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Alimentos: a qualidade está nos detalhes!

O armazenamento, manuseio e preservação dos alimentos é um dos aspectos mais importantes para o sucesso de operações de food service. Confira!

Garantir a qualidade da alimentação servida a seus clientes é um ponto fundamental para o sucesso. Em um ambiente de concorrência acirrada, atingir a excelência na higiene e manipulação, nas técnicas de preparo e no armazenamento e transporte correto gera uma vantagem real na disputa por clientes cada vez mais exigentes.

Cuidar da integridade dos alimentos é essencial para o sucesso de sua empresa

No Brasil, a segurança alimentar significa garantir produtos de qualidade, em quantidade suficiente, com base em práticas saudáveis. Em restaurantes, bares, padarias, confeitarias, áreas de alimentação de supermercados e outras operações de food service, diversos aspectos legais e técnicos que asseguram que os alimentos estejam prontos para o consumo e não causem surpresas desagradáveis ao consumidor (incluindo problemas de saúde). A resolução RDC 216/04, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), criou uma série de normas a respeito de como cuidar do local de trabalho, manusear os produtos, prepará-los com higiene e transportá-los. Prezar pela integridade dos alimentos é essencial para o sucesso de sua empresa.

A Évolus Educação Digital acaba de lançar o curso “Como higienizar e manipular alimentos”, com a nutricionista Luciana Abreu, mostrando os pontos essenciais para quem quer oferecer alimentos seguros e livres de contaminação e, assim, ter sucesso no setor de alimentação.

Mas por onde começar? A própria resolução RDC 216/04 é um bom ponto de partida, pois define uma série de parâmetros para o manuseio de alimentos. Cursos como o da Évolus também ensinam todos os passos para garantir a qualidade alimentar. Além disso, algumas regras básicas já habitam nosso inconsciente coletivo, como tomar banho diariamente, lavar sempre as mãos antes e depois de manipular alimentos e manter as unhas limpas e curtas.

Dicas importantes para manipular alimentos

Além dos aspectos definidos pela Anvisa, existem algumas técnicas e dicas importantes para ajudar você em sua busca pela segurança dos alimentos:

1 – Garanta a limpeza e higiene diárias do local de trabalho, mas tenha cuidado: é importante manter tudo limpo, mas não a qualquer custo. Não se pode fazer a limpeza durante o momento de manipulação, por riscos de contaminação química. O produto mais indicado para limpeza de bancadas, por exemplo, é o álcool 70%. E evite o uso de lãs de aço, que podem soltar fragmentos.

2 – Nunca deixe lixeiras em cima da pia e perto de onde estão os alimentos: o local ideal é sempre fora do ambiente de manipulação e sempre lixeiras com tampa, para evitar a presença de insetos e roedores.

3 – Cuidado com a contaminação física: é bastante comum, infelizmente, encontrar itens indesejados nos alimentos. Por isso, todo cuidado é pouco. O uso da touca, mesmo para pessoas de cabelos curtos, é mandatório. Não se deve usar brincos, correntes, piercings, anéis, cílios postiços etc ao manipular os produtos.

4 – Evite contaminação cruzada (ou seja, quando alimentos contaminados, normalmente crus, se combinam indevidamente com outro item pronto a ser consumido): na geladeira, embale todos os produtos para que um não contamine o outro. Também nunca divida o mesmo utensílio com alimentos diferentes. Exemplo: usar a mesma tábua para cortar carnes cruas e saladas.

5 – Não use água para acelerar o processo de descongelamento: além de desperdiçar água, essa forma de descongelar é perigosa. Se a água estiver contaminada e em contato com o alimento, ele é afetado. Até embalado, não se recomenda, porque a água pode entrar por furos na embalagem que você não vê.

6 – Lave verdadeiramente as mãos: não basta passar sabão nas palmas das mãos e enxaguar. É preciso higienizar a mão completamente: na parte de cima, entre os dedos e também todo o antebraço. Para garantir unhas limpas, use uma escovinha.

7 – Cuidados extras para evitar contaminações: parece óbvio, mas não custa lembrar… não fale, cante ou tussa sobre os alimentos. Não mexa nos cabelos e nem enxugue o suor com as mãos durante a manipulação. Use o bom senso e pense sempre nas boas práticas.

Existem muitos outros pontos que devem ser levados em conta no armazenamento, conservação, transporte e manuseio de alimentos. Com a expansão das áreas de alimentação em supermercados, shopping centers e outros formatos de varejo, aumenta cada vez mais a importância de conhecer a fundo as boas práticas do setor. Alta qualidade na operação de um restaurante, bar ou de uma área dedicada à preparação em um varejista depende, em primeiro lugar, de preservar a qualidade dos produtos. A chave para o sucesso está nos detalhes!

Quer saber mais sobre as boas práticas de manuseio e gestão de alimentos no varejo? A Évolus Educação Digital oferece o curso “Como higienizar e manipular alimentos”, apresentando os pontos essenciais para quem quer ter sucesso no setor de alimentação. Não perca!

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Sua empresa desperdiça tempo. Saiba como resolver isso

Após um ano em seus empregos, quantos funcionários ainda têm aquela energia e entusiasmo incontroláveis do primeiro dia de trabalho? Quantos ainda acreditam que podem fazer diferença com seu tempo?

Rotinas improdutivas, burocracia corporativa e “administrivia” acabam com a ambição e sugam a energia de muitos funcionários. Além de desmotivá-los, tudo isso constitui um desperdício para as empresas, que precisam desesperadamente da energia e do comprometimento de todos.

A novidade de qualquer emprego recém-conseguido sempre passa, mas os funcionários poderão se manter empolgados e comprometidos se as empresas atacarem as verdadeiras causas das amarras organizacionais — todas as práticas, procedimentos e estruturas que desperdiçam tempo e limitam a produtividade — e não apenas os sintomas. Estes talvez sejam pequenos aborrecimentos e inconveniências e poderiam ser eliminados sem muita dificuldade — diversos processos, muitas reuniões, metas sem sentido e tempo desperdiçado em trabalhos com os quais nunca ninguém se importará.

No entanto, esses sintomas derivam de problemas estruturais. As empresas acabam se vendo às voltas com problemas e desperdiçam tempo, talento e energia de sua equipe. Quando perdem o foco, gastam dinheiro em algo que não faz a menor diferença nem para os funcionários, nem para o futuro da empresa e usam modelos operacionais que não funcionam corretamente.

Ao atacar a raiz da causa das amarras organizacionais, as empresas conseguem eliminar tarefas desnecessárias, revitalizar a força de trabalho e, ao mesmo tempo, colocar os negócios em um novo rumo. Isso pode ser feito seguindo os três “R”:

•   Rever as prioridades estratégicas
•   Rever os orçamentos
•   Refazer o modelo operacional

Essas três etapas, em conjunto, podem ajudar a arrumar a desorganização e acabar com a distração que geram as amarras.

Rever as prioridades estratégicas
O primeiro passo é rever a organização nas unidades mais importantes, segmentos de clientes e geografias nas quais a empresa tem uma fórmula de crescimento que se repete e, o “right to win” (vantagem adquirida com esforço e tática para alcançar algo). Dentro de cada unidade de negócios, os executivos devem eliminar quaisquer fontes improdutivas. Examine atentamente e verá que a maioria das empresas ampliou suas marcas e portfólio de produtos para clientes e mercados nos quais não são diferenciados e têm pouco lucro. A proliferação dessas operações leva à complexidade, que contribui para desacelerar o processo, assim como os custos, que desviam recursos de ideias potencialmente mais lucrativas.

Por exemplo, grandes empresas de biofármacos são concorrentes em muitas categorias e tendem a acumular uma vasta gama de seguidores. Porém, com isso, o retorno dos acionistas diminui. Uma análise recente, feita pela Bain & Company’s de Chicago, mostra que os maiores criadores de valor de uma empresa de biofármacos são líderes no segmento e, aqueles que aliam essa liderança ao foco nesse portfólio, têm um retorno anual para os acionistas duas vezes maior do que o de empresas que são seguidoras diversificadas. Essa é a razão para um crescente número de empresas de biofármacos estarem sendo vendidas, ou fazendo “spinning off” (desmembramento de uma unidade relevante, inovadora e com grande potencial de crescimento), como por exemplo, a venda da vacina contra influenza da Novarti’s para a CSL, ou a venda da divisão de diabetes da Bristol-Myers Squibb para a AstraZeneca e do “spin off” da Biogen na divisão da hemofilia.

Reduzir um portfólio que cria amarras organizacionais é muitas vezes um ato de coragem. É bem provável que a curva de crescimento sofra durante a transição, mas o resultado será um portfólio mais rentável e feito para crescer. As empresas geralmente são desmembradas para: eliminar cirurgicamente a desaceleração do crescimento de algumas áreas, ou das menos rentáveis, ou ainda de setores menos alinhados no negócio como um todo. Contudo, se antes de mais nada, as empresas não enfrentarem os motivos ocultos que as levaram a essa situação, seu desempenho ainda estará abaixo das expectativas internas e externas.

Rever o orçamento
A forma pela qual as empresas alocam a verba pode contribuir para a amarra organizacional, mantendo trabalhos desnecessários. No entanto, não é fácil tomar a decisão de parar de financiá-los.

Recomendamos o orçamento base zero e planejamento para as escolhas ficarem mais claras. Ao adotar o sistema, fica mais fácil superar o dilema enfrentado ao fazer cortes. É preciso eliminar o trabalho, e depois reduzir o orçamento alocado para aquela despesa ou reduzir o orçamento para acabar com o trabalho desnecessário? Embora a última abordagem seja mais amigável sob a perspectiva administrativa, tendemos a acreditar que leva a uma mudança progressiva. Por isso, consideramos a abordagem do orçamento base zero preferível — pois combinada a um processo de planejamento, usando metas flexíveis, desafia o pensamento convencional e traz à tona ideias mais definidas.

Empresas com visão vão fazer essa mudança antes mesmo de o mercado ou algum investidor demandá-la. Um exemplo simples: antes de a 3G Capital usar o orçamento base zero para esclarecer funções e objetivos, eliminar etapas e padronizar processos na Kraft Heinz, um gerente contou que lutava para lidar com uma enxurrada de 300 e-mails e várias reuniões improdutivas em um dia típico de trabalho. Agora, recebe menos de 40 e-mails por dia e as reuniões são mais pontuais e eficientes. A base zero pode, além de zerar a estrutura de custo, impedir que se mantenham por um período longo.

Refazer o modelo operacional
Após reorganizar o portfólio e zerar os orçamentos, é importante redesenhar o modelo operacional — ou seja, a maneira pela qual a empresa está organizada para executar sua estratégia — para eliminar qualquer papel desnecessário ou processo disfuncional que atrapalhe o fluxo normal. Pensar com a cabeça do cliente, com a do vendedor que atende o cliente diretamente, coloca-nos lentes poderosas para enxergar onde eliminar trabalho desnecessário. Limite-se a perguntar: como essa atividade ajuda a atender melhor nosso cliente? As empresas podem até procurar ineficiências e complexidades escondidas nos encaixes da organização — pessoas de áreas, lugares e unidades diferentes, trabalhando por um mesmo objetivo, em que nenhum executivo ou equipe tem a menor responsabilidade. Toda organização tem suas emendas, e essas são áreas frutíferas para otimizar e redesenhar. As empresas devem considerar enxugar, centralizar ou terceirizar, nos pontos em que há ineficiência nos processos em andamento.

As organizações operam em processos formais e informais, e os executivos devem procurar complexidade e desperdício em ambos. Processos e sistemas formais consagram formas de trabalho, portanto, é mais fácil atacá-los sistematicamente. Porém, fatores informais e ocultos que criam uma organização amarrada, tendem a ser negligenciados e, geralmente são mais comportamentais, como por exemplo, a maneira pela qual a equipe administrativa toma decisões.

Consideremos a extraordinária guinada da Ford. Em 2006, o então CEO Alan Mulally e sua equipe sênior não só traçaram uma nova estratégia, como também fizeram uma revisão no modelo operacional da Ford. A empresa passou de um modelo regional de unidades para outro, funcional global, mudando para operações mais efetivas e eficientes, como por exemplo, reduzindo o número de plataformas de automóveis. A administração e o comportamento mudaram também, já que Mulally abriu o debate com honestidade, para saber onde os problemas estavam surgindo. Incentivou a equipe a simplificar as formas de trabalho, eliminando reuniões ineficazes, descartando, assim, numerosas horas improdutivas. Graças a essa nova estratégia e ao modelo operacional renovado, a Ford voltou a ser rentável, sem o socorro do contribuinte americano.

Seguir esses três passos, pode elevar o potencial de desempenho de uma empresa, criando uma atmosfera na qual a energia individual e a criatividade são convertidas em produtividade. Pode ser o início de um círculo virtuoso, no qual uma melhora do desempenho pode liberar tempo e capital para criar novas oportunidades de crescimento e recompensar talentos, destravando novos níveis de performance organizacional. Funcionários que trabalham nesse ambiente propício acreditarão que o espírito de “funcionário novo” pode se manter, e que o trabalho supre sua energia ao invés de destruí-la.

Fonte: Harvard Business Review Brasil

Por que seu departamento de RH deve abraçar o pensamento do Design Thinking?

Por que não aplicar o pensamento de design para melhorar a experiência do funcionário com o mesmo cuidado dado aos clientes?

A função do Recursos Humanos vem evoluindo desde a sua criação. Eles começaram como pessoal e foram encarregados de manter papel e arquivos e garantir que as pessoas obtivessem seus salários. A partir daí, eles evoluíram para influenciar quem foi contratado, demitido e promovido na organização. São mais de uma década desde que eles “sentaram-se na mesa” e se tornaram parceiros de negócios, onde o recrutamento tornou-se aquisição de talentos e eles encontraram maneiras de “agregar valor”. Eles avançaram para o Gerenciamento de Capital Humano ou Gestão de Talentos, onde RH não só entende o negócio, mas contribui para a estratégia organizacional e já não é visto como um fardo e centro de custo necessários.

E agora o HR está à beira de algo novo, é tudo sobre “Employee Experience” e gerenciamento de expectativas de uma força de trabalho digital de várias gerações.

Adicionando a esta complexidade, o RH precisa repensar como, com tecnologia, aplicativos e um fluxo interminável de informações e comunicação de diversas fontes, eles podem ajudar a atrair, desenvolver e reter o talento.

Design Thinking é uma abordagem que funciona.

Design Thinking é bem sucedido quando encontra soluções ideais com base nas reais necessidades de pessoas reais.

Em um recente artigo de Harvard Business Review sobre a evolução do pensamento de design thinking, Jon Kolko observou:

“As pessoas precisam de suas interações com tecnologias e outros sistemas complexos para serem simples, intuitivos e prazerosos. O design é empático e, portanto, de forma implícita, impulsiona um pensamento mais pensativo, abordagem humana para os negócios “

Por que não aplicar o pensamento de design para melhorar a experiência do funcionário com o mesmo cuidado dado aos clientes?

Cisco hospedou um hackathon não tecnológico para explorar uma ampla gama de problemas de RH com seus funcionários. O resultado: 105 novas soluções para a sua força de trabalho global de 71 mil pessoas para melhorar as experiências dos funcionários no recrutamento, internamento e aprendizagem e desenvolvimento. Para deleitar os funcionários, a Cisco identificou “momentos que importam” – como juntar-se à organização, mudar empregos e gerenciar emergências familiares – e redesenhar seus serviços de funcionários em torno desses momentos.

O AirBnB mudou a função do Chief HR Officer em uma função do Chief Employee Experience Officer reconhecendo que a “experiência” é a essência de um local de trabalho, especialmente entre os milênios.

Na Pixar, o Gerente de Experiência do Empregado fornece atendimento, consulta e suporte a uma variedade de grupos e indivíduos. Isso significa muito tempo de rosto e conversas com funcionários e gerentes para entender melhor as experiências, os desafios e as necessidades de desenvolvimento.

6 tendências que ligam RH e Design Thinking

Josh Bersin da Deloitte prevê que as equipes de RH em 2017 deixarão de projetar “programas” e, em vez disso, projetarão “experiências” de alto valor e integradas que estimulem, envolvam e inspiram funcionários. O RH pode aproveitar o pensamento de design através de:

  1. Design organizacional, que pode incorporar o pensamento de design quando os papéis de reestruturação ou a própria organização;
  2. O engajamento, que a pesquisa mostra pode ser conduzido usando o pensamento de design para tornar o trabalho mais fácil, mais eficiente, mais gratificante e mais gratificante;
  3. Aprendizado, em que novas experiências de aprendizagem autodirigidas podem ser moldadas pelo princípio central do pensamento de design de colocar a experiência do usuário antes do processo;
  4. Análise, em que a análise de dados e o pensamento de design podem ser vinculados para recomendar melhores soluções diretamente ao empregado;
  5. Habilidades de RH, que devem ser atualizadas para incorporar uma compreensão do design digital, design de aplicativos móveis, economia comportamental, aprendizado de máquina e design de experiência do usuário
  6. RH digital, onde o pensamento de design é crítico no desenvolvimento de novas ferramentas digitais que podem tornar o trabalho mais fácil e melhor.

Fonte: LinkedIn

“Ilusão” na gestão

Segundo mágico, ilusionismo pode auxiliar o RH a engajar colaboradores

 

Para engajar a equipe, uma companhia precisa promover ações focadas no estímulo aos seus colaboradores. Transmitir os valores da empresa aos funcionários por meio de um truque de ilusionismo pode ser uma boa opção. Isso mesmo, você não leu errado. É o que sugere Issao Imamura, ilusionista brasileiro.

O mágico garante que a ilusão pode ajudar na gestão de pessoas e, com isso, criou o que ele chama de ilusionismo estratégico, com o objetivo de provocar reflexões incomuns na platéia. E para as companhias, o método auxilia as equipes a trabalharem mais a comunicação interpessoal e aprimorar o instinto de liderança necessário dentro de uma empresa.

Mas qual o “truque” para uma empresa ter uma boa gestão de pessoas? Para o mágico, o segredo é justamente seguir um dos princípios do ilusionismo: olhar para onde todos olham e enxergar aquilo que ninguém vê. “Se o mercado vê a escuridão, que todos da empresa enxerguem a luz. Se a maioria olha para a crise, que a empresa enxergue oportunidades”, analisa Imamura. Observar a realidade da empresa por um novo olhar proporciona à equipe uma nova mentalidade para superar problemas e provocar mudanças significativas tanto no ambiente interno quanto no mercado de trabalho.

Impactar a vida é o primeiro – e talvez o mais importante, segundo Imamura – passo para transformar a visão do colaborador. “O fato de a apresentação ser considerada irrealizável aos olhos da platéia é o ‘x’ da questão, já que ao praticar um feito considerado irreal pela perspectiva do observador, o ilusionista mostra que aquilo que parecia impossível talvez se torne possível caso eu tente alterar aquela realidade. Ou seja, o impossível é uma ilusão”, pondera o mágico.

Fonte: Melhor Gestão de Pessoas

“Não existe um único MBA que te ensine a construir um Uber”

Ex-diretor da Singularity University, Salim Ismail é favorável a pular o sistema de educação atual porque ele ainda é centrado no século passado

 

“Em 10 anos, 40% das empresas da Fortune 500 não vão mais existir. Sua empresa será uma delas?”. É com esse questionamento que um usuário de internet se depara ao abrir a página de um dos programas da Singularity University, sediada na Califórnia (EUA). A instituição, que hoje atrai algumas das mentes mais brilhantes, quer discutir e preparar as pessoas que vão liderar os negócios do futuro. Uma tarefa bem espinhosa, segundo Salim Ismail, ex-diretor executivo da Singularity. “A cultura e a mentalidade dentro de uma empresa são as coisas mais difíceis de alterar. E é o que precisamos mudar para que possamos caminhar e avançar. Do contrário, a empresa vai desaparecer”.Ainda que seja visto como o evangelizador do modo de pensar protagonizado pela Singularity, Ismail não tem nada de profeta do fim do mundo. Para ele está mais do que claro que as empresas – e, por consequência, as pessoas que nelas trabalham – que não se adaptarem às mudanças e à criação do novo mercado, deixarão de ser relevantes. Como já acontece, diz, com as escolas de negócios. “Pense que todo MBA existente hoje no mundo te ensina a construir uma organização do século 20. Não existe um único MBA que te ensina a construir um Uber”.

Ismail veio ao Brasil para participar do HMS Expo 2017 e também ministrar uma aula especial para executivos sobre as tecnologias exponenciais, das quais que ele trata em seu livro “Organizações Exponenciais”, publicado em 2015. Por ter um entendimento diferente das companhias tradicionais de como utilizar tecnologia em seus negócios, essas organizações assumiram a ponta nos negócios. Onde antes havia previsibilidade, hoje a palavra de ordem é “adaptação”.

Uma pessoa com mais de 50 anos, que trabalhou a vida inteira num único setor acaba se acostumando a fazer as coisas de uma determinada maneira. É possível a um profissional com esse perfil mudar a maneira de fazer as coisas? E as empresas que seguem o mesmo modelo há tanto tempo também são capazes de mudar?
Sim, eu acho que é possível. Vemos as pessoas fazerem isso o tempo todo. Um dos meus amigos passou seis meses lendo papers sobre bitcoin e agora é um dos gênios em bitcoin. A mudança nas pessoas é razoavelmente fácil. Como seres humanos, temos uma boa plasticidade, nós podemos mudar nossos hábitos e modo de pensar. É muito mais difícil mudar as empresas. Há processos, KPIs e estruturas de compensação, que acabam calcificando e congelando os valores da companhia. Isso torna a atualização muito difícil.

Na Singularity, os profissionais têm a chance de passar semanas ao lado de gente criativa, revendo processos. Só isso é suficiente para mudar as coisas ou é preciso um esforço muito maior?
Nós criamos uma estrutura de processo que permite atualizar uma companhia. Batizamos de ExO sprint e dura cerca de dez semanas. Com isso, é possível avançar e mudar a cultura da empresa, liderança e o pensamento gerencial. Aplicamos esse curso em empresas como Visa, Procter & Gamble e HP e vimos que funciona muito bem. A questão é que educar alguém em disrupção não é suficiente. Você precisa descobrir como mudar a mentalidade e a cultura da empresa. Isso é muito difícil de fazer e a maioria das pessoas não conta com esses métodos ou habilidades.

Salim Ismail durante palestra no HSM 2017 (Foto: Openspace)

Qual é a estratégia que um dono de empresa ou CEO deve adotar se quiser mudar as coisas em sua empresa, com a possibilidade de enfrentar oposição às mudanças?
Nós recomendamos muito fortemente que não se tente aplicar inovação disruptiva internamente, dentro da empresa. Nós sugerimos que isso seja feito “pelas pontas”. Se você tenta usar inovação disruptiva no seu próprio setor, acaba tendo essa resposta de sistema imunológico. Então, o que sugerimos é aplicar isso a setores que fogem do negócio principal e manter isso compartimentado. Não conte para toda a empresa o que você está fazendo.

É preciso mentir, então?
Sim, mentir. Porque senão o CFO da empresa vai querer tirar financiamento do projeto, acabar com seu orçamento, o pessoal do departamento jurídico vai reclamar e por aí vai.

Esse sistema funciona bem em alguma empresa?
Quem faz isso melhor é a Apple. A Apple é uma companhia bem sucedida, com grande capacidade de design e uma boa cadeia fornecedora de tecnologia. Mas para mim, a grande inovação é organizacional. O que eles fazem é formar uma equipe que seja bem disruptiva e que vai trabalhar “escondida” com missão de implantar disrupção em outros setores que não o negócio central. Ninguém faz isso. E ninguém sequer percebeu que é isso que eles fazem. Eles fizeram isso com música (iPod), celulares (iPhone), então tablets (iPad), depois pagamentos, varejo, relógios, carros e saúde. Literalmente não existe limite para seu alcance de mercado. Eles podem continuar “derrubando” setor, após setor, agindo dessa forma.

As companhias de tecnologia é que estão liderando hoje o mercado. Alguém mais merece crédito?
Basicamente, a indústria de tecnologia chegou a essa posição porque entende quão fundamentais são a informação e dados para um negócio. O Google se tornou um mestre em gerenciar informação e dados. As dez companhias que mais lucram hoje são todas empresas desse setor, que tomaram a liderança das empresas do setor de óleo e gás e imobiliário. Se olharmos para a internet, há um bom tempo a AOL dominava o mercado e achávamos que ninguém seria capaz de bater a AOL. Veio o Yahoo e durante um tempo achamos que não havia jeito de vencer o Yahoo. Surgiu o Google e achamos, nossa, agora ninguém vai bater o Google. E agora temos Facebook, certo?

Isso me lembra que as dez maiores empresas de tecnologia compraram 50 empresas que lidam com inteligência artificial para garantir que se manteriam nessa posição, incluindo Google e Facebook.
O que Facebook está fazendo de diferente é que ele acompanhou o que Instagram e WhatsApp estavam fazendo lá no início e concluiu que era melhor comprar os dois, antes que crescessem demais. Imagine a visão que Mark Zuckerberg precisou ter para gastar 20% do valor de mercado do Facebook para comprar um WhatsApp iniciante. Ele simplesmente percebeu que seus usuários estavam indo para lá. Se você pedir a um CEO tradicional para gastar 20% do valor de mercado da companhia para adquirir uma startup, ele simplesmente vai dizer: “Não vamos fazer isso”. E é nesse ponto que a mentalidade entra em ação. Nós precisamos de formas muito diferentes de liderança para navegar neste novo mundo. E na maioria das empresas tradicionais de mercado, nós não temos isso. Uma pessoa se torna líder em uma empresa como essa porque está trabalhando nesse setor há 30 anos, não por ser ousado. Por isso, existe um enorme desafio global encarando nossas lideranças no mundo inteiro hoje.

Em outros tempos seria aqui que a educação teria um papel importante ao treinar as lideranças e os profissionais nas universidades. Mas você diz que as chances são grandes de que, ao terminar o curso, o conhecimento já esteja desatualizado, não é?
O que nós percebemos é que o sistema universitário é muito “pobre” em termos de nos preparar para o mercado. Pense que todo MBA existente hoje no mundo te ensina a construir uma organização do século 20. Não existe um único MBA que te ensine a construir o Uber. Então, há uma maneira radical de fazer negócios hoje, que eu destaco no meu livro, mas pouquíssimos pensadores em empresas tradicionais podem se mover para esse modelo. O mesmo vale para quem está fazendo um bacharelado, mesmo que seja em biotecnologia, robótica ou neurociência. Ao final do curso, você já estará ultrapassado. A tecnologia evolui tão rapidamente que ultrapassa a capacidade de ensinar. Precisamos de mudanças estruturais em nosso sistema de educação.

E qual é a alternativa?
Nós recomendamos fortemente que alguém que está pensando em se formar nem se incomode em ir para a universidade. A universidade te prepara com habilidades específicas para um emprego específico. Acontece que nós não sabemos como será um emprego em cinco anos. O que sugerimos é: encontre o problema que mais te atrai, mais te motiva e vá atrás da solução. Seja uma questão ligada a transporte, água limpa, fome, saúde, escolha algo pelo qual você seja realmente apaixonado e encontre as tecnologias que podem ser aplicadas a esse problema.

Essa transformação é muito radical e, em geral, as pessoas não gostam de mudanças. É melhor quebrar com o modelo de uma vez, ignorar as regras ou tentar uma saída conciliatória?
Melhor ignorar e fazer outra coisa.

No seu mundo ideal, o que deveríamos aprender, que habilidades deveríamos adquirir e que tipo de negócios deveríamos estar fazendo?
Uma das professoras da Singularity University fez um ótimo comentário que se encaixa aqui. Ela disse que no futuro só haverá uma descrição de cargo e apenas uma: Creative and Adaptive Problem Solver (solucionador de problemas criativo e adaptável). Vamos contratar pessoas baseado em quão adaptáveis elas são. Aliás, se você olhar hoje para o que acontece nas empresas, os melhores funcionários são aqueles que se adaptam mais rapidamente.

Fonte: Época Negócios

Conheça 5 vantagens do treinamento à distância para as empresas

Interatividade, flexibilidade de horários e a possibilidade de estudar em qualquer lugar estão entre os destaques dessa modalidade de ensino, que ganha cada vez mais adeptos

 

De acordo com a pesquisa Panorama do Treinamento no Brasil 2016, realizada pela Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento (ABTD), as empresas têm planos de qualificar seus colaboradores, para ter times cada vez mais engajados e competitivos. Porém, fatores como rotatividade de funcionários, distância geográfica entre as equipes e morosidade na atualização de materiais físicos de apoio e metodologias têm sido uma pedra no sapato das áreas de treinamento.

Neste contexto, as ferramentas de ensino à distância têm se destacado como alternativa por sua eficiência e menor investimento, se comparado a um treinamento presencial. A seguir, relacionamos 5 vantagens desta modalidade de ensino. Confira!

  1. Acessibilidade: o aprendizado acontece em qualquer hora e lugar, conforme as possibilidades de estudo de cada aluno. Além disso, os gestores podem traçar planos com seus times de acordo com o ritmo de aprendizagem de cada um e o tempo disponível.
  2. Autoaprendizagem as metodologias utilizadas para ensino à distância estimulam o protagonismo, a curiosidade e a empatia do aluno. Com vídeos mais curtos e conteúdos mais objetivos, as técnicas ampliam o conteúdo e incentivam a pesquisa e a aplicação dos aprendizados no dia a dia.
  3. Interatividade: Com ferramentas online e acessíveis, o aluno pode manter seu aprendizado em dia, além de compartilhar ideias, dúvidas e experiências com tutores e outros colegas, utilizando fóruns, grupos específicos ou, até mesmo, participando de transmissões ao vivo.
  4. Gestão do aprendizado: Por meio de relatórios e dashboards, as empresas conseguem mensurar o progresso individual e/ou coletivo, além de avaliar a absorção do conteúdo e analisar o comprometimento de cada colaborador.
  5. Otimização de custos: Empresas que têm seus funcionários espalhados em áreas geograficamente distintas sabem que os custos com logística geralmente pesam muito. Portanto, capacitar suas equipes por meio de uma plataforma online mostra-se uma excelente opção, pois garante que os conteúdos estejam disponíveis em um único ambiente virtual, que pode ser acessado por vários colaboradores ao mesmo tempo, de onde estiverem.

 

São tantas as vantagens deste tipo de metodologia de ensino que não caberiam em apenas um artigo. Então, enquanto a gente continua pesquisando para te dar mais informações sobre o assunto, clique aqui e conheça um pouco mais sobre a Évolus, uma plataforma de conhecimento, carreira e capacitação digital que contribui para uma melhor qualificação dos profissionais para o mercado de trabalho.

São Paulo ganha hub de inovação especializado em varejo

Infraestrutura do OasisLab foi pensada para conectar startups, varejistas, players globais, investidores e fundos, universidades, associações de varejo e consultorias

 

Criado para oferecer soluções inovadoras e agir como conector de empresas varejistas, o OasisLab Innovation Space (www.oasislab.com.br) abre as portas no bairro de Pinheiros, em São Paulo. O conceito do hubaposta em três pilares: coworking, laboratório de soluções e espaço para eventos e conteúdo. A sede tem 200 posições para receber empreendedores, das quais 90 já estão ocupadas.

A infraestrutura foi pensada para conectar startups, varejistas, players globais, investidores e fundos, universidades, associações de varejo e consultorias. “Apoiamos os varejistas que buscam conteúdo, tecnologias e também aqueles que pretendem criar laboratórios de inovação”, afirma um dos fundadores do OasisLab, Helio Biagi.

Para a abertura e operação do hubforam investidos aproximadamente R$ 2 milhões em co-realização com o Distrito Ventures. Associações de varejo como SBVC, ABIESV, ABINC, a aceleradora Liga Ventures, o CEPEV-USP, o Núcleo de Varejo da ESPM, entre outros, já manifestaram apoio.

OasisLab Innovation Space disponibiliza espaço para cursos, eventos, palestras e workshops. “É a oportunidade para varejistas de todos os portes implementarem uma cultura de inovação e explorarem o tema transformação digital. Para as startups, é a chance de ter o suporte para o pontapé inicial e prospectar clientes e negócios”, opina Biagi.

Fonte: E-commerce News

6 dicas para se tornar um vendedor de destaque

Quer melhorar ainda mais seu desempenho no ponto de venda? Essas dicas importantes irão te ajudar a chegar lá!

 

Não há dúvidas de que o objetivo de todo vendedor em atividade é bater suas metas. Porém, para que isso aconteça de forma natural e sem correria nem desespero no fim do mês, é importante que essas vendas tenham qualidade e recorrência. Mais do que converter a venda, é importante que o vendedor estabeleça um vínculo com seu cliente, buscando entender suas reais necessidades, identificar oportunidades e fazê-lo sentir-se especial.

Confira, a seguir, seis comportamentos que devem ser observados para que você se destaque na sua função.

  1. Escute bem o seu cliente

Antes de tentar “adivinhar” o que está buscando, ouça o que ele tem a dizer com atenção e use essas informações para formatar a melhor solução, que atenda à expectativa dele.

  1. Seja expert naquilo que você vende

O cliente já chega na loja “sabendo de tudo”. Respeite as informações que ele já tem e demonstre seu conhecimento sobre o seu produto e suas utilidades. Você vai conquistar a confiança dele de imediato.

  1. Demonstre-se simpático e solícito

Se você demonstrar sua simpatia de forma sincera, certamente vai ganhar a confiança de seu cliente. Mas atenção: se não se sente confiante ou simpático o suficiente, trabalhe isso. Procure sentir prazer de verdade em compartilhar daquele momento com seu cliente.

  1. Persista, mas não insista

Fique atento para não insistir em uma negociação que você percebe que não vai acontecer. Ser persistente é aceitável, mas continuar insistindo na venda (mesmo depois de ele já ter deixado claro que não tem mais interesse) é muito ruim para sua credibilidade.

  1. Estabeleça uma conexão com o seu cliente

Para que o cliente se sinta seguro em fazer negócios, ele precisa enxergar no vendedor uma figura parceira, que está ali para realmente ajuda-lo. E isso você conquista com uma postura confiante, demonstrando que as necessidades do seu cliente são a sua prioridade.

  1. Mantenha-se atualizado

Para se tornar o melhor vendedor, você precisa acreditar que ainda tem muito o que aprender. Atualize-se, estude, leia e esteja sempre atento às boas práticas de vendas. Acredite, isso vai te fazer um profissional ainda melhor, afinal, todo investimento que você fizer em aprendizado está sendo aplicado na construção da estrada para o seu sucesso.

 

Quer saber mais sobre o novo atendimento, técnicas e possibilidades de diferenciação do atendimento no ponto de venda? Conheça o curso “Como vender para o novo cliente”, elaborado por Edmour Saiani, um dos mais certificados consultores de atendimento ao cliente do mercado, que traz informações sobre os novos hábitos de compra, além de compartilhar atitudes que vão melhorar ainda mais o seu papel dentro da experiência do cliente.

Como usar o storytelling para treinar e liderar equipes

Especialistas dão cinco dicas de como o RH pode (e deve) usar o storytelling

 

Na história da humanidade, nunca houve uma época com tanta opção de informação e entretenimento. São centenas de canais de televisão, milhões de blogs na internet, bilhões de horas de conteúdo no YouTube. Tudo isso atrelado ao consumo simultâneo das mídias. Estamos na era da riqueza de informação e pobreza de atenção.

Se esta disputa já é difícil no entretenimento, ela fica ainda mais acirrada no mundo corporativo. Como chamar a atenção dos meus colaboradores se os modelos estão tão saturados? Para piorar, o nível de concentração caiu de 12 para 8 segundos, segundo o Statistic Brain. A verdade é que as pessoas estão demandando cada vez melhores histórias em qualquer ambiente, e isso não é diferente dentro das empresas, muito pelo contrário, é necessário ousar na forma de se comunicar. O storytelling surge como alternativa para captar a atenção da audiência. A seguir, confira cinco dicas infalíveis de storytelling para RH.

A ESCOLHA DO CANDIDATO POR MEIO DO STORYTELLING
Sabemos que todo profissional tem momentos bons e ruins, mas, na hora da entrevista, a maioria não quer contar seus fracassos e elementos negativos de sua história por medo de se expor. No entanto, ao estudar os processos de Storytolelling, fica fácil perceber que não existe história interessante sem conflito evidente. Portanto, é papel do entrevistador entender o enfrentamento das dificuldades, a capacidade de superar o problema e quais foram as lições aprendidas. Entender a narrativa de um candidato pode facilitar a decisão da contratação.

O candidato que traz suas dificuldades à tona no momento da entrevista revela aquilo que é verdadeiro a todo ser humano: a vida real como ela é. Essa sinceridade emocional gera empatia e conexão, favorecendo a atenção dedicada por parte do profissional de RH. É importante estar atento no que ele conta depois, em como solucionou o problema. Apresenta uma solução criativa e consistente? Por fim, a dica é analisar se o candidato traz o aprendizado e o resultado da sua decisão. É o famoso “moral da história”: precisa ter para a história ser boa. A maneira como o candidato conta sua história revela muito sobre seu perfil. Estar atento a essa narrativa é mais confiável do que simplesmente escutar: “sou ótimo em trabalhar com time e em tenho foco no resultado”. Isso anda em linha com a máxima “show, don’t tell”, em que, em vez de discursar sobre algo, uma narrativa acompanha o seu desenrolar.

COMO UTILIZAR O STORYTELLING PARA TREINAR SUA EQUIPE
Recentemente, fomos procurados por uma empresa B2B que está enfrentando dificuldade em capacitar seus representantes comerciais para vender seus produtos. Por serem muito específicos e extremamente técnicos, os representantes se mostram desinteressados durante as apresentações da convenção de vendas e têm dificuldade em fixar as informações. O diretor nos procurou com a seguinte demanda: “Investimos muitos recursos nas convenções de vendas, mas não conseguimos o principal, treinar nossos representantes comerciais. Eles saem da sala, ficam no celular, computador… Como consigo capacitá-los para vender nossos produtos?”. A resposta é simples: por meio de uma boa história. As pessoas não se apaixonam por tabelas, dados, números e slides de Power Point. Elas são movidas pelas emoções e o storytelling sabe disso há muito tempo. Há milênios que nossa espécie vem transmitindo conhecimentos dessa forma. Se antes ensinávamos técnicas de caça ao redor da fogueira, hoje ensinamos técnicas de vendas ao redor do projetor.

Foi assim que transformamos o treinamento técnico em uma história fabulosa, com conteúdo especial e marcante para as pessoas. Personificamos a marca e criamos personagens capazes de pegar quem estivesse atento pelas mãos e conduzir pela narrativa até mergulhar completamente naquele universo. Isso gerou curiosidade no time. A narrativa foi conduzida para o momento em que o personagem aprende algo e divide com sua audiência. Este foi o momento do ensinamento, o momento em que toda a parte técnica foi compartilhada, mas de maneira diferente. Esta é a grande função das histórias: entender como e por que as coisas funcionam.
A dica aqui é: transforme seu treinamento, independentemente do tema, em uma história fabulosa, com personagens marcantes, conflitos inescapáveis e acontecimentos emocionantes. A narrativa tem a capacidade de prender a atenção das pessoas e compartilhar informações estratégicas que serão absorvidas mais facilmente. Sem dúvida, sua equipe estará mais preparada.

COMO UTILIZAR O STORYTELLING PARA LIDERAR
Um recente artigo da Harvard Business Review mostrou que muitas empresas já descobriram a importância de uma boa história e que elas podem alterar nossas mentes. Estruturar narrativas bem construídas pode alterar decisões e persuadir pessoas a adotar diferentes comportamentos.

Agora pare e pense: dentro da sua empresa, qual foi a última vez que você parou para ouvir uma boa história? A maioria das pessoas irá relatar aquele momento no café, em que as pessoas estão mais relaxadas e onde a conversa flui com mais facilidade.

Os bons líderes entendem a importância de uma boa história para motivar seu time. Com isso, grandes líderes recorrem a narrativas para lidar com temas diversos que vão desde o alinhamento durante a implementação de um novo sistema até a mudança da cultura com foco na resolução de conflitos. As histórias sempre permearam a sociedade, comunidade e família como parte da construção da identidade de um grupo. Dentro do mundo corporativo, essa dinâmica se repete: é preciso boas histórias para construir a identidade do time.

Todos nós precisamos de lucro e dinheiro, mas gostamos de histórias e compramos narrativas que fazem parte da nossa vida para nos identificarmos enquanto grupo. Essa é a hora em que o propósito da empresa brilha. A dica aqui é: é preciso contar boas histórias, com enredos estrategicamente estruturados, para liderar com eficiência.

COMO UTILIZAR O STORYTELLING NA PESQUISA DE CLIMA
Quem é de RH sabe que todo ano é a mesma história: como cascatear as informações da pesquisa de clima para toda a organização e garantir que tenhamos melhora no ano seguinte? Aqui há dois desafios. O primeiro é como estruturar a informação para que todos os níveis da organização entendam os resultados. O segundo é como manter aceso o plano de ação elaborado durante o ano com tantas outras prioridades.

Vamos contar uma história para ajudar a ilustrar esse ponto. No ano passado, trabalhamos com uma empresa que tinha bem claros esses dois desafios. Para o primeiro, personificamos um dos personagens de seus produtos, e para isso usamos o gênio da lâmpada. Levamos os resultados da pesquisa de clima por meio dessa narrativa. “Se encontrasse o gênio da lâmpada e pudesse pedir três desejos relacionados a esta organização, quais seriam?” A devolutiva da pesquisa foi por essa narrativa. Além de excelentes resultados, a forma como foi conduzida foi também uma ação de engajamento, favorecendo a motivação e o sentimento de pertencer de toda a organização.

Seria possível continuar essa narrativa ao longo do ano para trabalhar e comunicar os planos de ação para toda a empresa. As pessoas já estariam conectadas à história e seria fácil ter a atenção e a memória dos colaboradores sobre as ações feitas pelo RH. No ano seguinte, para a resposta da próxima pesquisa de clima, com certeza as ações estariam mais frescas na memória dos colaboradores.

COMO UTILIZAR O STORYTELLING PARA TRABALHAR CULTURA
Todo conhecimento humano é envolvido por narrativas que compõem grandes histórias. Para incorporar a cultura de uma organização, esse processo é o mesmo.

As corporações precisam contar histórias sobre os valores e comportamentos desejáveis nela. Por meio dessas narrativas, os colaboradores podem se espelhar em personagens e incorporar os comportamentos desejados na rotina de seu trabalho.

Dica importante: para aplicar o storytelling, é necessário ser autêntico e verdadeiro. Se os colaboradores perceberem que a história não está conexa com o ambiente e comportamentos daquela organização, irão se desinteressar rapidamente, além de colocar em xeque a credibilidade do interlocutor. É importante que a história tenha conexão com o que é praticado e desejado na instituição.

Por fim, uma frase que resume o que o storytelling pode fazer na esfera pessoal, afinal, é essa a matéria-prima do RH: “Esse é o poder de uma boa história. Ela pode te encorajar, pode te fazer rir, pode te trazer alegria. Ela vai te fazer pensar, vai tocar tuas emoções mais escondidas, e vai te fazer chorar. O poder de uma história também pode curar, trazer paz e transformar a sua vida”. Autor? Jeff Nixon, treinador de futebol americano.

Fonte: Revista Melhor

Prospectar e vender: cada um em seu lugar, com foco no cliente

Aaron Ross, autor dos livros “Receita Previsível” e “Hipercrescimento”, mostra que a cada momento da empresa é preciso buscar um perfil de profissional de vendas diferente

 

A história pessoal de Aaron Ross – autor dos livros Receita Previsível e Hipercrescimento ­– é indissociável de sua trajetória. Em pouco tempo, ele passou de um homem solteiro para um homem com nove filhos – dois da esposa, três do casal e outros quatro adotivos. Como conseguir uma receita previsível, capaz de dar conta dessa família imensa, e ainda tendo tempo para curtir as crianças e a vida a dois?

Ross trabalhava na Salesforce.com e começou a observar que seus melhores clientes tinham as mesmas características:

  1. um produto ou serviço de qualidade;
  2. queriam crescer;
  3. algumas já tinham crescido dez vezes;
  4. algumas tinham fracassado, mas permaneciam ligadas a seu propósito.

Ross então estudou a comunicação dos vendedores dessas empresas com seus clientes, criando um plano estruturado para chegar aos melhores clientes possíveis, dentro de um nicho específico. “A ideia é ter um peixe grande, mesmo que o aquário inicialmente seja pequeno. É mais fácil aumentar o tamanho do aquário do que o do peixe”, afirmou na Master class Vendas realizada no Hotel Transamérica em 17 de agosto.

A cada momento da empresa, é importante buscar um tipo de vendedor. No caso de startups e de empresas novas, o vendedor mais adequado é o evangelista, o visionário, já que muitas vezes o produto em si nem está totalmente pronto; quando a empresa começa a se estabelecer, é preciso um vendedor que consiga instituir o processo e tornar as vendas replicáveis. Vem então o terceiro tipo de vendedor, que é aquele que se dispõem a fazer a empresa crescer. Por fim, em uma grande empresa, com grandes equipes, o líder de vendas é o sr. planilhas, aquele que trabalha com os controles e não mais com as pessoas. Em todos os momentos, é preciso aprender com eles.

Ross também descobriu que o vendedor não é necessariamente a pessoa que prospecta clientes e gera leads. Equipes de marketing e vendas, portanto, precisam andar juntas nesse processo, combinando marketing de conteúdo e prospecção outbound. Quanto mais especializada é cada uma das equipes, mais previsibilidade é possível obter, acredita.

E tudo isso exige tempo. Quanto? No mínimo seis meses para reestruturar uma equipe de vendas já existente ou desenvolver um ou dois vendedores e uma pessoa júnior para gerar os leads. “Quando você divide as funções de prospecção e vendas, especializando cada equipe, você tem certeza de que seus clientes são bem atendidos. Quando as pessoas fazem tudo, elas não dão atenção real a nada”, afirma.

Em uma grande empresa, é preciso planejar o período de transição entre o modelo existente e a nova forma reestruturada de vender. “As pessoas assim se sentem seguras e respeitadas, e vão apoiar e não lugar contra as mudanças.”

A geração de leads atualmente é a grande alavanca dos negócios. Ela ocorre de três formas: com lanças (outbound), sementes (boca a boca) e redes (marketing). “Qual é a mais importante em sua empresa?”, pergunta Ross.

Todas elas se complementam. As sementes servem para ajudar a focar o disparo das lanças, assim como a realização de eventos de marketing.

Como os resultados não são rápidos e o contato com as redes sociais sempre gera ansiedade, já que deixa visível a concorrência e a busca por leads, Ross é categórico ao afirmar que é preciso abraçar a frustração. “Faz parte do crescimento, parte da mudança. Se você quer obter resultados rápidos, vai ficar frustrado. Então é preciso vê-la como uma oportunidade – toda empresa, na verdade, começa a partir de uma frustração, de uma necessidade.”

Ross abordou cada tipo de prospecção de vendas – envio de e-mails, redes sociais, contatos telefônicos – de maneira detalhada, reforçando a necessidade de se manter um controle e de se cuidar dos clientes de forma individualizada.

Ao longo do evento, os participantes foram convidados a discutir em grupo os exercícios propostos por Ross e um grupo de representantes de empresas que já trabalham com as diretrizes de Aaron Ross realizaram uma roda de discussão sobre a implementação dos conceitos que já fizeram em suas empresas. Todas concordam em um ponto: foi possível estabelecer métricas e assim realmente mensurar a efetividade da mudança de mentalidade para a prospecção de vendas, de forma orgânica e com resultados visíveis.

Fonte: HSM

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