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5 inovações que antecipam o futuro do varejo

futuro do varejo

O futuro do varejo tem tudo a ver com conhecer seu cliente e ser insubstituível para ele. Você está pronto para isso?

 

Por Andrea Dietrich, sócia da Évolus Educação Digital

 

Existem coisas que nunca mudam no varejo, como a busca dos clientes por mais conveniência, preços mais baixos, mais valor agregado, relevância, autenticidade, conexão social e experiência. Para que isso aconteça, porém, o varejo se transforma constantemente. Todo dia vemos alguma novidade surgindo em algum lugar do mundo, mostrando o futuro do varejo e nos desafiando a rever nossos conceitos.

As lojas sem checkout da Amazon e das chinesas Hema e BingoBox. A revolução dos meios de pagamento digitais. A transformação digital de empresas brasileiras como Magazine Luiza, Via Varejo e Boticário. O desenvolvimento acelerado do ambiente de startups e as parcerias que trazem soluções para os problemas do varejo. A lista parece crescer sempre.

Um desafio é diferenciar aquelas novidades que são conceitos interessantes daquelas inovações que você pode aplicar hoje em sua empresa. A Trendwatching apresentou recentemente 5 tendências que irão criar o futuro do varejo já em 2019. Essas cinco tendências deveriam estar em seu radar. Não como uma daquelas inovações que talvez “peguem” por aqui, e sim como ideias para aplicar já ao seu negócio. Confira:

 

1) O ponto de venda “mágico”

Esta é uma das maiores demonstrações de mudança no comportamento dos consumidores. Agora, é as lojas que vão aos clientes, e não o contrário. Mais ainda: os consumidores esperam que as marcas de varejo estejam à disposição instantaneamente. Para a maioria das categorias, a jornada de compra deixa de ser tão planejada. O cliente quer que a loja esteja prontamente à disposição, no momento em que ele desejar. É como se o gênio saísse da lâmpada, disponível para atender aos desejos. A experiência na loja digital ou física muda completamente, e o papel de cada uma delas na jornada do cliente também.

Os assistentes de voz (Alexa, Google Home) são um dos principais vetores dessa transformação no relacionamento das marcas com o varejo. Embora hoje uma parcela ainda pequena dos consumidores use essa tecnologia para realizar transações, a mudança de comportamento é tão rápida que é preciso estar atento. Em um mundo em que o cliente diz para uma máquina “compre sabão em pó” e não se preocupa com o restante do processo de compra, como fica a relação de sua marca com o público?

 

2) Conheça o cliente melhor que ele mesmo

O desenvolvimento de imensas bases de dados e a capacidade de transformar esses dados em insights faz com que as marcas mais inovadoras conheçam seus clientes melhor que os consumidores mesmo se conhecem. Os dados são a força que une varejistas e clientes e, como a gravidade, moldam o mundo (assunto muito bem desenvolvido pelo Eduardo Terra em seu curso online na Évolus “Como implementar uma cultura digital“).

Informações pessoais, buscas online, dados do GPS dos celulares, compras online, produtos visualizados, compras e visitas em lojas físicas estão entre os dados que os varejistas mais bem estruturados estão usando para definir mix de produtos, promoções, preços e o tom da comunicação.

O próximo passo é a personalização. No futuro do varejo, cada vez mais empresas oferecerão produtos, serviços e preços para clientes individuais. Esqueça o preço para todos: o varejo já tem a capacidade de identificar o quanto cada cliente quer pagar por um determinado item. Se para você o “quer pagar quanto” ainda é uma campanha publicitária, cuidado!

 

3) A cultura corporativa que conquista o cliente

O mundo corporativo fala muito sobre propósito de marca. O passo seguinte é o desenvolvimento de culturas corporativas tão fortes que geram tribos, envolvendo colaboradores e clientes. Marcas autênticas e transparentes envolvem os consumidores e mostram que não são apenas fruto de uma publicidade bem feita. Com isso, atraem o público que se sintoniza com os mesmos valores.

Se hoje a atenção do cliente é um dos bens mais valiosos, é hora de olhar para a cultura corporativa como uma ferramenta para a criação de laços duradouros com os consumidores. Não basta ter velocidade, conveniência, preços baixos e entender o público. No futuro do varejo, será preciso agir como o cliente para entregar experiências incríveis por meio das pessoas.

 

4) Varejo automatizado

A automação do varejo é uma realidade cada vez mais presente. Muitas atividades estão hoje nas mãos dos algoritmos, que processam informações em uma velocidade impossível para os humanos e aumentam a eficiência da busca por produtos, negociação e logística, entre outras atividades.

A automação do varejo é parte de um desejo dos consumidores por descomplicação. Se tudo é muito complexo, é possível conquistar o cliente pela simplificação do cotidiano. Praticidade e conveniência já estão no vocabulário do varejo, mas é possível ir além. O crescimento da venda online de produtos por assinatura mostra que o cliente enxerga valor em terceirizar a escolha. Com o entendimento cada vez mais profundo dos hábitos de consumo, será possível criar negócios um a um, fazendo com que o futuro do varejo seja o de um concierge de produtos.

 

5) Muito além da diversidade

Sua marca se orgulha de abraçar a diversidade? Tem campanhas a favor das minorias? Lamento, mas isso já não é suficiente. Produtos, serviços, lojas físicas e o relacionamento com o cliente precisa falar com as minorias. Você já parou para pensar em quantos vendedores negros ou LGBT existem em sua loja? Se sua marca quer se relacionar com todo perfil de público, a diversidade também precisa estar em seus processos de contratação de pessoal. Nada mais absurdo do que uma marca que se posiciona a favor da diversidade e tem apenas homens brancos entre 45 e 60 anos em sua diretoria, não é mesmo? Aqui, uma dica: no curso da Évolus, “Como Contratar a Pessoa Certa“, a Ivone Santana, do Instituto Modo Parités, fala muito sobre o assunto…

 

O futuro do varejo será muito diferente do que tem sido até agora. Exceto em um ponto muito importante: sai ganhando quem entende seu cliente e é honesto em sua relação com ele. Para isso, é preciso contar com uma equipe preparada para assumir esse novo papel. Uma equipe capacitada a lidar com o novo perfil do consumidor e apta a dialogar com clientes empoderados por meio das ferramentas digitais. E isso mexe em tudo. Mexe em como recrutamos, como engajamos, nos benefícios e incentivos que oferecemos. E, principalmente, mexe em como desenvolvemos essas pessoas para esse futuro tão próximo.

Porque, sem transformar as equipes, sem transformar o mindset das pessoas que trabalham na marca, o futuro do varejo será somente uma frase nos discursos corporativos.

7 pontos essenciais para rentabilizar o ponto de venda

cliente passando cartão para o caixa do supermercado

O sucesso de uma loja não tem a ver com sorte. Conheça os pontos que você precisa ter em mente para rentabilizar o ponto de venda

 

O sucesso de um ponto de venda não tem NADA a ver com sorte. Tudo na loja foi pensado estrategicamente para atrair, fidelizar e surpreender os consumidores, gerando vendas e lucro para o varejista. Embora exista uma percepção de que o varejo é um negócio intuitivo, na prática é preciso contar com muita ciência para rentabilizar o ponto de venda.

A ciência por trás desse processo de rentabilizar o ponto de venda envolve análise e mudanças em uma série de aspectos da gestão da loja. Não existe uma “receita de bolo”, uma resposta única para desenvolver uma operação sadia e rentável. Alguns aspectos, porém, devem ser levados em conta:

 

  • Descubra quem é seu consumidor

Saber quem é o cliente parece algo inerente ao negócio, mas com frequência esse ponto tão básico é negligenciado. Não dá para rentabilizar o ponto de venda sem saber tudo sobre seu consumidor e seu shopper (aquele que faz a compra). Por exemplo: de nada adianta você montar seu pdv voltado para família (seja na oferta ou no estilo) se o bairro é composto por “singles”. Ou ter uma loja mais sofisticada se o poder aquisitivo do cliente não acompanha. Afinal, você sabe o que ele quer? Quais os hábitos dele? Para conhecer de verdade o consumidor, vale tudo: desde pesquisas no entorno até reservar meia hora por dia para circular pela loja e conversar com o público.

 

  • Defina o posicionamento de sua loja

Philip Kotler diz que “posicionamento é mostrar para seu público-alvo qual é a diferença entre você e seus competidores”. Definir o correto posicionamento passa por determinar qual segmento a loja irá alcançar, conhecer o comportamento do público e encontrar elementos de diferenciação em relação à concorrência. Ou seja, você precisa definir como quer ser percebido pelo consumidor e, a partir disso, ter ações que validem essa percepção (sua proposta de valor).

 

  • Tenha uma boa estratégia de Gerenciamento de Categorias

O Gerenciamento de Categorias é essencial para rentabilizar o ponto de venda em qualquer setor do varejo. Esse processo consiste em definir grupos ou categorias de produtos relacionamentos e gerenciá-los como unidades estratégicas de negócios. Para aquele grupo (levando em conta suas peculiaridades e o posicionamento da loja), você pensa de forma única sua implantação, layout, precificação… Um bom Gerenciamento de Categorias traz comodidade para o cliente, melhora sua experiência de compra, permite expor melhor os produtos da indústria e aumenta as vendas do varejo.

 

  • Pense estrategicamente no macrolayout de sua loja

Trata-se de utilizar bem os espaços físicos disponíveis, determinando a melhor maneira de adaptá-los para a venda dos produtos. É preciso levar em conta vários aspectos, tais como o acesso dos consumidores, a localização dos caixas e das áreas de estoque, a disposição das gôndolas e displays, o local das vitrines e os espaços para passagem dos consumidores. Um bom layout da loja permite que o cliente se localize facilmente, entenda a lógica de deslocamento e não se sinta confuso. E ainda amplia a possibilidade de rentabilizar o ponto de venda, pois leva o shopper a percorrer toda a loja e ser impactado por produtos e ofertas.

 

  • Otimize a exposição dos produtos nas gôndolas

Se o consumidor precisar fazer muito esforço para encontrar um produto, muito provavelmente ele irá desistir. E a loja terá perdido o cliente, talvez para sempre. Por isso é preciso cuidar muito bem da exposição dos produtos. Uma boa exposição (chamado de planograma) é uma forma segura de rentabilizar o ponto de venda. O planograma coloca itens de maior procura em locais de fácil visualização nas gôndolas. Além disso, dá mais espaço a produtos que vendem mais ou tenham maior valor agregado.

 

  • Precifique corretamente

Você sabia que o preço é o principal fator de decisão de compra? Pois é. Não adianta um layout correto e uma exposição otimizada se o preço do produto está errado. A precificação é uma ciência que leva em conta aspectos como os custos fixos (salários, aluguel), custos variáveis, custos de aquisição das mercadorias, o preço de itens semelhantes nas lojas concorrentes e o valor agregado (exclusividade, benefícios para a imagem e outros fatores intangíveis). A precificação é uma ferramenta de gestão que define os resultados, os investimentos e, em última instância, o quanto rentabilizar o ponto de venda.

 

  • Tire o máximo proveito das ações promocionais

Promoção não é sinônimo de desconto. As ações promocionais estão aí para aumentar o fluxo de clientes, as vendas e a margem de lucro. Em outras palavras, é qualquer ação que ajude a rentabilizar o ponto de venda, que impacte o shopper positivamente e reforce o posicionamento da sua loja. Para tirar o máximo proveito das ações, é preciso planejá-las (faça um calendário promocional), definindo objetivos estratégicos, o conceito, tipo de ação, sua mecânica de funcionamento, divulgação e métricas que permitam identificar o sucesso da iniciativa.

 

Quer saber mais sobre como rentabilizar o ponto de venda?

A Évolus Educação Digital lançou o curso online “Como rentabilizar seu ponto de venda”. Nele, Jorge Herzog apresenta técnicas e dicas essenciais para o sucesso do varejo. Herzog é um dos profissionais mais destacados do varejo brasileiro, com mais de 30 anos de experiência. Ele foi executivo de algumas das maiores redes do setor. Neste curso, ele traz seu conhecimento e dicas importantes para você rentabilizar o ponto de venda e melhorar resultados. O consultor Walter Zaim também participa do curso, trazendo boas práticas para você lucrar cada vez mais.

Não perca esse curso! Confira o vídeo teaser e saiba todos os detalhes das aulas.

Tenha um plano de ação e resolva problemas sem improvisos

plano de ação - pessoas em volta de uma mesa cheia de papeis

Desenvolver um bom plano de ação para resolver com eficiência os problemas profissionais pode fazer toda a diferença em sua carreira. Saiba como fazer isso

Se há uma certeza em sua carreira profissional, é o fato de que você precisará solucionar problemas. A grande pergunta é: como? Com o uso de métodos e ferramentas de gestão que permitem resolver o problema com eficiência, por meio de um plano de ação bem estruturado? Ou na base do improviso e do “jeitinho”?

Para crescer e ser bem sucedido em sua carreira, você precisa contar com técnicas que te permitam desenvolver um plano de ação coerente, bem estruturado e que gere resultados palpáveis. Seja qual for a técnica usada, ela precisa passar por três fases:

  1. Análise dos indicadores problemáticos:

    Para resolver o problema, é preciso saber exatamente qual é esse problema;

  2. Encontrar as causas:

    Se há um problema, quais são suas causas reais?

  3. Traçar um plano de ação para solucionar os problemas:

    Sabendo qual é a causa, é possível trabalhar em sua solução.

Perceba que somente depois que o plano de ação é traçado é que, efetivamente, parte-se para a resolução do problema. Ao dedicar tempo à identificação das reais causas do problema e criar uma estratégia para sua solução, acaba-se economizando tempo e dinheiro no processo de correção. É melhor investir tempo em identificar o problema em vez de partir a esmo para resolvê-lo, sem saber quais as ferramentas necessárias.

Parece óbvio, não é? No dia a dia das empresas, porém, com muita frequência ignoram-se os planos de ação, na ansiedade por resolver rapidamente uma emergência. E, com frequência, profissionais e empresas acabam gastando mais tempo e recursos quando agem dessa maneira.

E não é por falta de ferramentas e técnicas. Muitos métodos podem ser usados no processo de analisar os problemas, encontrar as causas e traçar planos de ação. Conheça alguns deles:

 

Os 5 “porquês”

Os 5 porquês são uma ferramenta simples de resolução de problemas, mas seu impacto para descobrir a causa raiz pode ser imenso. Essa metodologia, no fundo, é bastante simples: pergunte “por que”, repetidamente. Cada vez que respondemos a essa pergunta para solucionar o problema, avançamos em direção à verdadeira causa. Faça perguntas com clareza e responda-as com franqueza, elencando as respostas e perguntando novamente até que a causa raiz seja encontrada. A partir disso, crie um plano de ação.

Todo mundo que já lidou com uma criança por volta dos quatro anos de idade já se deparou com essa técnica. É comum que a criança, curiosa, pergunte “por que…”, buscando uma resposta. E, ao ouvir a resposta, pergunta de novo “mas, por que…”, e assim por diante. Normalmente, até que a paciência do adulto termine! O que a criança está fazendo é exatamente o que essa técnica propõe: encontrar a causa-raiz da curiosidade. Ou, no nosso caso, do problema.

Os 5 porquês são mais usados na resolução de problemas de manutenção, qualidade, produção e administrativos. Essa técnica é bastante útil em problemas simples ou de dificuldade moderada. Para problemas mais complexos, ela pode levar a um olhar focado demais, que ignora múltiplas causas. Neste caso, é melhor usar o próximo método.

 

Diagrama de Ishikawa (ou Espinha de Peixe)

O Diagrama de Ishikawa tem esse nome por causa de seu criador, o japonês Kaoru Ishikawa, que desenvolveu o método a partir de uma ideia básica: fazer as pessoas pensarem sobre todas as causas e razões possíveis para que um problema ocorra. A forma gráfica de representação dessa multiplicidade de fatores, por sua vez, dá origem ao outro nome pelo qual o método é conhecido: Espinha de Peixe.

A montagem do Diagrama de Ishikawa parte de um brainstorm com sua equipe, para encontrar as várias causas que originam o problema. Nesse processo, são considerados seis vetores: método, máquina, medida, meio ambiente, mão de obra e material.

Por analisar os problemas de forma mais holística, o Diagrama de Ishikawa faz mais sentido para problemas de abordagem mais complexa, em que vários fatores podem levar a causa raiz. A partir da definição de cada vetor do problema, é possível identificar as áreas que estão causando aquele problema e definir um plano de ação. Essa metodologia obtém melhores resultados a partir de equipes multissetoriais, que conseguem analisar as diferentes facetas do problema.

 

5W2H

O nome parece estranho, é verdade. Mas a metodologia 5W2H é bastante simples de entender e de aplicar no dia a dia das empresas. Independente do setor de atuação ou do tamanho do negócio, um plano de ação 5W2H é muito eficiente para solucionar problemas.

Essa é uma ferramenta de gestão bastante utilizada no planejamento estratégico. Partindo de um problema já identificado, a metodologia realiza uma análise sobre as melhores formas de chegar a um bom resultado. A partir daí, é possível estruturar um plano de ação. Para isso, usa sete perguntas:

1) What (o quê)?

2) Why (por quê)?

3) Where (onde)?

4) When (quando)?

5) Who (quem?)

6) How (como?)

7) How much (quanto?)

Em inglês, são cinco perguntas que começam com “W” e duas com “H”: 5W2H. Essa análise se destaca de outras metodologias de plano de ação por ser uma ferramenta simples e completa, que otimiza o tempo dos profissionais. É muito dinâmica e facilita a realização de ajustes mesmo após sua implementação. Isso faz com que ela seja ainda mais adequada a esse tempo de transformação digital que estamos vivendo.

 

Quer saber mais sobre como analisar problemas e construir planos de ação?

 

A Évolus Educação Digital lançou o curso “Como analisar um problema e construir um plano de ação”. Nele, o professor Sérvio Túlio Prado Júnior, com mais de 20 anos de experiência como consultor em gestão e estratégia, mostra como trabalhar com indicadores, buscar as causas dos problemas, fazer planos de ação e gerenciar os resultados. Tudo isso com base em ferramentas de sucesso, como o Diagrama de Ishikawa, os 5 Porquês, a metodologia 5W2H e outras.

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Dados comprovam: segurança na manipulação de alimentos evita altos prejuízos para o varejo

manipulação de alimentos

Recentemente, o Walmart anunciou um projeto de uso da tecnologia de blockchain para rastrear alimentos perecíveis, reduzir o desperdício, diminuir a possibilidade de contaminação dos produtos e melhorar a gestão da cadeia de suprimentos. Iniciativas semelhantes vêm sendo desenvolvidas pela Microsoft e pelo Porto de Roterdã, na Holanda, o que mostra o quanto a segurança na manipulação de alimentos é uma questão importante em todo o mundo.

Nos supermercados brasileiros, quase 80% das quebras operacionais estão ligadas a questões relacionadas à manipulação de alimentos (como vencimento, embalagens violadas, armazenamento inadequado ou refrigeração), de acordo com a 2ª Pesquisa de Prevenção de Perdas da SBVC. Com isso, representam uma parcela expressiva das perdas do setor, que foram de 1,97% do faturamento no ano passado. Nos supermercados, as perdas têm um tamanho próximo do lucro das lojas e, portanto, reduzir as perdas melhora imediatamente os resultados do PDV.

Mas não é só nos supermercados que a segurança na manipulação de alimentos chama a atenção. O setor de alimentação fora do lar movimenta cerca de R$ 180 bilhões por ano, indo desde grandes redes de restaurantes e lanchonetes até o barzinho da esquina. Segundo o Instituto Foodservice Brasil, 93% dos estabelecimentos do setor são familiares e de pequeno porte e 64% deles faturam menos de R$ 50 mil mensais. Essa realidade contrasta com o perfil das grandes redes de alimentação em diversos aspectos, como o estágio de profissionalização, os modelos de abastecimento e o cuidado com a qualidade dos produtos.

Tudo indica que a concorrência irá aumentar ainda mais no setor de alimentação fora do lar, que hoje já representa 25% dos gastos das famílias brasileiras. Cada vez mais estabelecimentos passarão a vender alimentos ou distribuí-los de novas formas, como o delivery online e o take away. Hoje, apenas 5% dos estabelecimentos têm pelo menos quatro formas de atender aos clientes e 27% atendem em três canais. A expansão desses números nos próximos anos será acompanhada por novos cuidados com a preservação e a segurança na manipulação de alimentos.

 

Confira 7 dicas importantes no momento de manipular alimentos

 

Para prosperar nesse mercado é preciso, antes mesmo de pensar em marketing ou precificação, cuidar de um aspecto fundamental: a qualidade dos produtos. Evitar a contaminação dos alimentos ao longo da cadeia de distribuição e na sua preparação é essencial para quem quer entregar qualidade para seus clientes. A cozinha é o local em que a promessa de um alimento delicioso se transforma em realidade, mas para que isso aconteça é preciso prezar pela integridade dos produtos.

Saber estocar, gerenciar e manusear os alimentos não é uma arte: é possível seguir processos e práticas consagradas para garantir a qualidade dos produtos vendidos.

 

Quer saber mais sobre as boas práticas de gestão e manipulação de alimentos no varejo? A Évolus Educação Digital lançou o curso “Como higienizar e manipular alimentos” apresentando os pontos essenciais para o sucesso no setor de alimentação. Não perca!

 
 

 
 
O curso “Como higienizar e manipular alimentos”, ministrado pela nutricionista Luciana Abreu, ensina todos os passos para que os profissionais garantam a qualidade a partir da aplicação de boas práticas de higiene e manipulação de alimentos. O curso também fala sobre tipos de contaminação, microorganismos, manipulações em diversos setores comuns no varejo, sobre prevenção de acidentes, o uso de EPIs e muitos outros pontos importantes para garantir a qualidade do alimento e a segurança do profissional.

Como a Padaria pode mudar a forma como o cliente vê sua loja

imagem de pães

Mais que história e sabor, o pão e a padaria representam grandes oportunidades para o varejo. Em um supermercado, esse é o setor que oferece maior margem bruta (48%, segundo o 44º Ranking de Supermercados da revista Supermercado Moderno), o dobro de categorias tradicionais como mercearia de alto giro (24%) e bebidas não alcoólicas (23%). Além disso, é uma seção em que é possível criar diferenciais, já que são produtos fabricados na própria loja. Um aroma, um sabor ou um formato diferente podem ser suficientes para criar algo que seja visto pelo cliente como único e pelo qual valha a pena pagar um pouquinho mais. Na padaria, a capacitação das equipes e sua disposição para inovar fazem toda a diferença.

Se bem trabalhados, os produtos podem ter a força de uma grife, gerando no cliente a percepção de que aquela loja é especial

Padaria e confeitaria têm, em média, uma participação de 12% nas vendas totais dos pequenos e médios supermercados. Se bem trabalhados, os produtos podem ter a força de uma grife, gerando no cliente a percepção de que aquela loja é especial. Com isso, aumentam a possibilidade de venda de itens adicionais. Valorizar a padaria e a confeitaria é respeitar e surpreender o consumidor, despertando no PDV o sentido de qualidade, prazer e nutrição. Se o atendimento for de primeira, então, aumenta a chance de o consumidor fazer da sua loja um lugar que ele sempre irá visitar.

Os treinamentos para varejo são de extrema importância na operação de uma padaria.

Esse é um setor, porém, em que a capacitação das equipes é de extrema importância. Apresentação visual, qualidade no preparo, diferenciação do mix e capacitação das equipes fazem toda a diferença. Encarar a padaria como uma área estratégica da operação do varejo aumenta as vendas em todas as áreas da loja. Para isso, realize treinamentos e invista na capacitação do ponto de venda.

7 aspectos da operação da padaria para você ficar de olho!

Com uma importância tão grande nas vendas, nos resultados e na capacidade de levar público para outras áreas da loja, olhe a padaria como uma área estratégica. Para isso, é essencial realizar um trabalho constante de capacitação das equipes. Na gestão das operações desse setor, vale a pena ficar de olho nesses sete aspectos:

1 – Cuide do seu mix de produtos: o lucro da padaria vem do portfólio de itens produzidos. Se o pão francês é básico para trazer público, é nos produtos especiais que estará a margem e a possibilidade de diferenciação.

2 – Giro é fundamental: pães são produtos altamente perecíveis. Afinal, todo mundo prefere pão quentinho, recém-saído do forno. Por isso, é preciso trabalhar o giro dos produtos, identificando os melhores horários para a produção das fornadas.

3 – Novidades são essenciais: inove sempre. Traga novos produtos, experimente, teste. Comece pequeno, com pouca quantidade dos itens diferentes, e conforme eles passam a ser aceitos pelo cliente, aumente sua produção. As novidades são a melhor maneira de atrair o cliente para uma nova visita e aumentar as vendas.

4 – Vá além do pão: em uma padaria, 45% do faturamento decorrem da venda dos pães. Cerca de um quarto das vendas estão nos lanches, almoço e jantar. Esta é uma grande oportunidade de manter o cliente por mais tempo na loja e oferecer algo especial.

5 – Negócio de vizinhança: ninguém vai muito longe para comprar pão. Sua clientela está em seu bairro e, por isso, procure conhecer bem seus clientes. Treinamentos corporativos ensinam como interagir melhor com os clientes, conhecê-los pelo nome e fidelizá-los. Não é porque a padaria está dentro de um supermercado que o cliente não merece ser conhecido pelo nome.

6 – Reforce a história: se padaria é um negócio de vizinhança, que tal valorizar a história e a cultura do bairro para posicionar seu estabelecimento como único? Que tal criar, dentro da loja, uma comunicação visual temática?

7 – Invista em sua equipe: grandes padarias recebem mais de 4.000 clientes por dia. Supermercados que desejam atrair esse público precisam, assim, capacitar suas equipes para atender esse público, que busca conveniência, sabor e bom atendimento.

A Évolus Educação Digital lançou o curso “Básico de Padaria no Varejo” para aumentar a capacitação dos profissionais do setor e os resultados das empresas. Veja o vídeo teaser do curso!

Em todo o mundo, as áreas de alimentos vêm se tornando mais importantes para os supermercados, pois é nessas categorias em que é possível ser diferente e aumentar as margens. A padaria faz parte do dia a dia do brasileiro e precisa ser vista como uma área estratégica para aumentar as vendas e os resultados da loja.

Conheça nossa plataforma de educação digital e como ela pode ajudar a treinar suas equipes. Solicite uma demonstração e veja como usar treinamentos online na capacitação das equipes e aumentar a produtividade de seus colaboradores!

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Alimentos: a qualidade está nos detalhes!

O armazenamento, manuseio e preservação dos alimentos é um dos aspectos mais importantes para o sucesso de operações de food service. Confira!

Garantir a qualidade da alimentação servida a seus clientes é um ponto fundamental para o sucesso. Em um ambiente de concorrência acirrada, atingir a excelência na higiene e manipulação, nas técnicas de preparo e no armazenamento e transporte correto gera uma vantagem real na disputa por clientes cada vez mais exigentes.

Cuidar da integridade dos alimentos é essencial para o sucesso de sua empresa

No Brasil, a segurança alimentar significa garantir produtos de qualidade, em quantidade suficiente, com base em práticas saudáveis. Em restaurantes, bares, padarias, confeitarias, áreas de alimentação de supermercados e outras operações de food service, diversos aspectos legais e técnicos que asseguram que os alimentos estejam prontos para o consumo e não causem surpresas desagradáveis ao consumidor (incluindo problemas de saúde). A resolução RDC 216/04, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), criou uma série de normas a respeito de como cuidar do local de trabalho, manusear os produtos, prepará-los com higiene e transportá-los. Prezar pela integridade dos alimentos é essencial para o sucesso de sua empresa.

A Évolus Educação Digital acaba de lançar o curso “Como higienizar e manipular alimentos”, com a nutricionista Luciana Abreu, mostrando os pontos essenciais para quem quer oferecer alimentos seguros e livres de contaminação e, assim, ter sucesso no setor de alimentação.

Mas por onde começar? A própria resolução RDC 216/04 é um bom ponto de partida, pois define uma série de parâmetros para o manuseio de alimentos. Cursos como o da Évolus também ensinam todos os passos para garantir a qualidade alimentar. Além disso, algumas regras básicas já habitam nosso inconsciente coletivo, como tomar banho diariamente, lavar sempre as mãos antes e depois de manipular alimentos e manter as unhas limpas e curtas.

Dicas importantes para manipular alimentos

Além dos aspectos definidos pela Anvisa, existem algumas técnicas e dicas importantes para ajudar você em sua busca pela segurança dos alimentos:

1 – Garanta a limpeza e higiene diárias do local de trabalho, mas tenha cuidado: é importante manter tudo limpo, mas não a qualquer custo. Não se pode fazer a limpeza durante o momento de manipulação, por riscos de contaminação química. O produto mais indicado para limpeza de bancadas, por exemplo, é o álcool 70%. E evite o uso de lãs de aço, que podem soltar fragmentos.

2 – Nunca deixe lixeiras em cima da pia e perto de onde estão os alimentos: o local ideal é sempre fora do ambiente de manipulação e sempre lixeiras com tampa, para evitar a presença de insetos e roedores.

3 – Cuidado com a contaminação física: é bastante comum, infelizmente, encontrar itens indesejados nos alimentos. Por isso, todo cuidado é pouco. O uso da touca, mesmo para pessoas de cabelos curtos, é mandatório. Não se deve usar brincos, correntes, piercings, anéis, cílios postiços etc ao manipular os produtos.

4 – Evite contaminação cruzada (ou seja, quando alimentos contaminados, normalmente crus, se combinam indevidamente com outro item pronto a ser consumido): na geladeira, embale todos os produtos para que um não contamine o outro. Também nunca divida o mesmo utensílio com alimentos diferentes. Exemplo: usar a mesma tábua para cortar carnes cruas e saladas.

5 – Não use água para acelerar o processo de descongelamento: além de desperdiçar água, essa forma de descongelar é perigosa. Se a água estiver contaminada e em contato com o alimento, ele é afetado. Até embalado, não se recomenda, porque a água pode entrar por furos na embalagem que você não vê.

6 – Lave verdadeiramente as mãos: não basta passar sabão nas palmas das mãos e enxaguar. É preciso higienizar a mão completamente: na parte de cima, entre os dedos e também todo o antebraço. Para garantir unhas limpas, use uma escovinha.

7 – Cuidados extras para evitar contaminações: parece óbvio, mas não custa lembrar… não fale, cante ou tussa sobre os alimentos. Não mexa nos cabelos e nem enxugue o suor com as mãos durante a manipulação. Use o bom senso e pense sempre nas boas práticas.

Existem muitos outros pontos que devem ser levados em conta no armazenamento, conservação, transporte e manuseio de alimentos. Com a expansão das áreas de alimentação em supermercados, shopping centers e outros formatos de varejo, aumenta cada vez mais a importância de conhecer a fundo as boas práticas do setor. Alta qualidade na operação de um restaurante, bar ou de uma área dedicada à preparação em um varejista depende, em primeiro lugar, de preservar a qualidade dos produtos. A chave para o sucesso está nos detalhes!

Quer saber mais sobre as boas práticas de manuseio e gestão de alimentos no varejo? A Évolus Educação Digital oferece o curso “Como higienizar e manipular alimentos”, apresentando os pontos essenciais para quem quer ter sucesso no setor de alimentação. Não perca!

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Sua empresa desperdiça tempo. Saiba como resolver isso

Após um ano em seus empregos, quantos funcionários ainda têm aquela energia e entusiasmo incontroláveis do primeiro dia de trabalho? Quantos ainda acreditam que podem fazer diferença com seu tempo?

Rotinas improdutivas, burocracia corporativa e “administrivia” acabam com a ambição e sugam a energia de muitos funcionários. Além de desmotivá-los, tudo isso constitui um desperdício para as empresas, que precisam desesperadamente da energia e do comprometimento de todos.

A novidade de qualquer emprego recém-conseguido sempre passa, mas os funcionários poderão se manter empolgados e comprometidos se as empresas atacarem as verdadeiras causas das amarras organizacionais — todas as práticas, procedimentos e estruturas que desperdiçam tempo e limitam a produtividade — e não apenas os sintomas. Estes talvez sejam pequenos aborrecimentos e inconveniências e poderiam ser eliminados sem muita dificuldade — diversos processos, muitas reuniões, metas sem sentido e tempo desperdiçado em trabalhos com os quais nunca ninguém se importará.

No entanto, esses sintomas derivam de problemas estruturais. As empresas acabam se vendo às voltas com problemas e desperdiçam tempo, talento e energia de sua equipe. Quando perdem o foco, gastam dinheiro em algo que não faz a menor diferença nem para os funcionários, nem para o futuro da empresa e usam modelos operacionais que não funcionam corretamente.

Ao atacar a raiz da causa das amarras organizacionais, as empresas conseguem eliminar tarefas desnecessárias, revitalizar a força de trabalho e, ao mesmo tempo, colocar os negócios em um novo rumo. Isso pode ser feito seguindo os três “R”:

•   Rever as prioridades estratégicas
•   Rever os orçamentos
•   Refazer o modelo operacional

Essas três etapas, em conjunto, podem ajudar a arrumar a desorganização e acabar com a distração que geram as amarras.

Rever as prioridades estratégicas
O primeiro passo é rever a organização nas unidades mais importantes, segmentos de clientes e geografias nas quais a empresa tem uma fórmula de crescimento que se repete e, o “right to win” (vantagem adquirida com esforço e tática para alcançar algo). Dentro de cada unidade de negócios, os executivos devem eliminar quaisquer fontes improdutivas. Examine atentamente e verá que a maioria das empresas ampliou suas marcas e portfólio de produtos para clientes e mercados nos quais não são diferenciados e têm pouco lucro. A proliferação dessas operações leva à complexidade, que contribui para desacelerar o processo, assim como os custos, que desviam recursos de ideias potencialmente mais lucrativas.

Por exemplo, grandes empresas de biofármacos são concorrentes em muitas categorias e tendem a acumular uma vasta gama de seguidores. Porém, com isso, o retorno dos acionistas diminui. Uma análise recente, feita pela Bain & Company’s de Chicago, mostra que os maiores criadores de valor de uma empresa de biofármacos são líderes no segmento e, aqueles que aliam essa liderança ao foco nesse portfólio, têm um retorno anual para os acionistas duas vezes maior do que o de empresas que são seguidoras diversificadas. Essa é a razão para um crescente número de empresas de biofármacos estarem sendo vendidas, ou fazendo “spinning off” (desmembramento de uma unidade relevante, inovadora e com grande potencial de crescimento), como por exemplo, a venda da vacina contra influenza da Novarti’s para a CSL, ou a venda da divisão de diabetes da Bristol-Myers Squibb para a AstraZeneca e do “spin off” da Biogen na divisão da hemofilia.

Reduzir um portfólio que cria amarras organizacionais é muitas vezes um ato de coragem. É bem provável que a curva de crescimento sofra durante a transição, mas o resultado será um portfólio mais rentável e feito para crescer. As empresas geralmente são desmembradas para: eliminar cirurgicamente a desaceleração do crescimento de algumas áreas, ou das menos rentáveis, ou ainda de setores menos alinhados no negócio como um todo. Contudo, se antes de mais nada, as empresas não enfrentarem os motivos ocultos que as levaram a essa situação, seu desempenho ainda estará abaixo das expectativas internas e externas.

Rever o orçamento
A forma pela qual as empresas alocam a verba pode contribuir para a amarra organizacional, mantendo trabalhos desnecessários. No entanto, não é fácil tomar a decisão de parar de financiá-los.

Recomendamos o orçamento base zero e planejamento para as escolhas ficarem mais claras. Ao adotar o sistema, fica mais fácil superar o dilema enfrentado ao fazer cortes. É preciso eliminar o trabalho, e depois reduzir o orçamento alocado para aquela despesa ou reduzir o orçamento para acabar com o trabalho desnecessário? Embora a última abordagem seja mais amigável sob a perspectiva administrativa, tendemos a acreditar que leva a uma mudança progressiva. Por isso, consideramos a abordagem do orçamento base zero preferível — pois combinada a um processo de planejamento, usando metas flexíveis, desafia o pensamento convencional e traz à tona ideias mais definidas.

Empresas com visão vão fazer essa mudança antes mesmo de o mercado ou algum investidor demandá-la. Um exemplo simples: antes de a 3G Capital usar o orçamento base zero para esclarecer funções e objetivos, eliminar etapas e padronizar processos na Kraft Heinz, um gerente contou que lutava para lidar com uma enxurrada de 300 e-mails e várias reuniões improdutivas em um dia típico de trabalho. Agora, recebe menos de 40 e-mails por dia e as reuniões são mais pontuais e eficientes. A base zero pode, além de zerar a estrutura de custo, impedir que se mantenham por um período longo.

Refazer o modelo operacional
Após reorganizar o portfólio e zerar os orçamentos, é importante redesenhar o modelo operacional — ou seja, a maneira pela qual a empresa está organizada para executar sua estratégia — para eliminar qualquer papel desnecessário ou processo disfuncional que atrapalhe o fluxo normal. Pensar com a cabeça do cliente, com a do vendedor que atende o cliente diretamente, coloca-nos lentes poderosas para enxergar onde eliminar trabalho desnecessário. Limite-se a perguntar: como essa atividade ajuda a atender melhor nosso cliente? As empresas podem até procurar ineficiências e complexidades escondidas nos encaixes da organização — pessoas de áreas, lugares e unidades diferentes, trabalhando por um mesmo objetivo, em que nenhum executivo ou equipe tem a menor responsabilidade. Toda organização tem suas emendas, e essas são áreas frutíferas para otimizar e redesenhar. As empresas devem considerar enxugar, centralizar ou terceirizar, nos pontos em que há ineficiência nos processos em andamento.

As organizações operam em processos formais e informais, e os executivos devem procurar complexidade e desperdício em ambos. Processos e sistemas formais consagram formas de trabalho, portanto, é mais fácil atacá-los sistematicamente. Porém, fatores informais e ocultos que criam uma organização amarrada, tendem a ser negligenciados e, geralmente são mais comportamentais, como por exemplo, a maneira pela qual a equipe administrativa toma decisões.

Consideremos a extraordinária guinada da Ford. Em 2006, o então CEO Alan Mulally e sua equipe sênior não só traçaram uma nova estratégia, como também fizeram uma revisão no modelo operacional da Ford. A empresa passou de um modelo regional de unidades para outro, funcional global, mudando para operações mais efetivas e eficientes, como por exemplo, reduzindo o número de plataformas de automóveis. A administração e o comportamento mudaram também, já que Mulally abriu o debate com honestidade, para saber onde os problemas estavam surgindo. Incentivou a equipe a simplificar as formas de trabalho, eliminando reuniões ineficazes, descartando, assim, numerosas horas improdutivas. Graças a essa nova estratégia e ao modelo operacional renovado, a Ford voltou a ser rentável, sem o socorro do contribuinte americano.

Seguir esses três passos, pode elevar o potencial de desempenho de uma empresa, criando uma atmosfera na qual a energia individual e a criatividade são convertidas em produtividade. Pode ser o início de um círculo virtuoso, no qual uma melhora do desempenho pode liberar tempo e capital para criar novas oportunidades de crescimento e recompensar talentos, destravando novos níveis de performance organizacional. Funcionários que trabalham nesse ambiente propício acreditarão que o espírito de “funcionário novo” pode se manter, e que o trabalho supre sua energia ao invés de destruí-la.

Fonte: Harvard Business Review Brasil

Por que seu departamento de RH deve abraçar o pensamento do Design Thinking?

Por que não aplicar o pensamento de design para melhorar a experiência do funcionário com o mesmo cuidado dado aos clientes?

A função do Recursos Humanos vem evoluindo desde a sua criação. Eles começaram como pessoal e foram encarregados de manter papel e arquivos e garantir que as pessoas obtivessem seus salários. A partir daí, eles evoluíram para influenciar quem foi contratado, demitido e promovido na organização. São mais de uma década desde que eles “sentaram-se na mesa” e se tornaram parceiros de negócios, onde o recrutamento tornou-se aquisição de talentos e eles encontraram maneiras de “agregar valor”. Eles avançaram para o Gerenciamento de Capital Humano ou Gestão de Talentos, onde RH não só entende o negócio, mas contribui para a estratégia organizacional e já não é visto como um fardo e centro de custo necessários.

E agora o HR está à beira de algo novo, é tudo sobre “Employee Experience” e gerenciamento de expectativas de uma força de trabalho digital de várias gerações.

Adicionando a esta complexidade, o RH precisa repensar como, com tecnologia, aplicativos e um fluxo interminável de informações e comunicação de diversas fontes, eles podem ajudar a atrair, desenvolver e reter o talento.

Design Thinking é uma abordagem que funciona.

Design Thinking é bem sucedido quando encontra soluções ideais com base nas reais necessidades de pessoas reais.

Em um recente artigo de Harvard Business Review sobre a evolução do pensamento de design thinking, Jon Kolko observou:

“As pessoas precisam de suas interações com tecnologias e outros sistemas complexos para serem simples, intuitivos e prazerosos. O design é empático e, portanto, de forma implícita, impulsiona um pensamento mais pensativo, abordagem humana para os negócios “

Por que não aplicar o pensamento de design para melhorar a experiência do funcionário com o mesmo cuidado dado aos clientes?

Cisco hospedou um hackathon não tecnológico para explorar uma ampla gama de problemas de RH com seus funcionários. O resultado: 105 novas soluções para a sua força de trabalho global de 71 mil pessoas para melhorar as experiências dos funcionários no recrutamento, internamento e aprendizagem e desenvolvimento. Para deleitar os funcionários, a Cisco identificou “momentos que importam” – como juntar-se à organização, mudar empregos e gerenciar emergências familiares – e redesenhar seus serviços de funcionários em torno desses momentos.

O AirBnB mudou a função do Chief HR Officer em uma função do Chief Employee Experience Officer reconhecendo que a “experiência” é a essência de um local de trabalho, especialmente entre os milênios.

Na Pixar, o Gerente de Experiência do Empregado fornece atendimento, consulta e suporte a uma variedade de grupos e indivíduos. Isso significa muito tempo de rosto e conversas com funcionários e gerentes para entender melhor as experiências, os desafios e as necessidades de desenvolvimento.

6 tendências que ligam RH e Design Thinking

Josh Bersin da Deloitte prevê que as equipes de RH em 2017 deixarão de projetar “programas” e, em vez disso, projetarão “experiências” de alto valor e integradas que estimulem, envolvam e inspiram funcionários. O RH pode aproveitar o pensamento de design através de:

  1. Design organizacional, que pode incorporar o pensamento de design quando os papéis de reestruturação ou a própria organização;
  2. O engajamento, que a pesquisa mostra pode ser conduzido usando o pensamento de design para tornar o trabalho mais fácil, mais eficiente, mais gratificante e mais gratificante;
  3. Aprendizado, em que novas experiências de aprendizagem autodirigidas podem ser moldadas pelo princípio central do pensamento de design de colocar a experiência do usuário antes do processo;
  4. Análise, em que a análise de dados e o pensamento de design podem ser vinculados para recomendar melhores soluções diretamente ao empregado;
  5. Habilidades de RH, que devem ser atualizadas para incorporar uma compreensão do design digital, design de aplicativos móveis, economia comportamental, aprendizado de máquina e design de experiência do usuário
  6. RH digital, onde o pensamento de design é crítico no desenvolvimento de novas ferramentas digitais que podem tornar o trabalho mais fácil e melhor.

Fonte: LinkedIn

“Ilusão” na gestão

Segundo mágico, ilusionismo pode auxiliar o RH a engajar colaboradores

 

Para engajar a equipe, uma companhia precisa promover ações focadas no estímulo aos seus colaboradores. Transmitir os valores da empresa aos funcionários por meio de um truque de ilusionismo pode ser uma boa opção. Isso mesmo, você não leu errado. É o que sugere Issao Imamura, ilusionista brasileiro.

O mágico garante que a ilusão pode ajudar na gestão de pessoas e, com isso, criou o que ele chama de ilusionismo estratégico, com o objetivo de provocar reflexões incomuns na platéia. E para as companhias, o método auxilia as equipes a trabalharem mais a comunicação interpessoal e aprimorar o instinto de liderança necessário dentro de uma empresa.

Mas qual o “truque” para uma empresa ter uma boa gestão de pessoas? Para o mágico, o segredo é justamente seguir um dos princípios do ilusionismo: olhar para onde todos olham e enxergar aquilo que ninguém vê. “Se o mercado vê a escuridão, que todos da empresa enxerguem a luz. Se a maioria olha para a crise, que a empresa enxergue oportunidades”, analisa Imamura. Observar a realidade da empresa por um novo olhar proporciona à equipe uma nova mentalidade para superar problemas e provocar mudanças significativas tanto no ambiente interno quanto no mercado de trabalho.

Impactar a vida é o primeiro – e talvez o mais importante, segundo Imamura – passo para transformar a visão do colaborador. “O fato de a apresentação ser considerada irrealizável aos olhos da platéia é o ‘x’ da questão, já que ao praticar um feito considerado irreal pela perspectiva do observador, o ilusionista mostra que aquilo que parecia impossível talvez se torne possível caso eu tente alterar aquela realidade. Ou seja, o impossível é uma ilusão”, pondera o mágico.

Fonte: Melhor Gestão de Pessoas

“Não existe um único MBA que te ensine a construir um Uber”

Ex-diretor da Singularity University, Salim Ismail é favorável a pular o sistema de educação atual porque ele ainda é centrado no século passado

 

“Em 10 anos, 40% das empresas da Fortune 500 não vão mais existir. Sua empresa será uma delas?”. É com esse questionamento que um usuário de internet se depara ao abrir a página de um dos programas da Singularity University, sediada na Califórnia (EUA). A instituição, que hoje atrai algumas das mentes mais brilhantes, quer discutir e preparar as pessoas que vão liderar os negócios do futuro. Uma tarefa bem espinhosa, segundo Salim Ismail, ex-diretor executivo da Singularity. “A cultura e a mentalidade dentro de uma empresa são as coisas mais difíceis de alterar. E é o que precisamos mudar para que possamos caminhar e avançar. Do contrário, a empresa vai desaparecer”.Ainda que seja visto como o evangelizador do modo de pensar protagonizado pela Singularity, Ismail não tem nada de profeta do fim do mundo. Para ele está mais do que claro que as empresas – e, por consequência, as pessoas que nelas trabalham – que não se adaptarem às mudanças e à criação do novo mercado, deixarão de ser relevantes. Como já acontece, diz, com as escolas de negócios. “Pense que todo MBA existente hoje no mundo te ensina a construir uma organização do século 20. Não existe um único MBA que te ensina a construir um Uber”.

Ismail veio ao Brasil para participar do HMS Expo 2017 e também ministrar uma aula especial para executivos sobre as tecnologias exponenciais, das quais que ele trata em seu livro “Organizações Exponenciais”, publicado em 2015. Por ter um entendimento diferente das companhias tradicionais de como utilizar tecnologia em seus negócios, essas organizações assumiram a ponta nos negócios. Onde antes havia previsibilidade, hoje a palavra de ordem é “adaptação”.

Uma pessoa com mais de 50 anos, que trabalhou a vida inteira num único setor acaba se acostumando a fazer as coisas de uma determinada maneira. É possível a um profissional com esse perfil mudar a maneira de fazer as coisas? E as empresas que seguem o mesmo modelo há tanto tempo também são capazes de mudar?
Sim, eu acho que é possível. Vemos as pessoas fazerem isso o tempo todo. Um dos meus amigos passou seis meses lendo papers sobre bitcoin e agora é um dos gênios em bitcoin. A mudança nas pessoas é razoavelmente fácil. Como seres humanos, temos uma boa plasticidade, nós podemos mudar nossos hábitos e modo de pensar. É muito mais difícil mudar as empresas. Há processos, KPIs e estruturas de compensação, que acabam calcificando e congelando os valores da companhia. Isso torna a atualização muito difícil.

Na Singularity, os profissionais têm a chance de passar semanas ao lado de gente criativa, revendo processos. Só isso é suficiente para mudar as coisas ou é preciso um esforço muito maior?
Nós criamos uma estrutura de processo que permite atualizar uma companhia. Batizamos de ExO sprint e dura cerca de dez semanas. Com isso, é possível avançar e mudar a cultura da empresa, liderança e o pensamento gerencial. Aplicamos esse curso em empresas como Visa, Procter & Gamble e HP e vimos que funciona muito bem. A questão é que educar alguém em disrupção não é suficiente. Você precisa descobrir como mudar a mentalidade e a cultura da empresa. Isso é muito difícil de fazer e a maioria das pessoas não conta com esses métodos ou habilidades.

Salim Ismail durante palestra no HSM 2017 (Foto: Openspace)

Qual é a estratégia que um dono de empresa ou CEO deve adotar se quiser mudar as coisas em sua empresa, com a possibilidade de enfrentar oposição às mudanças?
Nós recomendamos muito fortemente que não se tente aplicar inovação disruptiva internamente, dentro da empresa. Nós sugerimos que isso seja feito “pelas pontas”. Se você tenta usar inovação disruptiva no seu próprio setor, acaba tendo essa resposta de sistema imunológico. Então, o que sugerimos é aplicar isso a setores que fogem do negócio principal e manter isso compartimentado. Não conte para toda a empresa o que você está fazendo.

É preciso mentir, então?
Sim, mentir. Porque senão o CFO da empresa vai querer tirar financiamento do projeto, acabar com seu orçamento, o pessoal do departamento jurídico vai reclamar e por aí vai.

Esse sistema funciona bem em alguma empresa?
Quem faz isso melhor é a Apple. A Apple é uma companhia bem sucedida, com grande capacidade de design e uma boa cadeia fornecedora de tecnologia. Mas para mim, a grande inovação é organizacional. O que eles fazem é formar uma equipe que seja bem disruptiva e que vai trabalhar “escondida” com missão de implantar disrupção em outros setores que não o negócio central. Ninguém faz isso. E ninguém sequer percebeu que é isso que eles fazem. Eles fizeram isso com música (iPod), celulares (iPhone), então tablets (iPad), depois pagamentos, varejo, relógios, carros e saúde. Literalmente não existe limite para seu alcance de mercado. Eles podem continuar “derrubando” setor, após setor, agindo dessa forma.

As companhias de tecnologia é que estão liderando hoje o mercado. Alguém mais merece crédito?
Basicamente, a indústria de tecnologia chegou a essa posição porque entende quão fundamentais são a informação e dados para um negócio. O Google se tornou um mestre em gerenciar informação e dados. As dez companhias que mais lucram hoje são todas empresas desse setor, que tomaram a liderança das empresas do setor de óleo e gás e imobiliário. Se olharmos para a internet, há um bom tempo a AOL dominava o mercado e achávamos que ninguém seria capaz de bater a AOL. Veio o Yahoo e durante um tempo achamos que não havia jeito de vencer o Yahoo. Surgiu o Google e achamos, nossa, agora ninguém vai bater o Google. E agora temos Facebook, certo?

Isso me lembra que as dez maiores empresas de tecnologia compraram 50 empresas que lidam com inteligência artificial para garantir que se manteriam nessa posição, incluindo Google e Facebook.
O que Facebook está fazendo de diferente é que ele acompanhou o que Instagram e WhatsApp estavam fazendo lá no início e concluiu que era melhor comprar os dois, antes que crescessem demais. Imagine a visão que Mark Zuckerberg precisou ter para gastar 20% do valor de mercado do Facebook para comprar um WhatsApp iniciante. Ele simplesmente percebeu que seus usuários estavam indo para lá. Se você pedir a um CEO tradicional para gastar 20% do valor de mercado da companhia para adquirir uma startup, ele simplesmente vai dizer: “Não vamos fazer isso”. E é nesse ponto que a mentalidade entra em ação. Nós precisamos de formas muito diferentes de liderança para navegar neste novo mundo. E na maioria das empresas tradicionais de mercado, nós não temos isso. Uma pessoa se torna líder em uma empresa como essa porque está trabalhando nesse setor há 30 anos, não por ser ousado. Por isso, existe um enorme desafio global encarando nossas lideranças no mundo inteiro hoje.

Em outros tempos seria aqui que a educação teria um papel importante ao treinar as lideranças e os profissionais nas universidades. Mas você diz que as chances são grandes de que, ao terminar o curso, o conhecimento já esteja desatualizado, não é?
O que nós percebemos é que o sistema universitário é muito “pobre” em termos de nos preparar para o mercado. Pense que todo MBA existente hoje no mundo te ensina a construir uma organização do século 20. Não existe um único MBA que te ensine a construir o Uber. Então, há uma maneira radical de fazer negócios hoje, que eu destaco no meu livro, mas pouquíssimos pensadores em empresas tradicionais podem se mover para esse modelo. O mesmo vale para quem está fazendo um bacharelado, mesmo que seja em biotecnologia, robótica ou neurociência. Ao final do curso, você já estará ultrapassado. A tecnologia evolui tão rapidamente que ultrapassa a capacidade de ensinar. Precisamos de mudanças estruturais em nosso sistema de educação.

E qual é a alternativa?
Nós recomendamos fortemente que alguém que está pensando em se formar nem se incomode em ir para a universidade. A universidade te prepara com habilidades específicas para um emprego específico. Acontece que nós não sabemos como será um emprego em cinco anos. O que sugerimos é: encontre o problema que mais te atrai, mais te motiva e vá atrás da solução. Seja uma questão ligada a transporte, água limpa, fome, saúde, escolha algo pelo qual você seja realmente apaixonado e encontre as tecnologias que podem ser aplicadas a esse problema.

Essa transformação é muito radical e, em geral, as pessoas não gostam de mudanças. É melhor quebrar com o modelo de uma vez, ignorar as regras ou tentar uma saída conciliatória?
Melhor ignorar e fazer outra coisa.

No seu mundo ideal, o que deveríamos aprender, que habilidades deveríamos adquirir e que tipo de negócios deveríamos estar fazendo?
Uma das professoras da Singularity University fez um ótimo comentário que se encaixa aqui. Ela disse que no futuro só haverá uma descrição de cargo e apenas uma: Creative and Adaptive Problem Solver (solucionador de problemas criativo e adaptável). Vamos contratar pessoas baseado em quão adaptáveis elas são. Aliás, se você olhar hoje para o que acontece nas empresas, os melhores funcionários são aqueles que se adaptam mais rapidamente.

Fonte: Época Negócios