Categoria - Digital

Como o EAD pode aumentar a produtividade dos colaboradores no varejo?

EAD acelera distribuição de conhecimento, acompanha a agilidade do varejo e capacita equipes para satisfazer seus clientes

A Educação a Distância (EAD) vem crescendo em ritmo acelerado no País. Dados do último Censo da Educação Superior, por exemplo, mostram que o crescimento no número de matrículas em cursos EAD é 50% maior que o de cursos presenciais. Cerca de 17% dos 8,2 milhões de estudantes matriculados em cursos superiores no Brasil estão fazendo uma graduação a distância. Em pouco mais de dez anos, o número de estudantes subiu de 50 mil para mais de 1,3 milhão.

No mercado corporativo, os cursos EAD estão ganhando ainda mais força, já que essa modalidade de ensino é viável para empresas de todos os tamanhos e oferece grandes vantagens tanto para a empresa quanto para os colaboradores:

  • É mais prático: especialmente nas grandes cidades, em que o trânsito é um problema, cursos EAD permitem que alunos e tutores otimizem seu tempo;
  • É adaptável a cada aluno: plataformas online permitem a personalização do conteúdo do curso para cada aluno;
  • Acompanha o ritmo de desenvolvimento do aluno: não entendeu parte da aula e precisa rever o conteúdo? Basta dar um play na aula novamente. No ensino presencial, é preciso acompanhar um determinado ritmo dado pelo professor ou torcer para que ele explique novamente;
  • É mensurável: como medir o impacto de um treinamento presencial na mudança de comportamento de centenas de profissionais? Pelo EAD, a absorção do conteúdo pode ser verificada de forma mais efetiva do que pelos meios convencionais.

 

Com a chegada das novas gerações ao mercado de trabalho, é preciso mudar a forma de comunicação com os colaboradores. Trata-se de um público que busca interatividade e independência em tudo o que faz, valoriza o “faça você mesmo” e tem facilidade com o uso de tecnologia. Ferramentas EAD, especialmente baseadas nos smartphones (mobile first), atendem à demanda por interação e liberdade e aumentam ainda mais a praticidade na distribuição do ensino. Afinal, existem hoje 133 celulares para cada 100 brasileiros: o celular é companheiro inseparável no dia a dia e pode, por isso, ser uma ferramenta importante para treinar as equipes no seu deslocamento entre casa e trabalho, nos intervalos, ou seja, quando e onde ele quiser.

EAD não é a digitalização dos cursos presenciais

Um engano comum no início da expansão do EAD no Brasil foi a tentativa de usar uma nova tecnologia para ensinar da mesma forma. Treinamentos convencionais não funcionam no meio digital. Por isso, empresas líderes no setor utilizam princípios pedagógicos como a andragogia, o design instrucional e o edutainment (educação + entretenimento) para desenvolver conteúdos altamente engajadores, muitas vezes divididos em pílulas de conhecimento que podem ser absorvidas rapidamente pelos alunos e aproveitadas imediatamente em suas atividades.

Os melhores cursos EAD também aproveitam as funcionalidades dos celulares para entregar conteúdos mais ricos, multiplataforma, com áudio, vídeo, quizzes e games que aprofundam o conhecimento de uma forma mais interessante e eficaz.

Acelere a qualificação das equipes!

Projetos EAD são mais baratos e eficientes do que cursos presenciais, uma vez que é possível treinar grandes turmas simultaneamente (sem as limitações logísticas, de local e de transporte de um treinamento presencial) e é possível medir imediatamente o resultado do treinamento.

Além disso, em setores que atuam em alta velocidade, como o varejo, muitas vezes é preciso que um grande número de colaboradores, em várias localidades, receba a informação ao mesmo tempo (para um treinamento sobre um novo produto, por exemplo). O EAD reduz muito os custos desse tipo de ação e amplia sua eficiência. O resultado se sente no bolso, com a economia na capacitação, o aumento das vendas e da satisfação dos clientes.

Você quer melhorar a produtividade de suas equipes e aumentar as vendas? Conheça as soluções de educação digital da Évolus e capacite seus colaboradores. Fale com a gente!

Bem-vindos à era do “employee branding”

Durante a edição 2018 do SXSW, em Austin (EUA), assisti a uma palestra sobre o futuro da atração e retenção de talentos, apresentada pela Amanda Townsend, coach e profissional de RH.

Os millennials serão 75% da força de trabalho global até 2025, e a geração Z começará e entrar no mercado com mais força. Atualmente, as empresas nos EUA estão perdendo US$ 30,5 bilhões por ano devido a desafios com retenção dos millennials. A abundância de oportunidades que o mundo digital fornece torna ainda mais difícil engajar essa turma num mesmo emprego ou atrair para novas oportunidades.

As gerações da era digital se preocupam com mais do que simplesmente obter uma promoção: eles querem deixar um legado significativo em sua comunidade global. Como as empresas podem apoiar as novas gerações e capacitar seus funcionários para serem líderes e cidadãos do mundo?

Numa sessão cheia de dados, Amanda passou por sete estratégias-chave sobre como atrair, reter, motivar e envolver os millennials e o que esperar da geração Z:

  • Onboarding:

As empresas precisam entender que engajamento e retenção começam antes mesmo do primeiro dia de trabalho. Devem estabelecer um processo de “onboarding” para acolher e reter talentos, já que 86% dos novos contratados decidem se ficarão ou não na empresa nos primeiros seis meses no emprego.

Para os millennials, a relação com o trabalho vai além do trabalho em si. Eles entendem que as relações com colegas de trabalho são como uma segunda família e esperam um ambiente de trabalho social e leve. Vale lembrar que 89% dos trabalhadores em todas as gerações acreditam que o equilíbrio entre trabalho/vida pessoal é o que os fazem ser mais felizes.

  • Integração Trabalho/Vida Pessoal:

Para as novas gerações, flexibilidade de horário é fator chave para engajamento, lealdade e produtividade nas organizações. A maior parte dos millennials (61%) acha que seus empregadores poderiam prever crises de estresse se oferecessem horários mais flexíveis de trabalho e 45% optariam por flexibilidade em vez de compensação financeira, segundo pesquisa do Gallup.

  • Reconhecimento:

Segundo as pesquisas apresentadas pela speaker do painel, nove em cada dez gerentes estão insatisfeitos com os modelos atuais de avaliação de pessoas. O modelo tradicional de avaliação está morto e empresas como Accenture, GE e Netflix já estão aplicando conceitos mais modernos, com acompanhamento e feedbacks regulares. Quarenta e quatro por cento dos millennials que têm encontros regulares com seus superiores são mais engajados na empresa.

Outro fator que contribui para retenção e atração são reconhecimentos financeiros. Segundo pesquisa da Career Builder, 44% dos millennials têm pelo menos dois trabalhos ou fontes de receita diferentes. E 52% mudaram de trabalho nos últimos 12 meses em virtude do salário, segundo a Staples Business Advantage.

  • Desenvolvimento profissional:

Se tivéssemos que elencar a principal iniciativa para retenção e atração, seria oferecer oportunidades de crescimento aos seus funcionários. A falta de treinamento e oportunidades é o fator número um para que os funcionários deixem seus empregos.

Dois terços dos funcionários procuram por oportunidades dentro da própria empresa antes de buscar fora dela, mas sentem que não estão recebendo o devido suporte para galgar próximos passos. Já 84% dos empregados não sentem que seus empregadores oferecem plano de carreira, segundo estudo da Deloitte, enquanto 30% dos millennials que já estão em posições de liderança não se sentem preparados para a função.

  • Diversidade e Inclusão:

Contratar diferentes tipos de pessoas e criar um senso de comunidade é mais uma grande dica para retenção. Somente 30% dos profissionais de RH dizem ter uma definição de diversidade e inclusão em suas empresas (SHRM). Vale lembrar que os millennials são a geração mais diversa da História, dando grande importância a questões de inclusão. Temos que deixar de atuar pontualmente com diversidade e abraçar o tema como parte da cultura da empresa.

  • Impacto Social:

A geração Z quer mudar o mundo, mais do que qualquer outra geração na História. Eles precisam entender o impacto que causam na sociedade e no planeta para se sentirem mais engajados. Sessenta e quatro por cento dos millennials não entram num emprego se a empresa não tiver práticas de responsabilidade social e 86% são mais leais às companhias que ajudam a contribuir com questões sociais e ambientais.

  • Colaboradores como porta-vozes de marca:

Antes de pensarmos em como vender nossos produtos e serviços com mídias e influenciadores externos, as marcas têm um potencial tremendo de começar pelos influenciadores internos, criando sua rede de advogados da marca com a credibilidade de quem está por dentro do funcionamento da organização. Na era da comunicação em rede, confiamos muito mais no que as pessoas falam sobre as marcas do que no que as marcas falam sobre si mesmas. Sessenta e dois por cento dos candidatos procuram pelas páginas das empresas nas redes sociais antes de se aplicarem a uma vaga. Usar os próprios colaboradores pode ser uma poderosa ferramenta para atrair novos talentos: 48% das 100 melhores empresas para se trabalhar declararam que vão investir em porta-vozes de marca internos.

Vale dar uma olhada na ação mais recente da Apple: https://www.apple.com/diversity/. Outras que já aplicam esse formato são Airbnb, Starbucks, Deloitte, Dropbox, Booking.com, Amazon, GoDaddy e WeWork. 

Esse é um dos grandes temas do momento. Num mundo cada vez mais aberto e conectado, a cultura das empresas está cada dia mais exposta nas páginas da internet e das redes sociais.

A nova força de trabalho e de consumidores, formada pelos millennials e pela geração Z, não tolera mais dissonâncias do que uma marca promete num comercial de televisão e como ela faz isso de verdade, dentro de casa. O processo de construção de marca nasce de dentro, da sua cultura interna, do conjunto de características e valores que seus colaboradores carregam e que são estimulados pela empresa. A saúde dos negócios depende de ter pessoas engajadas e felizes trabalhando neles.

Engajar, reter, qualificar, diversificar e valorizar os colaboradores virou a essência das marcas e negócios na nova economia.

“Mudança nunca é fácil, porque ninguém gosta de mudar”

Executiva da General Electric mostra que, em tempos voláteis como os atuais, é preciso estar comprometido com o desenvolvimento das equipes

 

“Volatilidade é o novo normal. A mudança ocorre constantemente e é preciso abraçar as transformações, em vez de rejeitá-las”. Beth Comstock, executiva da General Electric, falou na NRF Big Show sobre o papel das pessoas em um mundo em que a necessidade de inovação é constante. Para ela, se as transformações são constantes e fazem parte do dia a dia do varejo, as empresas precisam se comprometer com as pessoas e com o desenvolvimento de projetos. “A digitalização do mundo nos desafia constantemente, pois essa nossa conexão 24/7 muda os relacionamentos entre as pessoas e o envolvimento delas com as marcas”, afirmou. Para lidar com as mudanças, é preciso tentar muitos caminhos ao mesmo tempo. E, simplesmente, não é possível fazer isso sozinho. “A empresa precisa se abrir para o mundo e as equipes de projetos precisam ser formadas por pessoas com diferentes perspectivas, para que do choque de ideias surjam as soluções que farão a diferença”, disse Beth. Uma cultura de constante aprendizado, com testes e experimentações contínuas, que não puna os erros e estimule a inovação. “Você precisa liberar as pessoas na empresa para inovar. Para isso, se comunique com os clientes, com os fornecedores e com quem você puder no mercado. A troca de ideias é que trará o novo”, comentou.

Mas como motivar as equipes a abraçar o novo? “Nunca vi uma equipe que gostasse de mudança”, admitiu Beth. “Ninguém gosta de mudar, essa é a verdade. Por isso, você precisa trabalhar duro para alinhar informações e conhecimento”, afirmou. Uma cultura de testes e aprendizados recorrentes, com curtos projetos incrementais em vez de um grande projeto, é uma forma de colocar menos pressão nas pessoas. Pequenos passos podem ser desfeitos mais rapidamente e, assim, é possível errar sem prejudicar o negócio como um todo.

O caminho da tecnologia é estar mais próxima do ser humano

Tão importante quanto conhecer as tecnologias mais relevantes é testar, experimentar e aprender com os erros

A feira que compõe a NRF sempre apresenta novidades tecnológicas e exemplos práticos da aplicação de ferramentas no varejo. Neste ano, um dos grandes destaques foi o uso de assistentes de voz, ao lado de Inteligência Artificial, Realidade Virtual e chatbots. Já o congresso trouxe uma grande pergunta que complementa o uso desses recursos: como aproximar a tecnologia do ser humano?

A grande conclusão é que não existe uma resposta única. É preciso incorporar o espírito das startups, testando soluções rapidamente, errando e aprendendo com esses erros. “Execute com excelência e velocidade para avançar rápido”, recomenda Grasiela Tesser, gerente comercial da NL Informática e uma das coordenadoras do programa de visitas técnicas à feira da NRF pela delegação BTR-Varese. “As empresas precisam deixar de ser orientadas a produto para se orientar a serviços. Para isso é preciso trazer pessoas boas, capazes de fazer essa transformação, e treinar os colaboradores para que acompanhem as mudanças”, comenta Mariano Gomide, co-CEO da VTEX. “Nesse caminho, não adianta adotar tecnologia sem transformar processos”, comenta Nicolas Simone, CIO do Grupo Boticário. “Uma transformação cultural é necessária para que isso aconteça, muitas vezes acompanhada por mudanças na própria estrutura da organização. Temos trilhado essa linha e é um caminho que envolve o desconhecido e seus riscos. Por isso é tão importante implementar as mudanças em pequenos passos, mas passos rápidos, para que os resultados sejam percebidos logo”, completa o executivo.

Saiba como o Magazine Luiza está lidando com as mudanças no varejo

O Magazine Luiza investe em tecnologia para aumentar a oferta de produtos, tornar o processo de compra mais fácil – após remover fricção, tanto no digital quanto no físico –, e entregar os produtos de forma rápida e barata

 

O CTO do Magazine Luiza, André Fatala, falou um pouco sobre as transformações do setor varejista e revelou como a empresa está lidando com estas mudanças no mercado. A palestra do diretor-chefe de tecnologia do Magazine aconteceu durante o RetailTech Conference, a maior conferência de tecnologia do varejo do Brasil.

A transformação digital na empresa começou em 2012 com uma área de pesquisa e desenvolvimento tecnológico, chamado LuizaLabs. No ano seguinte, o grupo começou a utilizar o bigdata para armazenar dados dos clientes e encontrar oportunidades de desenvolvimento. De acordo com Fatala, construir uma estratégia baseada em dados é mais barato e simples do que outro tipo de abordagem.

A partir dos resultados obtidos nos anos anteriores, o LuizaLabs assumiu, em 2014, toda a parte tecnológica do e-commerce da empresa. De acordo com André, foi nesse momento que surgiu a necessidade de criar times multidisciplinares e especializados.  “O checkout, por exemplo, é um processo crítico. Então decidimos criar um time exclusivo para cuidar do checkout para que os indicadores daquele grupo aumentem a taxa de conversão”, conta. Em 2015, o LuizaLabs assumiu toda a loja online do Magazine Luiza e, no início de 2017, o grupo se tornou responsável por toda a parte de tecnologia da empresa e desenvolvimento do produto dentro das lojas.

Segundo André, o LuizaLabs cuida do Magazine Luiza da mesma forma como cuidaria de uma startup, buscando um tipo de estrutura que descentraliza o processo de tomada de decisão. Prova disso, de acordo com Fatala, é a utilização da metodologia MVP até os dias de hoje. “Muitas vezes o que a gente coloca no ar é um MVP. Mas a gente pensa nele como um processo mínimo viável, não é só o produto. Porque as vezes a pessoa tira muito do produto para deixar ele viável que não consegue testar e validar a ideia. Além disso, lá a gente tem uma aceitação muito grande ao erro, porque com o MVP os ciclos de erro são mais curtos o que possibilita a rápida identificação do erro e fomenta o aprendizado”, diz.

De acordo com ele, o Magazine Luiza investe em tecnologia para aumentar a oferta de produtos, tornar o processo de compra mais fácil – após remover fricção, tanto no digital quanto no físico –, e entregar os produtos de forma rápida e barata. Todos esses fatores ao serem combinados melhoram a experiência de compra do novo consumidor.

Magalu App

Em 2015, entre as diversas soluções desenvolvidas pela empresa, o Magazine Luiza apostou na criação do Magalu App. O objetivo do aplicativo é fomentar a multicanalidade dentro da loja e, dentro dele, o usuário consegue buscar os melhores preços e produtos, ver promoções, descontos e avaliações de produtos, saber as lojas do Magazine mais próximas de sua localização e, principalmente, comprar os produtos desejados.

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Lu Bot

A solução desenvolvida pelo LuizaLabs, uma área de pesquisa e desenvolvimento tecnológico do Magazine Luiza, combina chatbot e inteligência artificial para criar a Lu, assistente virtual da loja. A tecnologia, além de ajudar o cliente ao tornar o atendimento mais rápido e eficiente, auxilia o grupo internamente ao automatizar tarefas repetitivas.

Mobile Vendas

Uma das soluções mais inovadores do Magazine Luiza é o Mobile Vendas, um catálogo de produtos e serviços online. Atualmente, cerca de 10 mil vendedores da loja física são capazes de verificar e fazer a venda de produtos, tanto do marketplace quanto da própria loja física, em somente um aplicativo. “Com ele, os pedidos são feitos em menos de 5 minutos, como na nossa venda da Black Friday. Ou seja, a tecnologia no mundo físico faz com que a eficiência em operações seja muito maior”, afirma o CTO do Magazine Luiza.

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Smart-troca

O Magazine Luiza é o primeiro grande varejista a adotar o modelo de recompra no Brasil. O funcionamento dessa solução é simples: um consumidor leva seu aparelho usado até uma loja da empresa e o vendedor, com a ajuda de um sistema, fará a avaliação do produto. A partir da análise, o sistema informará o valor de recompra e, consequentemente, quanto ele vale na troca por um aparelho novo.

Além dessas já citadas, o Magazine Luiza já desenvolveu mais de dez soluções que buscam melhorar a experiência de compra do consumidor e tornar processos internos mais eficientes.  Entre elas, estão o Magazine Você, Quero Casamento, Mobile Pagamentos, Venda Bem, Mobile Estoquista, Promova, Mobile Pedidos, Mobile Montadores e muitas outras.

Segundo André Fatala, para permitir que inovações aconteçam dentro de grandes empresas é necessário quebrar alguns paradigmas e ser ágil na solução de problemas – dada a rápida mudança do perfil consumidor e da economia em geral. “No Magazine Luiza esse movimento começou a se desenvolver em 2012. Nós tratamos a tecnologia apenas como um meio para resolver algum problema. Mas, muitas vezes, as pessoas focam só na tecnologia e esquecem do problema que precisa ser solucionado”, diz.

O novo modelo, que utiliza a tecnologia a favor do varejo, gerou bons resultados: a empresa obteve, em 20167, um lucro 600% maior em relação ao segundo trimestre do ano passado. O e-commerce foi responsável por 55% deste ganho, considerado o maior da sua história.

Fonte: StartSe

5 tendências da inteligência artificial para 2018

ideia de robôs e de máquinas que interagem com seres humanos já não nos parece tão surreal como era há alguns anos atrás. Aos poucos, a inteligência artificial vem sendo uma tecnologia adaptada e utilizada em diversos setores da humanidade, possibilitando que usuários vivenciem melhores experiências ao experimentar produtos e serviços.

Se essa tecnologia só tende a ganhar aperfeiçoamentos e se tornar cada vez mais disruptiva, quais serão, então, os próximos caminhos que a inteligência artificial irá seguir? O executivo James Paine, fundador da agência de investimento californiana West Realty Advisors, California, decidiu tentar prever as tendências dessa tecnologia em um artigo no portal Inc. Confira o que Paine diz que podemos esperar para o ano de 2018:

1. Linguagem mais humana
Uma das grandes dificuldades que se tem para utilizar a inteligência artificial é a dificuldade que máquinas e computadores têm para entender a linguagem humana. Figuras de linguagem, expressões e diferentes formas de formar frases são formas naturais que utilizamos para nos comunicar no dia a dia, mas que máquinas, restritas a comandos específicos, não conseguem compreender.

Conforme empresas passam a apostar em chatbots em seus sites e aplicativos, a necessidade de se construir uma inteligência artificial mais acostumada ao modo de falar humano se torna uma questão fundamental.  Um exemplo é o que o Google tem feito. Já em 2015, a inteligência artificial da empresa era capaz de conversar sobre o significado da vida com seus usuários.

2. Reconhecimento de emoção
Assim como as palavras que se usam para formar discursos, os indivíduos também expressam emoções em seus diálogos. Sarcasmo, tristeza, ironia ou felicidade são nuances perceptíveis em conversas de humanos, mas incompreensíveis pelas máquinas.

Porém, conforme a inteligência artificial vem ganhando aperfeiçoamentos, essa barreira de comunicação talvez não exista mais entre humanos e máquinas no futuro. Recentemente, prestadores de saúde mental vem desenvolvendo chatbots que podem atuar como conselheiros, de forma que eles são capazes de entender as emoções e guardar os históricos de interações com os usuários. Exemplo disso é o chatbots de psicoterapia chamado Karim, que já foi usado para tratar de pacientes que sofrem de estresse pós-traumático.

3. Aperfeiçoamento na análise de dados
Além da inteligência artificial, o big data também é um termo muito recorrente na atual sociedade e quem vem sendo explorado como forma de entender padrões de clientes e consumidores, aumentando o potencial de negócios. É interessante perceber que, conforme as máquinas ficam mais inteligentes, a forma que elas podem perceber e analisar dados se torna mais eficaz. Isso tende a revolucionar a maneira como iremos interagir com dados nos próximos anos.

4. Mais debates sobre a ética da IA
Quando o assunto de inteligência artificial é trazido à tona, com frequência, se questiona se as máquinas são capazes de pensar a partir de morais e éticas humanas. Ou seja, se um robô cometer um crime acidental, quem deverá ser punido? A empresa que o adquiriu ou o desenvolvedor do algoritmo? O robô deve ser destruído ou punido por conta de suas ações?
Enquanto não se tem respostas universais para esses questionamentos, algumas empresas nos EUA e em outros países vem desenvolvendo entidades jurídicas próprias para definir os direitos e responsabilidades de seus robôs.

5. Fim de teorias da conspiração
Filmes e teorias sobre como a inteligência artificial iria roubar empregos de todos seres humanos e que ela seria capaz de resolver todos os problemas da humanidade caem por terra. Apesar de todos seus avanços, a indústria da IA ainda está vivendo um processo inicial e as chances de que os robôs dominem o mundo são escassas. À medida que a sociedade se acostumar com a IA e compreendê-la melhor, essa visão e excitação para com os robôs irá desaparecer e a tecnologia ficará restrita a conversas com propósitos de resolver problemas reais.

Fonte: PEGN

Como super apps estão fazendo da China o primeiro país sem dinheiro

O WeChat nasceu como um aplicativo de mensagens, estilo WhatsApp, mas se transformou em um superaplicativo disponível em todos os momentos da vida dos chineses

 

A China é um lugar peculiar. Com a internet fechada, muitas das empresas desenvolveram soluções diferentes do que no ocidente. E duas delas delas, em especial, desenvolveram  aplicativos que estão mudando diversos hábitos dos chineses e ajudando o país a ocupar o posto de primeiro pais do mundo sem dinheiro: a Tencent, desenvolvedora do WeChat, e o Alibaba, dona do Alipay.

O WeChat nasceu como um aplicativo de mensagens, estilo WhatsApp, mas se transformou em um superaplicativo disponível em todos os momentos da vida dos chineses. Basicamente você pode procurar um serviço, contratá-lo, pagar por ele e recomendá-lo para os amigos sem nem mesmo SAIR do aplicativo. O que aqui no Brasil você precisaria de Google, telefone, cartão de crédito e Facebook pode ser alcançado com apenas um aplicativo na China.

É impressionante. Você pode baixar o aplicativo e usar a câmera do celular para ler QR Codes que autorizam pagamentos, buscam cupons de desconto, dar gorjeta para garçons e até mesmo leem promoções em lojas. O pagamento é feito com sua digital ou senha no celular e é mais seguro do que um cartão de crédito.

Pequenas e grandes lojas aceitam o pagamento via WeChat e dinheiro é uma coisa do passado na maior parte das grandes cidades chinesas – cerca de 60% dos pagamentos na China não usam dinheiro, mas é bom destacar que a maioria é feito através de aplicativos como o WeChat e o Alipay.

Dá uma olhada em como o WeChat funciona:

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Nos Estados Unidos e outros países desenvolvidos, mais da metade dos pagamentos também não usam dinheiro, mas o mercado de aplicativos não é nem perto do que é no gigante asiático. São mais de US$ 3 trilhões em transações digitais na China, enquanto os Estados Unidos (com uma economia que consome ainda mais que a chinesa) gastam US$ 112 bilhões – igual o mercado chinês cinco anos atrás.

O Alipay tem vantagem por ser do Alibaba, uma espécie de Amazon chinesa, comandada por Jack Ma. Ele ainda é líder de mercado – com mais de 450 milhões de usuários -, mas vem perdendo share para o WeChat (que tem 900 milhões de usuários, embora nem todos usem o WeChat Pay).

Ambas as companhias se esforcem para que cada vez mais os varejistas aceitem – já são maioria em cidades como Pequim e Shangai, mas minoria em cidades pequenas do interior (aquelas que tem “apenas” 5 milhões de habitantes). O pagamento é simplificado: basta apontar a câmera para o QRCode e a quantia será retirada de sua conta.

E no Brasil?

Funciona tão bem que o Facebook quer transformar tanto o Messenger quanto o WhatsApp em ferramentas de pagamento. Aqui no Brasil, algumas companhias se inspiram no sucesso da superplataforma do WeChat para desenvolver suas soluções que querem ser grandes plataformas.

A mais proeminente delas é a gaúcha 4All, fundada por José Renato Hopf, fundador também da GetNet – adquirente vendida para o Santander alguns anos atrás. A 4All também quer ser um aplicativo usado nos mais diversos pagamentos do dia-a-dia – tendo começado com gastronomia e mobilidade urbana no ano passado.

Se a 4all ter o mesmo sucesso de WeChat e Alipay no curto prazo, depende de uma mudança cultural do brasileiro – se demorar demais, pode ser um problema para a rentabilidade da startup gaúcha ou abrir espaço para novas concorrentes.

Ela mudança cultural virá eventualmente, disso não há dúvidas: no fim, as novas tecnologias mais convenientes sempre ganham. O fato é que empresas inovadoras estão trabalhando para mudar as suas finanças nos próximos anos.

Fonte: StartSe

A inovação tem a ver com pessoas

Em debate em São Paulo, especialistas em inovação falam sobre o que as empresas precisam fazer para se manter inovadoras

 

A simples menção da palavra inovação traz à mente a imagem de robôs, sistemas tecnológicos complexos, internet das coisas e realidade aumentada? É assim para muitas pessoas. Contudo, há quem pense diferente, Durante o evento Unlocking Insights, que aconteceu em São Paulo nesta quarta-feira (25/10), Silvio Meira, sócio da MuchMore e Guilherme Horn, da Accenture, defenderam que para que a inovação aconteça, é preciso dar um passo atrás e olhar para as pessoas.

Ao se debruçar sobre um estudo que tinha como objetivo entender “o que acontece com as pessoas nos negócios por causa dessa agitação, que a gente resolveu chamar de transformações digitais”, Meira percebeu que para sobreviver nesse mundo em transformação, é necessário muitas vezes mudar a mentalidade dos funcionários da base da empresa. “Essa é a tensão em qualquer empresa. As pessoas que entendem do negócio e têm a cultura do lugar precisam ser reeducadas, mudar as bases de pensamento, mas mantendo os mesmos valores e princípios éticos e morais, e a rede de clientes, se for possível”, afirma.

E isso não significa simplesmente que as grandes empresas precisam começar a pensar com cabeça de startup, como muitos defendem. “Você não consegue transformar um grande negócio em uma startup”, diz. As diferenças de escala, processos e responsabilidade impossibilitam isso. Mas é preciso aprender um pouco com as startups.

O processo de digitalização foi tão acelerado que hoje, diz Meira, as pessoas estão muitas vezes mais informatizadas que as empresas. E as grandes empresas, muitas vezes, perderam o passo e ficaram para trás. “O Whatsapp e o Instagram são muito melhores do que os aplicativos dos bancos”, provoca. “Essa velocidade toda é um mega problema dentro dos negócios porque as empresas têm cultura, arquiteturas de valor e de poder que permeiam as relações”. Mas para crescer e inovar, é preciso mudar essa cultura.

Hoje, diz Silvio Meira, as empresas estão competindo por profissionais, e não por participação de mercado. “O maior desafio da transformação digital é gente. Tem empresas que não vão conseguir fazer a transformação digital porque não vão conseguir transformar suas culturas”.

Guilherme Horn concorda que o desafio é a busca por profissionais. “Tem muita gente que construiu uma carreira de sucesso, mas foi em outro mundo. É difícil para essas pessoas entenderem que não se faz mais um plano de 5 anos, mas de 5 semanas, que a gente testa sempre, que faz MVP [mínimo produto viável]”, diz. Há dois anos, ele trabalha na Accenture tentando mudar a cultura na empresa. “Minha entrada foi a partir da constatação de que só com gente de dentro essa transformação não ia acontecer. Acho que em todos os níveis da organização, desde diretores até garotada que está entrando, é preciso ter gente nova, e em todas as áreas. Se você não fizer isso, dificilmente vai conseguir fazer a transformação digital com a rapidez necessária”.

As empresas têm então o segundo desafio de atrair e reter os melhores profissionais. Guilherme lembra que quando se formou, o sonho dos colegas era trabalhar em uma multinacional. Na geração anterior, os profissionais sonhavam em se tornar funcionários públicos ou trabalhar em um banco. Hoje, o sonho dos universitários é trabalhar em uma startup. “O que faz diferença na atração de pessoas são os desafios que essa pessoa vai enfrentar e se ela vai ser importante na jornada da empresa”, afirma.

Para Silvio Meira, os profissionais também buscam a oportunidade de aprender. “Ninguém vai trabalhar pelo cargo que tem, mas pela oportunidade de contribuir e de aprender ali. Toda empresa tem que ser uma boa escola. Se você passar mais de 15 dias em um lugar e não aprender nada, peça demissão por justa causa porque aquele lugar está te tornando incompetente”.

Fonte: Época Negócios

Saiba mais sobre este tema AQUI.

6 aprendizados da Shop.org, o maior evento de varejo online do mundo

Se fosse para resumir o tom do evento em apenas uma palavra, ela seria Amazon. Todos queriam saber como operar em um mundo onde a empresa domina

 

Voltei recentemente do Shop.org, maior evento de varejo online do mundo. Foram mais de 120 horas de conteúdo em 3 dias de evento no maior Centro de Convenções de Los Angeles. Nomes como o jogador Kobe Bryant, Scott Galloway, a supermodelo e empresária Tyra Banks e Marc Lore, CEO do Walmart, falaram sobre o varejo, o digital e as implicações disso para nossas vidas e negócios.

Se fosse para resumir o tom do evento em apenas uma palavra, ela seria Amazon. Todos queriam saber como operar em um mundo onde a empresa domina até mesmo mercados em que até dois anos atrás ela não existia, como streaming.

Se isso não é verdade hoje no Brasil, pode ser em breve. Os rumores da entrada (pra valer, não só com livros) do Amazon no país são cada vez maiores e os grandes varejistas do mercado já estão se movimentando para combater a empresa, inclusive rejeitando fornecedores que utilizem os servidores da AWS. Assim como a gigante do e-commerce, outros temas foram recorrentes no evento e provavelmente serão pauta aqui em breve – se é que já não são! Veja quais foram eles

1. Amazon (eu avisei!)
Mesmo nas palestras em que a Amazon não era o tema, a gigante do varejo era citada. De um lado, varejistas que queriam se armar de todas as tecnologias e estratégias para competir com a Amazon, oferecendo melhor experiência de compra, produtos diferenciados ou um senso de comunidade. De outro, varejistas que queriam saber como se destacar perante milhares de concorrentes dentro do varejista mais falado do momento, fosse fazendo parcerias como a anunciada pela Kohl´s na véspera do evento, fosse estruturando operações de marketing que os colocasse entre os top sellers.

No Brasil, alguns varejistas e indústrias já começam a sentir a pressão dos marketplaces e a se preocupar e pensar em formas se destacar e performar melhor dentro de Mercado Livre, Magazine Luiza, Walmart e Submarino. Isso enquanto esperam ansiosamente o movimento de entrada no Brasil da gigante Americana.

2. Voz
Todo ano alguma nova tecnologia surge como o hype do momento, mesmo que depois a promessa não se concretize. Este ano, foi a vez do uso de comandos de voz para pesquisas, atendimento e compra, tudo baseado em inteligência artificial.

Inúmeros fornecedores de soluções de atendimento via Facebook Messenger, chatbots e até hologramas interativos que respondem perguntas e movimentos foram apresentados. No entanto, poucos têm potencial para aplicações em escala.

3. Realidade virtual
Realidade virtual, o hype do ano passado, está se mostrando como algo que veio para ficar. Apesar de ainda não estar sendo tão utilizado quanto realidade aumentada, a realidade virtual tem sido pauta dos grandes varejistas Americanos. Um deles é Marc Lore, o presidente do Walmart.

Lore aposta na combinação de realidade virtual com voz como um dos seus grandes diferenciais na batalha com a Amazon. Segundo ele, a aplicação de ambas tecnologias permitirá o melhor dos dois mundos: a eficiência da compra online, com uma rápida busca por voz; e a experiência da compra na loja física, com a visão de uma loja virtual em sua frente. Resta saber quando a barreira de custos dessas tecnologias será superada.

4. Omnichannel (com destaque para mobile)
O termo omnichannel é outro que foi moda por um tempo e agora, mais do que nunca, está consolidado. A começar pelo shop.org, que nasceu focado em e-commerce, foi comprado pela NRF – National Retail Federation e hoje tem soluções de todo o tipo, com foco em venda e experiência do consumido em qualquer canal – mobile, desktop, digital ou físico. Uma das palestras, inclusive, discutiu a fusão dos papéis de CDO – Chief Digital Officer e do CMO – Chief Marketing Officer.

Nos canais de entrada para a experiência omnichannel, o destaque vai sem dúvida para mobile. Números, como o aumento de 146% na busca de endereços “perto de mim” no Google, mostram o quanto o celular tem acompanhado o consumidor em suas experiências de consumo.

Mas a experiência mobile não para por aí. Além da busca pela loja, os consumidores continuam com seu aparelho na hora de encontrar um produto dentro da loja física para, por exemplo, capturar mais informações sobre ele. Os smartphones se destacam, portanto, como o principal meio de comunicação entre consumidores e marcas.

5. Conteúdo continua rei
Seja para competir com a Amazon ou se destacar nela, para oferecer experiências de voz  ou de realidade aumentada, ou ainda para garantir sua presença em todos os canais de interação com o consumidor, a importância conteúdos de qualidade, estruturados e em abundância é inquestionável.

Uma boa experiência de consumo passa pelo entendimento claro do produto. Isso o que garante não apenas que o consumidor encontre o que deseja, mas também evita devoluções e reclamações no futuro.

Novas formas de busca por produtos, baseadas em dicas de uso, no visual do produto, nas opiniões de influenciadores ou em funções específicas, passam a ser mais comuns. Vide a parceria entre Target e Pinterest para oferecer buscas por imagens.

Por isso, soluções para organizar e gerenciar conteúdos básicos e enriquecidos de produtos de forma eficiente foram pauta de diversas sessões lotadas no evento.

6. Data mining para além do marketing
A captura e utilização de dados, que já é uma obsessão de todo profissional de marketing, ultrapassou barreiras. Existem casos como o da Fabletics, que usou dados de conversão em vendas dos produtos provados nas lojas para remodelar algumas roupas e redefinir seu portfólio de produtos disponíveis no e-commerce.

Outro caso interessante apresentado no Shop.org foi o da Kohl´s. Usando dados de forma estratégica, ela passou a oferecer produtos da UnderArmour em suas lojas após ver mais de 400 mil buscas pela marca em seu e-commerce, que não tinha a marca até então.

Diante destes insights, fica muito evidente, com tudo o que eu vi no Shop.org, que o varejo online está em caminho sem volta: a força dos marketplaces é cada vez maior. E para ganhar espaço e, consequentemente vendas, é preciso levar ao consumidor uma experiência realista, mesmo que ela não seja sensorial. E para isso, uma resposta: conteúdo de produto, informações claras e precisas, imagens, materiais completos. Conteúdo, conteúdo, conteúdo.

Desaprender para inovar

Embora desaprender seja tão importante quanto aprender, não é um tema tão explorado quanto o aprendizado. Mas desaprender é uma das características de que precisamos para inovar

 

Já desaprendeu alguma coisa hoje? Num primeiro momento, pode parecer que me confundi e troquei uma palavra da frase anterior, mas não. Minha ideia aqui é provocar uma reflexão sobre o desaprender. Embora esse conceito seja tão importante quanto o aprender, não é um tema tão explorado – e aceito – quanto o aprendizado. Mas deveria ser, porque desaprender é uma das características de que precisamos para inovar.

O corpo humano é, certamente, a máquina mais impressionante já inventada. E, comandando nossos muitos órgãos e sistemas, temos o cérebro, que possui capacidades incríveis de armazenamento. Nosso processo de aprendizagem tem como base as coisas que já armazenamos (nossas memórias), pois são elas que conectam o desconhecido (a novidade) a algo que já conhecemos, criando assim um novo aprendizado que, por sua vez, será guardado na memória e utilizado para aprendermos mais e mais.

O caminho inverso, o desaprender, acaba sendo bem mais difícil, pois envolve, mais do que a compreensão e aceitação do novo, a substituição de algo em que acreditávamos e que, muitas vezes, já estava enraizado em nossa mente. Imagine, por exemplo, que o João, um professor com décadas de carreira, sempre tenha baseado suas aulas em alguns livros e suas avaliações em textos que os alunos desenvolviam em sala de aula. Após a popularização dos computadores e da internet, João precisará, pelo menos, adequar seus métodos de ensino. Para começar, ele vai ter que aprender a usar um computador, a usar a internet, e, provavelmente, vai receber as tarefas dos alunos em arquivos digitais. Para isso, João terá que desaprender algumas coisas também, como ter apenas livros como base de seu curso; as aulas serão muito mais eficazes se ele combinar os livros, filmes, sites, jogos etc.

Para que João, ou qualquer um de nós, consiga desaprender, é preciso afiar nossa curiosidade e nos livrar de preconceitos. Se João acreditar que os computadores só servem para dispersar seus alunos, por exemplo, vai ser impossível desaprender; além disso, ele e seus alunos vão perder uma ótima ferramenta de aprendizagem. Aí está uma vantagem do desaprender: ele libera espaço para aprendermos novas maneiras, mais adequadas e modernas, para solucionar problemas.

Portanto, se você quer inovar, invista no desaprender. Esse é um exercício interessante, capaz de abrir nossos olhos para novos caminhos e soluções que antes não enxergávamos, por causa de lições e conceitos antigos, enraizados em nossa mente.

Fonte: Startupi.com.br