escala se tornam mais viáveis, uma vez que não é preciso reunir grandes equipes em um único lugar, e o custo de distribuição do conteúdo cai consideravelmente. Além disso, a interatividade trazida pelos recursos digitais proporciona um aprendizado muito mais dinâmico, com fóruns, chats e a participação ativa de tutores, professores e alunos.

A composição de conteúdos “em pílulas”, adaptados às necessidades de um público que tem pouco tempo para se atualizar e nem sempre possui planos ilimitados de acesso à internet, facilita a absorção das informações, ao mesmo tempo em que oferece aos alunos a flexibilidade de estudar apenas aquilo que mais importa naquele momento. Especialmente no Brasil, em que grande parte da população tem que lidar diariamente com as limitações de espaço de seus smartphones, várias empresas desenvolveram plataformas 100% web, para que os alunos não precisem baixar aplicativos e, assim, simplifiquem o acesso às aulas.

No exterior, empresas como Udemy, Coursera e Codecademy, assim como a EduK no Brasil, oferecem milhares de cursos online que, de forma simples e prática, aceleram o aprendizado e proporcionam uma formação profissional 100% gerenciada pelo aluno, que escolhe, entre as opções disponíveis, aquelas que mais se adequam aos interesses e possibilidades financeiras naquele momento. Com foco no varejo, a Évolus cria novas oportunidades de aceleração do aprendizado no setor que é o maior empregador privado do Brasil, com baixo custo. Além dos cursos disponíveis ao público em geral e muito acessíveis (tanto financeiramente quanto pelo baixo consumo de dados), a plataforma também é customizável para empresas, que podem dispor de uma solução personalizada de baixo custo e alta penetração para criar programas de treinamento totalmente adaptados à realidade de seus negócios.

Hoje, capacitação e treinamento são estratégicos para que as empresas se diferenciem no mercado. Qualificar os colaboradores de forma rápida e com custos baixos é essencial para garantir a competitividade do varejo.

Já sentiu seu desconforto hoje?

Quem não tem ouvido à exaustão a frase “É preciso sair da zona de conforto”? Antes que você decida que este é mais um chavão sem sentido, é bom conhecer um exemplo dos mais bem-sucedidos da gestão pelo desconforto. Foi a partir dessa premissa que o treinador Bob Bowman treinou Michael Phelps – e vamos combinar que se existe alguém bem-sucedido na vida, esta pessoa é o nadador norte-americano.

Em 2007, na final da prova de 200 metros medley individual do mundial de natação de Melbourne, na Austrália, os óculos do nadador Michael Phelps encheram de água. Ele não conseguia enxergar absolutamente nada. O que vocês acham que aconteceu?

Em inglês, há um ditado que diz que não há crescimento sem desconforto – algo como o famoso no pain, no gain. Uma das principais premissas do sistema de treinamento do técnico Bob Bowman que orienta Phelps desde 1996, quando ele tinha 11 anos de idade, é exatamente o desconforto. Como Phelps conta, “Bob organizava horários de treino, exercícios, práticas, o que quer que ele conseguisse pensar, em torno da ideia de ser desconfortável. Seu pensamento sempre era o de colocar seus nadadores em todo cenário possível. Bob queria medir não só como eu me sentia sob pressão, claro, porém, mais importante, como eu reagia sob pressão. Porque essa é a definição real de um campeão, alguém que consegue lidar com qualquer obstáculo que aparecer a sua frente e com qualquer situação em qualquer momento”.

Por isso, os óculos cheios d’água não foram um problema para Phelps em Melbourne. Por conta da filosofia desafiadora de Bowman, ele já tinha treinado muitas vezes no escuro, contando as braçadas, e sabia exatamente como dimensionar a piscina. O resultado? Foi medalha de ouro e recorde mundial na prova.

Michael Phelps nasceu para ser nadador. Ele é alto, tem uma envergadura de mais de 2 metros da ponta do dedo médio da mão direita à ponta do dedo médio da mão esquerda, o torso é maior do que as pernas (o que reduz o atrito com a água) e até as articulações dos tornozelos parecem ter sido feitas para o esporte: sua flexibilidade nos pés é tanta que ele consegue dobrá-los mais do que uma bailarina na ponta. Mas, sem o treinamento desconfortável, sua compleição física teria um efeito muito menor.

Pense em como acrescentar doses de desconforto ao seu dia, seja para seu desenvolvimento contínuo, seja para o aperfeiçoamento de seus subordinados e para a formação de novas lideranças da empresa, seja na educação dos seus filhos. Sair da zona de conforto é justamente isso: propor desafios a si próprio e aos outros, para que o cérebro encontre novos caminhos para resolver os problemas.

Fonte: HSM

P&G anuncia centro de inovação no Brasil

Localizado na região de Campinas, o centro de pesquisa deve desenvolver novos produtos, embalagens e processos produtivos sustentáveis

A P&G está investindo em seu desenvolvimento no Brasil e anunciou um centro de inovação no País, que será instalado na região de Campinas (SP). O centro se dedicará à pesquisa e desenvolvimento para toda a América Latina, nas áreas de cuidados com bebês, beleza, casa e higiene, femininos e orais. O objetivo é desenvolver produtos, embalagens e processos produtivos cada vez mais sustentáveis. O núcleo se dedicará também a pesquisas com consumidores, que terão desde focus groups até sessões de realidade virtual. O Centro de Inovação P&G no Brasil completa a lista de 17 centros  da marca espalhados pelo mundo.

A companhia está investindo cerca de R$ 150 milhões (US$ 50 milhões) para montar as instalações, viabilizar as operações e contratar mão-de-obra especializada. O centro exigirá aproximadamente 120 funções técnicas especializadas e contará ainda com programa de estágio para universitários . Inicialmente, o espaço ficará no antigo prédio administrativo da unidade de Louveira, ampliada em 2015.

A P&G trará tecnologias de ponta e equipamentos desenvolvidos exclusivamente para a companhia, que simulam condições climáticas e até mini linhas de produção, para testar a viabilidade de um novo produto e desenvolver protótipos.

A Investe São Paulo, agência de promoção de investimentos ligada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação do Governo do Estado de São Paulo, participou do desenvolvimento do centro de inovação, ajudando a P&G a conhecer melhor a estrutura de pesquisa no estado de São Paulo.

Fonte: Meio&Mensagem

Foto: Divulgação

Entra em cena a liderança desenvolvedora

Os desafiadores caminhos do desenvolvimento poderão ser mais facilmente percorridos se tivermos alguém conosco, para nos mostrar o horizonte a ser alcançado

Por Conceição Lacerda

Líderes e liderados, em todas as organizações têm sido instigados ao compromisso permanente com o autodesenvolvimento. Exigência em função de clientes cada dia mais conscientes e de um mercado extremamente competitivo. E nesta corrida para o sucesso ninguém quer ser o último “a pisar na linha de chegada”.

Para alguns desavisados o desenvolvimento pode parecer algo fácil de alcançar. Basta ter uma diretriz bem definida, alguns alinhamentos, programas de capacitação que “as coisas vão se ajeitando”, que o resultado virá.

Este olhar simplista desconsidera o quão desafiador é para cada indivíduo se ver.  E “dar-se conta” das suas fragilidades e dos passos que precisam realizar para atender aos anseios de uma organização competitiva. Mudar comportamento, refletir sobre crenças arraigadas; requer consciência crítica e empenho, atenção aos comportamentos vigentes, aprofundamento na compreensão de premissas e coragem para fazer correção de rotas.

Sabemos o quanto mudar em alguma dimensão da vida ou do trabalho, não é um posicionamento banal e corriqueiro. É algo que exige muito de nós. Mudar um hábito alimentar, oferecer cuidados ao parceiro amado que clama por nossa atenção, dedicar paciência ao ensinar as tarefas escolares ao filho, administrar o ímpeto em um momento de raiva, alertar um liderado com desempenho ineficaz…

Quantos dos comportamentos citados acima já foram alvos de nossa atenção e de compromissos declarados de melhoria?  E o quanto nos vemos às voltas repetindo práticas que queremos abolir?  É porque isto requer motivação, foco e apoio.

Daí a importância de uma destacada figura do mundo corporativo que, imbuída do seu papel formador, abraça a missão de desenvolver liderados e equipes, empenhando-se para que alcancem performances individuais e coletivas que eles próprios não se percebem capazes de alcançar.

Os desafiadores caminhos do desenvolvimento poderão ser mais facilmente percorridos se tivermos alguém conosco, para nos mostrar o horizonte a ser alcançado, instigando a nossa autoconfiança e fazendo-nos sentir acompanhados, com a certeza que nosso líder estará por perto para nos apoiar, quando necessário.

A expectativa da grande maioria dos profissionais que ingressam numa organização é poder brindar com amigos e familiares conquistas almejadas e alcançadas, que representam crescimento profissional. Infelizmente muitos profissionais compartilham histórias de tensão, medo, desgastes e muitos tropeços. Realidade que poderia ser evitada ou amenizada se alguns líderes se apropriassem do papel desenvolvedor.

Peter Drucker, considerado o pai administração moderna, durante anos pesquisou junto a seus clientes, muitos deles executivos eficazes em grandes organizações, a que eles atribuíam a sua eficácia e foram unânimes em responder que “seu sucesso se devia a um chefe, há muito falecido, que os forçou a pensar o que uma nova atribuição exigia”. Segundo o autor “ninguém descobre isto por si. É preciso que alguém lhe diga, pois quem aprende isto não se esquece mais e quase sempre tem sucesso numa nova atribuição”.

Estamos no primeiro semestre do ano de 2017, momento oportuno para renovarmos os nossos compromissos de conduzir a nossa vida e o trabalho sob nova ótica,  a partir de reflexões e um incansável desejo de avançar.

Que em meio a tantas reflexões e intenções possamos colocar na nossa lista como ações prioritárias para este ano: na dimensão pessoal, investir na intensificação da nossa integridade, como ser humano no mundo. E na dimensão profissional, perseverança no compromisso de desenvolvimento pessoal de forma contínua e ter maior zelo com o desenvolvimento de nossas equipes.

Desta forma, o resultado do qual precisamos para ser bem sucedidos  e tão almejado por todos nós, poderá vir de maneira sustentável e decorrente de confiança, da colaboração e da permanente disposição para servir.

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conceicaolacerda

Mineira de Belo Horizonte, Maria da Conceição Almeida Lacerda é psicóloga e consultora organizacional. Atua há mais de 20 anos com abordagens em desenvolvimento de lideranças, equipes e mapeamento de competências, contando com uma vasta experiência nos mundos acadêmico e corporativo. É professora de cursos de graduação, pós-graduação e de qualificação profissional na Évolus.

Entenda por que o excesso de otimismo pode travar sua carreira

Nova leva de pesquisas indica que pensamento positivo também tem suas limitações, e que exageros podem causar preguiça e comodismo à pessoa

Quando o empresário dinamarquês Michael Stausholm deixou seu emprego em uma das maiores transportadoras mundiais para abrir sua primeira empresa, há 15 anos, seu sócio projetou um futuro positivo para os dois, com muito sucesso.

Stausholm acreditou no parceiro e se sentiu animado. “O pensamento positivo é algo que faz parte do DNA de qualquer empreendedor. Sem ele, você nunca deveria começar um negócio”, afirma.

Mas quando a firma começou a ter problemas, o dinamarquês aprendeu uma dura lição. “Só pensar positivo e manter uma atitude otimista não adianta. É preciso misturar tudo com uma boa dose de realismo.”

O poder do pensamento positivo tem sido um princípio de líderes do mundo dos negócios ao menos desde 1936. Foi quando Napoleon Hill, assessor de dois presidentes americanos, publicou Quem Pensa Enriquece, com a “receita” do sucesso de alguns dos mais bem-sucedidos empresários de sua geração.

Duas décadas depois, Norman Vincent Peale escreveu O Poder do Pensamento Positivo, que vendeu mais de 21 milhões de cópias no mundo. Mais recentemente, O Segredo, de Rhonda Byrne, foi adotado como uma espécie de Bíblia por homens de negócios, com sua promessa de sucesso baseada no otimismo.

Segundo essas obras, dúvidas e pensamentos negativos são obstáculos para o sucesso. Mas, na realidade, uma nova leva de pesquisas está descobrindo que o pensamento positivo também tem suas limitações – e armam suas próprias ciladas. Ou seja, o otimismo pode emperrar o sucesso.

O poder irresistível da fantasia

Segundo Gabriele Oettingen, professora de Psicologia na Universidade de Nova York e autora de Rethink Positive Thinking: Inside the New Science of Motivation (Repensando o pensamento positivo: por dentro da nova ciência da motivação”, em tradução livre), ao começar a estudar o assunto, ela descobriu que os níveis de energia caem quando as pessoas mentalizam fantasias positivas sobre o futuro, como ter um bom emprego ou ganhar bem.

“O problema é que quando as pessoas fantasiam sobre seus objetivos elas frequentemente não fazem o esforço necessário para atingi-los”, diz a psicóloga.

O estudo de Oettingen revelou que jovens que pensavam positivamente sobre ter um bom emprego, dois anos após deixar a universidade, acabavam ganhando menos e tendo menores chances de contratação do que colegas com mais dúvidas e preocupações. Os mais otimistas também se candidatavam a menos vagas do que os pesssimistas.

“Eles criam uma fantasia e já se sentem realizados e relaxados, perdendo a motivação necessária para que as coisas de fato aconteçam”, afirma.

Nimita Shah, diretora do grupo The Career Psychologist, com sede em Londres, conta que muitos clientes reclamam da frustração por não conseguirem manifestar seus desejos, e falam da culpa que sentem por serem pessimistas, como se isso fosse parte do problema.

“O efeito é o mesmo de fazer uma ‘dieta milagrosa’. Criar uma imagem positiva do futuro pode servir como estímulo imediato, mas a longo prazo só serve para fazer o indivíduo se sentir pior”, afirma Shah.

Otimismo, atitude natural

Será, então, que devemos passar a acreditar sempre no pior? Isso pode ser difícil. Segundo Tali Sharot, autora de O Viés Otimista e diretora de um grupo de estudos sobre o efeito das emoções sobre o cérebro, o otimismo está embutido na psique humana.

Em seus primeiros experimentos, Sharot pediu a voluntários que imaginassem situações futuras negativas, como perder o emprego ou terminar um relacionamento. Ela observou que as pessoas automaticamente tentavam transformar a experiência em algo positivo – como, por exemplo, separar-se do parceiro e arrumar outro melhor.

“Nós temos uma tendência inerente a nos inclinarmos ao otimismo. Estamos sempre imaginando o futuro como algo melhor do que o passado”, diz.

Esse viés otimista, que, segundo Sharot, ocorre em cerca de 80% da população, independentemente de sua origem cultural ou nacionalidade, ajuda as pessoas a manter a motivação. Estudos científicos também mostram que os otimistas vivem mais e têm mais chances de serem saudáveis.

“O pensamento positivo pode ser tornar uma espécie de profecia auto-realizável. Quem acredita que irá viver melhor pode acabar tendo uma alimentação mais adequada e uma rotina de exercícios apropriada”, afirma Sharot. “O otimismo também ajuda as pessoas a superar circunstâncias difíceis.”

No entanto, o viés otimista também acaba fazendo com que indivíduos subestimem riscos.

Equilíbrio certo

E para suprimirmos essa inclinação natural a ser positivo, é preciso encontrar a dose certa de negativismo, de forma a compensar fantasias que dificultam uma visão realista.

Com base em 20 anos de pesquisas, Oettingen desenvolveu uma ferramenta que batizou de Woop (sigla em inglês para desejo, resultado, obstáculo e planejamento).

Lançado em um site e em um aplicativo de smartphone, o Woop oferece ao usuário uma série de exercícios desenvolvidos para ajudar a elaborar estratégias concretas para atingir objetivos de curto e longo prazos, misturando pensamento positivo com atenção para a existência de um lado negativo ou de obstáculos.

“Trata-se de uma maneira de fazer com que a pessoa entenda que, no mínimo, ela pode colocar de lado aquela meta sem ter um peso na consciência e sabendo que olhou para o problema a partir de todos os ângulos possíveis”, explica a psicóloga.

Voltando ao empresário dinamarquês, a lição aprendida com o excesso de otimismo acabou compensando. Há alguns anos, Stausholm fundou a fabricante de lápis sustentáveis Sprout, tomando o cuidado de colocar seus planos no papel e fazer planos para o caso de tudo acabar mal.

Hoje, sua empresa vende mais de 450 mil lápis por mês em 60 países, resultados que surpreenderam o próprio Stausholm, hoje um pessimista convicto.

Fonte: Economia – iG