Categoria - Autodesenvolvimento

Você sabe receber feedback?

Não importa qual seja seu cargo em uma empresa, em seu cotidiano você precisa não somente falar, mas também escutar. Ao fazer isso, você tem a oportunidade de se tornar um profissional melhor

 

Ao longo da vida, somos, com frequência, estimulados a falar, a dar nossa opinião e afirmar nossas posições. O outro lado disso, e que é bem menos valorizado no dia a dia, é o valor de saber ouvir e de praticar a escuta ativa. Em um texto primoroso, Rubem Alves comenta que conhece muitos cursos de oratória, mas nenhum de “escutatória”. De fato, não somos ensinados a ouvir, e sim a falar. No dia a dia das empresas, porém, a “escutatória” é uma ferramenta essencial.

Não importa qual seja seu cargo em uma empresa, em seu cotidiano você precisa não somente falar, mas também escutar. Ao lidar com clientes, fornecedores, superiores hierárquicos e membros de sua equipe, você precisa exercer sua empatia e se colocar no lugar do outro para entender o que ele quer comunicar. Ao escutar essas pessoas, você não aprende mais somente sobre elas, mas também tem a oportunidade de se tornar um profissional melhor.

Receber feedback é, porém, extremamente desafiador, pois quando isso acontece nos expomos. Algumas barreiras nos impedem de ouvir o que o outro (líder, colaborador, fornecedor) tem a dizer: é difícil e desconfortável admitir nossas deficiências, temos a tendência de levar o feedback para o lado pessoal, temos uma percepção distorcida de nós mesmos e temos medo de abalar nosso status. Deveríamos considerar o feedback, porém, como uma oportunidade preciosa de nos reposicionarmos, corrigindo comportamentos indesejados que muitas vezes nem percebemos que temos.

Quando nos posicionamos de forma aberta, perceptiva e acolhedora em relação à percepção do outro, o feedback recebido passa a ter valor. Para aproveitarmos ao máximo essa oportunidade, é importante seguir alguns passos:

1 – Escute de forma ativa e cuidadosa: é natural ouvirmos e, ao mesmo tempo, pensarmos em uma resposta para o que está sendo dito. Em vez disso, esteja 100% focado em escutar o que está sendo dito, para compreender a mensagem inteira;

2 – Faça perguntas: o feedback sempre é uma oportunidade de melhoria. Assim, procure saber como é possível melhorar. Na opinião da pessoa que te deu o feedback, que ações você poderia tomar para corrigir seu comportamento ou para melhorar nos aspectos abordados?

3 – Não seja defensivo: o feedback não é uma guerra de egos, e sim uma valiosa chance de crescer. Em vez de assumir uma postura defensiva e se justificar pelos pontos apontados, procure descobrir formas diferentes de agir. O caminho para o crescimento não tem uma única trilha;

4 – Organize as informações: anote o feedback recebido. Colocar no papel as informações ajuda a torná-las mais claras;

5 – Reflita sobre o feedback: estabeleça um plano de ação para corrigir os pontos levantados e defina metas para as mudanças;

6 – Agradeça: quem te deu o feedback cedeu atenção, dedicação e tempo para fazer com que você se torne um profissional melhor. Agradeça a ele por essa oportunidade.

 

Quando você se posiciona de forma aberta, perceptiva e acolhedora em relação à percepção do outro, o feedback recebido constrói algo melhor. Esse é um processo que requer aprendizado e esforço. Como você tem se posicionado ao receber feedback?

 

O feedback é uma ferramenta essencial nas relações profissionais. No curso “Como dar e receber Feedback”, a professora Conceição Lacerda mostra como seu uso evita mal entendidos, alinha expectativas e gera equipes mais produtivas. Voltado a líderes, gestores, executivos, especialistas, analistas de empresas de todas as áreas de atuação e todos aqueles que gostariam de se comunicar de forma mais assertiva, o curso apresenta técnicas de como utilizar bem o feedback para melhorar a comunicação e o atingimento de metas. Confira mais detalhes AQUI.

 

Falar sozinho (em voz alta) pode ajudar no aprendizado

Na economia moderna, há poucas habilidades mais importantes do que a capacidade de aprender. As empresas podem pagar por treinamentos ou reembolsar cursos educacionais, mas a prática de adquirir habilidades dificilmente é ensinada

 

Quando o psicólogo Brian Ross, da University of Illinois, matriculou-se em um curso de ciência da computação, já fazia muito tempo que havia frequentado uma aula. Calvo e barbado, ele chamava atenção. Dez anos mais velho que seus colegas, Ross era, na visão dos outros estudantes, aquele cara. E estava apreensivo.

Mas ele tinha uma vantagem: Ross é pesquisador de aprendizado e está familiarizado com uma estratégia de aprendizagem eficaz, mas muitas vezes subestimada, conhecida como autoexplicação. A abordagem gira em torno de fazer perguntas explicativas como “O que isso significa? Por que isso é importante?” Realmente ajuda muito formulá-las em voz alta. Um estudo mostra que as pessoas que explicam ideias a si próprias aprendem quase três vezes mais do que as que não o fazem.

Para poder superar os colegas mais novos, Ross se fez muitas perguntas. Constantemente se questionava ao ler os textos distribuídos. Depois de cada parágrafo, após cada frase, perguntava: “O que acabei de ler? Como isso se encaixa? Já tinha visto essa ideia?”

Ao final do curso, Ross descobriu que, apesar de não ter experiência e não estar familiarizado com computadores, era tanto capaz de responder a muitas questões que os outros não conseguiam quanto de compreender programação de forma que os outros não compreendiam. “Às vezes eu levava vantagem”, disse-me ele. “Eu estava focado em uma perspectiva mais abrangente.”

Na economia moderna, há poucas habilidades mais importantes do que a capacidade de aprender. Em todo o mundo, a aprendizagem é altamente preditiva de ganhos futuros. As empresas podem pagar por treinamentos ou reembolsar cursos educacionais, mas a prática de adquirir habilidades dificilmente é ensinada.

Veja como empregar a autoexplicação em sua própria aprendizagem:

Fale sozinho. Falar consigo mesmo não é uma prática bem vista; murmurar para si mesmo, muitas vezes, parece sintoma de distúrbio mental. Não é aconselhável fazer isso em público, mas falar sozinho é crucial para a autoexplicação e, geralmente, ajuda no aprendizado. Por um lado, isso nos acalma — e quando o fazemos com mais deliberação, normalmente ganhamos mais com a experiência.

Falar sozinho também nos ajuda a refletir sobre nossos pensamentos. Quando estamos envolvidos em uma conversa conosco mesmos, geralmente nos propomos perguntas como: “Como saberei o que sei? O que acho difícil? Realmente estou a par desse assunto?” Se apertamos o botão de pausa ao ouvir um podcast ou paramos para refletir durante a leitura de um manual, desenvolvemos habilidades de forma mais eficaz refletindo sobre nossos pensamentos.

Pergunte por quê. A autoexplicação pode dar voz aos impulsos da curiosidade que talvez não sejam explorados de outra forma. Trata-se de fazer a pergunta: “Por quê?”. Se você conhecer bem o assunto, não será tão difícil responder a essa pergunta. Se eu lhe propuser uma questão sobre a cidade em que você cresceu, a resposta será dada sem dificuldades. É quando você não sabe algo que as perguntas começadas por ‘por que’ ficam mais difíceis e geram uma maneira de desenvolver uma área de conhecimento técnico.

Para mostrar como isso acontece, comecemos pela água. Vamos analisar uma pergunta como “Por que existem ondas?” Alguns de nós podem escapar dessa com uma resposta básica, talvez algo como: “Bem, ondas têm relação com o vento. Quando o vento sopra sobre a água, cria ondulações.”

Mas depois vem a continuação óbvia: “Por que o vento empurra a água?” ou “Por que existem ondas mesmo quando não há vento?” Nesse ponto, ficaremos sem resposta. Eu pelo menos ficarei, e então começarei a procurar algum tipo de resposta na internet, em textos sobre como a energia se move através da água. No final, terei aprendido muito.

Resuma. Resumir é uma maneira simples de começar com a autoexplicação, uma vez que o ato de falar uma ideia em nossas próprias palavras pode ajudar na aprendizagem.

É provável que você já tenha tido essa experiência durante a vida. Por exemplo, tente se lembrar de alguma ocasião em que você tenha lido uma matéria em uma revista e depois a detalhado para um colega. Essa é uma maneira de resumir — é mais provável que você tenha aprendido e retido informações depois de ter feito o resumo.

Para dar outro exemplo, imagine que, recentemente, você tenha escrito um e-mail descrevendo sua opinião sobre um documentário que viu na Netflix. Ao escrevê-lo, você desenvolveu a ideia e se engajou em uma forma mais direta de criação de sentido. No fim, em geral, você terá uma visão mais rica do filme e sua temática.

Você pode fazer isso com a própria vida. Da próxima vez que alguém — seu chefe, cônjuge, colega — lhe der várias instruções detalhadas, reserve um tempo para falar a si mesmo as diretrizes. Ao repetir tudo, você estará tomado medidas para resumir esse conhecimento, e é muito mais provável que se lembre das informações.

Faça conexões. Um dos benefícios da autoexplicação é que ajuda as pessoas a ver novas ligações e associações. Ver conexões é útil para melhorar a memória. Quando estamos nos explicando uma ideia, devemos tentar procurar conexões. Essa é uma das razões pelas quais os recursos mnemônicos funcionam. Somos mais capazes de lembrar as cores do arco-íris porque criamos uma ligação entre a primeira letra dos nomes das cores e o acrônimo VLAVAIV.

Quando detectamos ligações em uma área de especialização, conseguimos obter uma compreensão mais rica. Isso ajuda a explicar por que Brian Ross obteve tanto sucesso com a autoexplicação. Ao aprender sobre programação de computadores, tentou explicar ideias a si próprio baseando-se em diferentes palavras ou conceitos. “Muito do que se faz na autoexplicação é tentar realizar conexões,” Ross explicou. “Dizer a si mesmo, ‘Ah, entendi, isso funciona porque levou a isso, e este levou àquilo.’”

Essa técnica deve entrar no kit de ferramentas de aprendizagem dos trabalhadores hoje, já que a economia suscita novas demandas em fazer conexões e adotar novas ideias e habilidades. Randall Stephenson, CEO da AT&T, afirma que os trabalhadores da área de tecnologia precisam aprender on-line por pelo menos cinco horas por semana para não ultrapassados. Pode ser que eles prefiram usar essa técnica em um local reservado, onde não tenham vergonha de falar sozinhos.

Fonte: Harvard Business Review Brasil

Cinco conselhos da nova geração de empreendedores

Valorização da qualidade de vida e disposição de correr riscos guiam empreendedores e entusiastas

 

Recentemente, ao sair de uma palestra, recebi um pedido inusitado de um jovem empreendedor de uma startup. Ele me pediu um conselho. Estou na estrada há mais de 25 anos, mas pensei “quem sou eu para dar conselhos para alguém?” As redes sociais estão cheias de “conselheiros”: aparentemente, todo mundo sabe o que é melhor para a vida – do outro. Na minha visão, o conselho, bom ou ruim, indica um caminho a seguir. Então não, não vou dar um conselho, mas sim dividir algumas ideias, pensamentos, questões, pontos, valores que aprendi em minha trajetória, sobretudo com essa nova geração de empreendedores e entusiastas, e que espero que colaborem para a reflexão, para que cada um ache o seu caminho e seja feliz nele.

Não paute sua vida pelo dinheiro. Pode parecer até clichê ou utopia, mas nunca se valorizou tanto a qualidade de vida e a satisfação profissional em detrimento do salário no fim do mês. Fazer o que gosta tornou-se fundamental para chegar ao sucesso. Os exemplos estão por toda a parte. Inclusive aí, bem diante da sua tela. Mark Zuckerberg, fundador e CEO do Facebook, apontado pela revista Forbes como o terceiro homem mais rico do mundo, com uma fortuna avaliada em US$ 56 bilhões, enfrentou uma série de obstáculos e críticas de que “esse negócio não funcionaria”. Alguns anos e mais de um bilhão de usuários depois, provou que ser fiel a um objetivo de vida faz toda a diferença. “O propósito é o que gera a verdadeira felicidade”, disse Zuckerberg: “Nós temos de criar uma sociedade que meça o progresso a partir de quantos de nós têm um papel que realmente acreditamos ser relevante”.

Pense grande e não se preocupe em falhar, isso vai acontecer, inevitavelmente. A disposição de correr riscos também é um atributo das novas gerações. Ao contrário do conservadorismo de algumas empresas centenárias – que há décadas apostavam que um único produto de sucesso garantiria a perenidade e que acabaram sendo engolidas pelas novas demandas do consumidor conectado – os empreendedores de hoje não hesitam em mudar de estratégia rapidamente para salvar o negócio. De tão frequente, principalmente entre as startups, esse movimento ganhou até expressão própria: pivotar, derivado do inglês to pivot, que significa mudar ou girar em torno de um pivô. Em muitos casos, quando o produto ou serviço inicial não funciona, a empresa acaba descobrindo uma alternativa melhor, aprendendo com o erro.

Prefira o erro à omissão e assuma os riscos desta decisão. “O que me preocupa não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons”. Atribuída a Martin Luther King, essa frase aponta um sério problema da sociedade moderna: a omissão. Ou ficar em cima do muro, se preferir. Se eu ficar aqui quietinho, não arrumo encrenca… mas também não venço na vida e nem conquisto o que quero. Não seja essa pessoa! Tome partido nas coisas que são importantes para você, tenha posições claras e responsabilidade para lidar com as consequências.

Crie o produto ou serviço que vai matar o seu negócio. Antes que alguém o faça! Todos os grandes players do mercado mundial investem bilhões em pesquisa e inovação, tentando se superar e não dar brecha para a concorrência. No ambiente dinâmico de hoje, tendências mudam rápido e aquilo que era sucesso, amanhã está ultrapassado. A Sony se reinventou várias vezes ao lançar o walkman, depois o discman ou walkman CD, depois o NetMD, que permitia a transferência de músicas em MP3 ao ser conectado aos computadores via USB. Até se deparar com um fenômeno arrasador chamado Apple e seu iPod. Opa, era hora de pivotar! Como sabemos, a Sony continua sendo um forte ícone tecnológico, sinônimo de qualidade em uma infinidade de produtos eletrônicos.

Esteja sempre cercado de gênios. Ninguém é obrigado a saber tudo – e nem consegue. Pelo contrário, quem acha que sabe tudo demonstra sua ignorância. Gosto muito de uma frase do ator e roteirista americano Harold Ramis, que dizia: “Encontre a pessoa mais talentosa da sala e – caso não seja você – sente ao lado dela e tente ser útil”. Estar rodeado de gênios, seja entre os colegas ou em sua equipe, faz com que você esteja sempre em evolução, aprendendo coisas novas, se desafiando e, dessa forma, impulsionando os negócios. Eu tento sempre me sentar perto deles.

E, como dica bônus: Seja o protagonista da sua vida. Nenhum dos aprendizados anteriores seriam úteis se eu não tivesse percebido a tempo a importância de tomar as rédeas da minha própria vida. Se você não tem metas e não segue a dianteira para realizar o que quer, vai passar a vida ajudando outra pessoa a atingir seus objetivos. E deixar os sonhos pelo caminho.

A gente não para de aprender nunca e as melhores dicas podem vir de qualquer fonte, mesmo as mais inesperadas. Este foi o meu aprendizado desta semana. Refletindo sobre o tema deste artigo, perguntei ao meu filho, de brincadeira, que conselho ele me daria. Do alto da sabedoria de seus seis anos, me respondeu: “Faça o que você gosta”.

Funcionários devem escolher os valores de sua organização

Três tipos de valores que definem a cultura de uma empresa: os pessoais que movem aqueles que trabalham nela, os que são exigidos e incentivados dentro da organização, e aqueles que todos gostariam de ver nela

 

A maioria das grandes empresas tem uma lista de “valores” que, dizem, existe para guiar os negócios. Meritocracia, visão de dono, integridade e atenção ao cliente são algumas palavras recorrentes em paredes e páginas institucionais de companhias. Palavras como “burocracia” e “hierarquia forte” não costumam ser estampadas pelas próprias empresas – mas frequentemente aparecem entre os valores mais comuns das companhias em que o consultor e especialista em cultura organizacional Richard Barrett atua.

Valores representam, afinal, os comportamentos mais exigidos e recompensados em uma empresa. E não raro eles acabam se tornando entraves para o sucesso da organização, em especial em um mundo que exige mudanças cada vez mais rápidas. “Mas se alguém não os valorizasse, por que as pessoas se comportariam dessa forma?”, questiona Barrett.

Fundador da consultoria Barrett Values Centre, que há 20 anos oferece treinamento e certifica profissionais em ferramentas de diagnóstico e transformação cultural, Barrett é autor de nove livros e já foi professor visitante na escola de negócios da Universidade de Oxford e na HEC Paris. O britânico estará no Brasil em 24 e 25 de outubro, para o evento CLSummit, organizado pela consultoria Crescimentum, e conversou com o Valor por telefone.

Sobre as listas formais de valores de uma organização, Barrett considera que a pergunta mais importante está em quem os definiu. “Os funcionários precisam escolher esses valores. Se os líderes os escolherem, eles estarão completamente distantes da realidade, porque os executivos têm necessidades diferentes do resto do quadro – e você valoriza aquilo de que você precisa”, diz. A responsabilidade dos altos executivos está em definir uma visão e uma missão para a empresa, o que exige um perspectiva mais ampla da estratégia e da complexidade do negócio, diz o consultor.

Apenas ter palavras que indicam aspirações não é suficiente, no entanto. Para Barrett, é preciso listar comportamentos desejados que podem ser reconhecidos como exemplos desses valores, e incluí-los nas avaliações de desempenho. Só assim chega-se a um valor que com frequência aparece como faltante nas organizações em que Barrett atua: a responsabilização, muito usada na forma do jargão importado “accountability”.

Sua metodologia de transformação cultural, que ele já aplicou em centenas de empresas no Brasil nos últimos 12 anos, parte do pressuposto de que o primeiro passo para mudar os valores limitantes de uma organização é medi-los. Para isso, o melhor caminho também é ouvir os funcionários. “Você não pode administrar algo que você não consegue mensurar. As empresas não percebem que é possível medir a cultura”, diz.

Para isso, ele mapeia três tipos de valores que definem a cultura de uma empresa: os pessoais que movem aqueles que trabalham nela, os que são exigidos e incentivados dentro da organização, e aqueles que todos gostariam de ver nela. Na lacuna entre o que é praticado na organização e o que é desejado pela maioria das pessoas está o que Barrett chama de “entropia cultural”. “É o grau de disfunção dentro da organização, quanto maior essa distância, pior a empresa”, diz.

Como parte do processo, a companhia identifica os valores que mais inibem o comportamento positivo e, novamente com a ajuda dos funcionários divididos em grupos, identifica o caminho para implementar os valores que vão diminuir a presença dos limitantes. “Os dados costumam apontar como um laser para o que precisa ser consertado. A solução geralmente também já está lá, nos valores desejados que os funcionários escolhem”, afirma.

Ele destaca que é importante também avaliar essas informações em grupos, pois os funcionários têm necessidades diferentes de acordo com o momento de vida em que se encontram. “Os funcionários sabem o que fazem. Infelizmente a alta gestão as vezes acha que sabe tudo e tem o ego grande demais, e não percebe que eles precisam criar um ambiente em que os funcionários possam crescer para ter uma organização bem-sucedida.”

Para Barrett, o ego exacerbado da liderança de uma empresa costuma ser o maior entrave a mudanças culturais. “Eles pensam que tudo é sobre eles, e não sobre a organização, e acabam trazendo esses medos conscientes e inconscientes para o ambiente de trabalho”, diz. Em um cenário econômico que exige mudanças constantes das empresas, esse diagnóstico pode ser fatal. Mas Barrett reforça também a diferença entre uma empresa apenas mudar e se transformar.

A gestão da mudança acontece quando uma companhia acha um jeito mais eficiente de fazer a mesma coisa que sempre fez, diz o consultor. Transformar é achar outra maneira de ser e operar – isso só acontece quando há mudança na cultura. “Organizações não se transformam, as pessoas dentro dela se transformam. A cultura é a reflexão da consciência dos líderes. Então para transformar a cultura, ou os seus líderes mudam, ou você muda seus líderes”, diz.

Fonte: Valor Econômico

Saiba mais sobre esse tema AQUI.

Max Gehringer aponta o principal erro que pode travar a carreira

Em entrevista exclusiva, comentarista da CBN e do programa “Fantástico”, da Globo, analisa um problema que atrapalha a carreira de muitos brasileiros

 

Se existe uma pessoa que conhece bem as grandes (e pequenas) angústias da vida profissional do brasileiro, esse alguém é Max Gehringer.

Ao longo dos primeiros 13 anos como comentarista da rádio CBN, ele recebeu mais de 30 mil dúvidas dos ouvintes sobre gestão de carreira. Organizados em formato de lista, os questionamentos deram origem ao livro “Sua carreira direto ao ponto”, lançado este ano pela editora Benvirá.

Em entrevista exclusiva a EXAME, Gehringer diz que a principal dificuldade do brasileiro é aceitar o contraste entre a vivência na escola — mais permissiva e menos competitiva do que no passado — e a dura realidade do mercado de trabalho, marcada por pressões, hierarquia e disputa.

“A consequência tem sido a mudança constante de emprego, em busca do paraíso perdido”, explica o colunista do programa “Fantástico”, transmitido pela TV Globo.

Em um cenário de insatisfação, volatilidade e crise, construir uma carreira estável parece ser uma tarefa impossível — mas não é, segundo Gehringer. 

O segredo está em evitar o pior erro que você pode cometer ao longo da sua vida profissional: imaginar que o empregador irá se adaptar às suas necessidades, e não o contrário.

“Cada empresa tem as suas próprias regras, e entendê-las é o primeiro passo na construção da carreira”, diz o autor.

Outra tendência perigosa é confundir emprego — algo, por definição, temporário — com carreira, um bem permanente que pode, sim, ser estável.

Na entrevista abaixo, Gehringer explica como conquistar equilíbrio sem recair na estagnação, e ensina a navegar de forma segura por um mercado de trabalho cada vez mais complexo. Confira:

EXAME – No seu livro, o senhor responde a centenas de dúvidas reais sobre a vida profissional. Qual é a maior dificuldade do brasileiro quando o assunto é carreira?

Max Gehringer – Atualmente, a maior dificuldade é a adaptação a uma nova realidade. De duas décadas para cá, as escolas brasileiras se abrandaram bastante em termos de exigências. Não há mais competição, notas baixas não são divulgadas e nem impedem a progressão acadêmica. Os professores perderam muito da autoridade que tinham sobre os alunos.

Ao ingressar no mercado, o jovem encontra o avesso de tudo isso. Competitividade, hierarquia, pressão por resultados e comparação direta com colegas. A consequência tem sido a mudança constante de emprego, em busca do paraíso perdido.

O senhor já disse em entrevistas que não existe mais plano de carreira. O que aconteceu? As empresas não querem mais desenvolver futuros líderes?

Muitas empresas mantêm o processo de avaliação de desempenho, mas ele passou a ser focado no curto prazo. A definição clássica do plano de carreira era a do horizonte mais amplo, entre três a cinco anos. Esse modelo é que está em extinção. O desenvolvimento se dá a partir dos resultados práticos imediatos, e os futuros líderes se desenvolvem aprendendo e executando em tempo real.

A estabilidade virou algo cada vez mais raro no mercado de trabalho brasileiro. Esse ainda é um valor para a maioria dos profissionais?

Sim, a estabilidade e a segurança continuam a ser valores desejáveis para a maioria. Mas há três outros fatores que compõem o perfil do “empregado feliz”: remuneração adequada, oportunidades de carreira e bom ambiente de trabalho.

Se existe alguma empresa no Brasil capaz de oferecer essas quatro coisas ao mesmo tempo, eu nunca ouvi falar dela.

O empregado de empresas privadas do século XX era mais paciente ou mais conformado, e por isso arriscava menos. O do século XXI é mais imediatista e mais ambicioso, e por isso muda de emprego com mais frequência.

Qual é a consequência do encurtamento das passagens por cada empresa?

A rotatividade é o resultado de expectativas não preenchidas. A empresa não é o que o funcionário esperava, o chefe não é compreensivo, o ambiente não é bom, as oportunidades demoraram demais a surgir.

Entre continuar insistindo ou procurar outra empresa que possa ser mais adequada, a segunda opção parece mais lógica para a maioria.

Essas transições irão mostrar que não existem empresas perfeitas, algo que os antigos funcionários estáveis já desconfiavam, mas que os jovens estão agora preferindo aprender na prática.

Ainda é possível ter uma carreira estável, apesar do mau momento do mercado de trabalho?

É bom lembrar que a crise não fez o trabalho evaporar. O desempregado é uma exceção. Dolorosa, é verdade, mas que atinge a uma minoria. Neste momento, muitas carreiras estão em evolução, e futuros presidentes de empresas estão ingressando agora no mercado de trabalho.

Como sempre aconteceu e continuará a acontecer, alguns irão se destacar mais que outros, e receberão o devido reconhecimento profissional. As crises vão e vêm, mas a carreira continua com elas ou sem elas.

Como construir uma carreira estável, mas não estagnada?

A tendência a confundir emprego com carreira continua forte. Um emprego é sempre temporário, e pode ser encerrado a qualquer momento por uma decisão da empresa. Já uma carreira é permanente, e pertence ao profissional, e não à empresa em que ele está trabalhando.

Investir na carreira é fazer por conta própria cursos que o trabalho atual não exige, é criar um círculo de contatos que possam ser úteis no futuro, é extrair o melhor do emprego presente para ser reconhecido pelo mercado como um profissional competente e desejável. A estagnação costuma ocorrer quando alguém acredita que está tranquilo e não precisa mais investir em si mesmo.

Qual é o principal erro estratégico que costuma travar a ascensão profissional?

Imaginar que a empresa irá se adaptar ao empregado, e não o contrário. Nenhum empregado é contratado por uma empresa para ser um sucesso.

Todos são contratados porque há um trabalho a ser feito, e aqueles que melhor se desempenharem irão, no devido tempo, receber trabalhos mais desafiadores e promoções. Cada empresa tem suas próprias regras, e entendê-las é o primeiro passo na construção da carreira.

Fonte: Exame

6 conceitos que as pessoas de sucesso têm em mente diariamente

Conheça uma lista de ideias que as pessoas de sucesso têm e a partir das quais você pode alcançar o sucesso mais rápido

 

Todo profissional almeja alcançar o sucesso financeiro em sua carreira. E entre os aprendizados do dia a dia, ter uma mentalidade focada em liderança e proatividade pode fazer toda a diferença para se desenvolver e ser um melhor funcionário, chefe ou líder.

Ao Inc, a consultora de carreira Lolly Daskal elaborou uma lista de ideias que as pessoas de sucesso têm em mente todos os dias. É fácil descartá-los porque podem passar despercebidos. Mas a partir deles você pode melhorar alguns aspectos da sua vida pessoal e profissional e alcançar o sucesso mais rápido.

Confira:

1. Tenha atitude

O primeiro passo para alcançar o sucesso é ter atitude. Esperar alguma mudança acontecer, não vai ajudar você em nada. Mude sua mentalidade e não se acomode com a sua situação no trabalho. Busque desafios e novos projetos para ganhar oportunidades de crescimento.

2. Respeito é para todos

Trate as pessoas como você quer ser tratado e tenha respeito mesmo com quem você acredita que não merece. Como você trata os outros não é um reflexo do caráter deles, mas sim do seu.

3. Tente fazer a diferença todos os dias

Não há segredo para o sucesso, mas é possível encontrar maneiras de agregar valor à vida das pessoas. Tenha atitudes que façam a diferença, seja proativo e esteja disposto a se entregar para sua função no trabalho todos os dias. Você deve agregar valor ao seu trabalho e às suas atitudes para que você seja uma peça importante na empresa ou em qualquer ambiente.

4. Concentre sua atenção no que é importante

Saiba para onde direcionar seu tempo, energia e atenção. Ter prioridades é essencial para cumprir suas tarefas e responsabilidades. Não adianta tentar fazer milhares de coisas ao mesmo tempo, se não conseguir dar conta de tudo.

5. Goste do que você faz

Se você não gosta do seu trabalho e não se sente bem no seu local de trabalho, o sucesso não vai chegar. É realmente simples. Quando você gosta do que faz, se dedica mais, se sente bem desenvolvendo aquilo e trabalhar deixa de ser um peso. Em consequência, as chances de alcançar o sucesso serão mais altas.

6. Todo mundo tem algo a ensinar

Todo mundo que você conhece sabe algo que você não tem conhecimento. Aprender coisas novas é a melhor coisa que você pode adquirir. Seja humilde, as pessoas têm muito a oferecer em momentos que você menos espera. Esteja aberto para novas lições e aprendizados todos os dias. Além disso, crie uma rede de networking com especialistas e pessoas de sucesso.

Fonte: Newtrade

Use a tecnologia para impulsionar seu crescimento profissional

Cursos à distância são uma forma eficiente, de baixo custo e alto impacto para aumentar sua empregabilidade

 

A tecnologia está presente em todos os aspectos de nossas vidas. Normalmente, olhar o celular é a primeira coisa que fazemos após acordar e a última antes de dormir. Segundo estudos da Apple e do fabricante de aplicativos Locket, as pessoas desbloqueiam o celular entre 80 e 110 vezes por dia, para todo tipo de atividade: acessar as redes sociais, tirar fotos, checar e-mails, enviar mensagens e até mesmo fazer ligações (!).

Com a presença constante dos celulares, muda a forma como nos relacionamos com pessoas, marcas, produtos e serviços. Qual foi a última vez em que você foi ao banco? E quando você consultou seu saldo pelo celular? Com frequência, as pessoas escolhem um restaurante para ir depois de consultar a opinião de outras pessoas em aplicativos ou sites. Hoje, quase tudo pode ser feito a partir do smartphone.

Inclusive estudar.

O setor de ensino tem utilizado cursos online (EAD) como uma forma mais barata, rápida e acessível de levar conhecimento aos alunos. Afinal, o EAD elimina a necessidade de você se dirigir a algum lugar, depois de um dia cansativo de trabalho, para investir algumas horas em aulas que, tradicionalmente, são palestras de professores, com pouca interação. Essa é mais uma área em que o smartphone ganha presença, com diversas vantagens:

– estude em qualquer lugar – no trânsito, em um intervalo no almoço, na sala de espera do médico: esteja onde estiver, é possível aproveitar melhor o tempo com uma atividade produtiva, que trará resultados em sua vida profissional;

– estude somente o que precisa ou deseja – é normal que, em cursos tradicionais, você passe muito tempo em atividades que não têm ligação direta com seu momento atual ou suas expectativas profissionais. Cursos online têm a flexibilidade de entregar somente o conteúdo necessário para aquele momento;

adapte o curso às suas necessidades – você pode dedicar uma hora por dia? Trinta minutos? Menos? Não importa, é possível, a partir de diversos cursos de pequena duração, receber conteúdo que se adapta à sua disponibilidade de tempo;

tenha simplicidade no uso – sem baixar aplicativos que ocupam espaço no celular, e a partir de cursos que levam em conta a possibilidade de serem acessados por todo tipo de conexão, cursos online consomem pouca quantidade de dados e estão disponíveis em qualquer dispositivo, em qualquer horário;

monitore seu aprendizado – cursos online permitem acompanhar o que já foi estudado e voltar a esse conteúdo sempre que necessário;

tenha interatividade – o conteúdo dos bons cursos online não se limita a levar para o celular o conteúdo das aulas tradicionais: em vez disso, usa a riqueza dos recursos do celular para ensinar de forma mais prática, rápida, interativa e atraente.

 

Como resultado, você otimiza seu tempo, ganha produtividade em seus estudos e consegue crescer profissionalmente mais rápido. Você verá resultados e sua carreira irá avançar.

 

Quer saber mais? Confira os cursos oferecidos pela Évolus e esteja alinhado ao que há de mais moderno em educação digital.

O poder da automotivação – Olhe para dentro de você e veja o verdadeiro poder

Confira as melhores alternativas para aumentar sua confiança no ambiente de trabalho

 

Dentro do ambiente de trabalho, uma das características mais importantes para o desempenho correto é o foco. Em locais estressantes ou desanimadores, manter a disciplina e a concentração pode ser um desafio constante na rotina. Portanto, todo profissional deve conhecer a importância e a eficácia da automotivação. Além de se motivar, que introduz o empregado no quesito de “se mover”, ou seja, sair da sua zona de conforto e produzir algo, a automotivação aponta para um caminho mais profundo, significando “avanço”. Não basta seguir uma direção, é necessário trilhar esse caminho para encontrar os benefícios que o desenvolvimento pessoal pode trazer.

A principal ferramenta para se automotivar é confiar no seu talento e desempenho. É importante não confundir automotivação com arrogância. A primeira é um mecanismo para fortalecer suas capacidades. Já a segunda é um comportamento nocivo, que prejudica o seu trabalho e o dos colegas ao seu redor. Lembre-se de que iniciativa e determinação compõem o sentido da automotivação. Com isso em mente, confira as melhores alternativas para aumentar sua confiança no ambiente de trabalho:

Disciplina e Foco

Não deixe que problemas ou sons externos atrapalhem o desenvolvimento das suas atividades. Crie uma barreira invisível em torno do seu objetivo e foque nos métodos que te levarão a cumprir seu objetivo. Cabe a você cumprir suas metas e alcançar o rendimento esperado, principalmente em regimes home office, onde a distração é ainda mais tentadora. 

Aperfeiçoamento

O mercado sempre pede profissionais com mais conteúdo para agregar à empresa. Não deixe que sua carreira fique estagnada e continue sempre se aprimorando com cursos, palestras e workshops. Desta forma, você não apenas terá mais espaço no mercado como também irá dispor de mais ferramentas para ser útil na sua função.

Metas

Não adianta traçar metas impossíveis ou com prazos muito curtos. Conheça suas capacidades e as explore buscando sempre o máximo de desempenho, mas pautado em situações plausíveis. Tenha sempre em mente que o planejamento deve ser cumprido. Cada tarefa bem sucedida irá aumentar sua satisfação pessoal.

Relações interpessoais

Não permitir que as conversas de escritório atrapalhem seu rendimento é importante. No entanto, é necessário cultivar os relacionamentos no trabalho nos horários possíveis. Isso favorece o ambiente saudável e o sentimento de união dentro da equipe.

Equilíbrio

É importante aproveitar o tempo livre que você possui, seja com familiares, amigos ou cônjuges. Dessa forma, você conseguirá ter um equilíbrio mental para saber o que é o trabalho e o que é a diversão, podendo assim focar e aproveitar essas duas vertentes da melhor forma possível. Sempre lembre que é importante ter uma base emocional para superar desafios e eventuais fracassos na carreira, possibilitando assim restaurar o que deu errado.

A parte mais interessante da automotivação é o reconhecimento que você passa a enxergar em si mesmo. Deste modo, você poderá visualizar quais são as suas melhores qualidades e aperfeiçoá-las, do mesmo modo que terá mais foco para intensificar as capacidades que não se encontram no nível desejado.

Rui Mesquita é Diretor Executivo do Instituto Mesquita Coaching, apresentador do programa Liderando, Coach Profissional, Vendedor, Professor, Escritor e Palestrante com experiência de 15 anos atuando em business. É especialista em comportamento humano, gestão de vendas, negociação, formação e desenvolvimento de líderes, treinamentos para vendedores, atendimento a clientes, formação de equipes de vendas, gestão e desenvolvimento de pessoas, gerenciamento de processos e gestão empresarial.

Fonte: Venda Mais

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Como esquecer do trabalho quando você não está nele

Quantas vezes você já se pegou pensando em um projeto ou buscando uma solução no meio do jantar com os amigos? Eis a solução

 

Quando foi a última vez que você conseguiu “fugir” do trabalho?

Não se trata de desaparecer da sua mesa no meio da tarde ou enganar a chefia dizendo que estava resolvendo “pendências” fora do escritório, quando de fato estava indo ao médico. O conceito aqui é outro: não pensar no trabalho, não se preocupar com o que está acontecendo e não ter aquela sensação de que “deveria ter resolvido isso”, enquanto se preparar para ir ao cinema ou durante o jantar.

A maioria dos profissionais tem consciência de que “desligar” do trabalho traz benefícios importantes, como uma perspectiva nova e “descansada”, abrindo espaço para encontrar soluções mais criativas, eficientes e produtivas.

É claro que falar, em geral, é mais fácil do que fazer. Levar trabalho para casa ou responder e-mails e recados de WhatsApp são comuns. Pior: perto do prazo final, há quem sonhe (ou melhor, tenha pesadelos) com trabalho.

Para garantir que o seu cérebro fique mesmo longe do escritório, eis algumas dicas compiladas por Art Markman, PHD em psicologia pela Universidade do Texas, em artigo para a Harvard Business Review:

Concentre-se no que você vai fazer (fora do trabalho)
Muitas pessoas sentem dificuldade em mudar seu comportamento porque colocam seu foco no que NÃO estão fazendo, em lugar do que deveriam fazer agora. Para tanto, é preciso condicionar seu cérebro a “parar” toda vez que sentir que está começando a pensar nas tarefas inacabadas. O foco deve estar no que estiver fazendo no momento. Em outras palavras, esteja presente.

Se a dificuldade está em fazer isso, então planeje o que fazer nessa horas livres. Crie um cronograma de ações (o que fazer, com quem, quando etc) para preencher seu tempo no final de semana. Com isso, você vai criar um hábito e seu sistema entenderá mais facilmente que essa atividade não tem nada a ver com trabalho. Seja organizar um piquenique ou aceitar um trabalho voluntário, seu cérebro vai se adaptar ao novo modelo, sem se perder em confabulações — e você poderá aproveitar a situação para desenvolver um projeto pessoal.

O que fazer quando se pegar pensando em trabalho
Uma maneira de lidar com os tais “pensamentos intrusivos” é ter um plano pronto para ocupar sua mente, como ler um livro, montar um quebra-cabeças ou ligar para um amigo. Agora, se há algum projeto para o qual você realmente precisa encontrar uma solução e a cada cinco minutos você se pega pensando no assunto, então o melhor é deixar um caderno por perto. Por que papel quando se pode usar o celular? Porque assim você evita o risco de ficar conferindo a cada momento o que os colegas estão fazendo (se estão trabalhando trabalhando, se alguém tem dúvidas). O ideal é estipular uma janela de tempo, como dez ou 15 minutos, para escrever tudo o que está na sua cabeça. E se sentir necessidade de desabafar, essa também é sua chance.

Mude o ambiente ao redor para apoiar seu novo hábito
Da mesma forma que um fumante não sente qualquer incentivo em largar o fumo sabendo que há um maço de cigarros no armário, uma pessoa que quer estabelecer uma relação mais saudável entre trabalho e vida pessoal não deve deixar o computador e o celular ligados o tempo inteiro.

Sim, estamos falando em DESLIGAR o celular. De acordo com a ciência comportamental, uma das maneiras de evitar o trabalho longe do escritório é tornar seu acesso mais difícil. Se toda vez que tiver que checar uma coisa, você tiver de ligar o celular, vai pensar duas vezes antes de fazê-lo.

Crie um espaço em sua casa que tenha características relaxantes, no qual não vai pensar no trabalho. Esse local ficará “marcado” por atividades como yoga, ler um livro ou meditar. Quanto mais associar o lugar a “não trabalhar”, mais facilidade sentirá em não pensar no trabalho.

Ficar longe do trabalho não é o fim do mundo
Para os mais ansiosos, a perspectiva de se afastar dos problemas do trabalho parece além de suas forças. A sensação de que ao desligar o celular, algo ruim pode acontecer, um e-mail importante pode ser visto tarde demais podem elevar os níveis de ansiedade. Nesse caso, as terapias comportamentais podem ajudar: ao se expor a uma situação assustadora, a pessoa aprende gradativamente a lidar com a situação.

Para começar, estabeleça um período de tempo em que não vai ler seus e-mails no seu tempo livre. Das sete ou oito horas de sono, vá acrescentando uma hora diária nos dias de folga a cada semana. Ou seja, se antes lia os e-mails assim que acordava, passe a fazer isso após tomar o café da manhã. Na semana seguinte, duas horas após acordar e assim por diante até passar um domingo inteiro sem olhar para as mensagens. Com isso, a probabilidade de que você retornará na segunda-feira com mais energia, disposição e ideias claras só tende a aumentar.

Fonte: Época Negócios

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8 dicas de comportamento e atitudes para você se dar bem no trabalho

Em apenas quatro segundos, uma pessoa forma sua primeira impressão sobre nós, seja ela positiva ou não. Portanto, cuide da sua imagem!

A postura profissional é um conjunto de atitudes e comportamentos pelos quais somos observados todos os dias por nossos superiores, colegas e clientes.  Tudo o que faz parte da nossa imagem é levado em conta, seja nossa forma de vestir, de agir, de se relacionar com as pessoas e, até mesmo, o jeito como nos expressamos.

E tem mais:  em apenas QUATRO segundos, uma pessoa forma sua primeira impressão sobe a gente, seja ela positiva ou não. Portanto, cuidar da nossa imagem é essencial para manutenção da nossa postura profissional.

Confira, a seguir, 8 dicas de comportamentos e atitudes que devem ser observados no seu dia a dia e mantenha sua credibilidade em alta!

1. Controle suas emoções e reações. Recebeu um feedback não muito bom ou algum cliente ou colega gritou com você em público? Respire fundo, domine suas emoções e, se for necessário responder, o faça de forma simples e calma. Enquanto respira, ganhe tempo para pensar numa forma de não se desgastar nem se expor.

2. Vista-se de acordo com o ambiente que você frequenta. Discrição e bom senso devem ser regras no momento em que você escolhe o que vestir para encarar um dia de trabalho. E se usa uniforme, mantenha-o impecável, afinal, você representa a imagem de sua empresa, faça-o com respeito e atenção.

3. Não fale mal da empresa, seja para colegas, clientes ou, até mesmo, nas redes sociais. Fazer fofocas ou comentários negativos perante clientes ou colegas é ruim apenas para sua imagem. Tem alguma queixa? O melhor a fazer é procurar seu superior para resolver o que te incomoda!

4. Evite conversar alto demais ou dar gargalhadas, pois isso pode atrapalhar os colegas ou constranger clientes, além de possibilitar que alguém se ofenda, achando que você está tirando sarro de algo que ela não percebeu.

5. Fique sempre atento às regras básicas da língua portuguesa, seja quando estiver falando ou escrevendo um e-mail, preenchendo um cadastro ou relatório. Também evite falar palavrões ou gírias, pois esse tipo de atitude pode demonstrar falta de atenção da sua parte.

6. Quem não gosta de uma piadinha para deixar o dia mais leve, não é mesmo? Mas é importante saber identificar quais brincadeiras são saudáveis, o momento certo de fazê-las e, claro, se o seu interlocutor vai receber bem tal comentário, para evitar constrangimentos.

7. Pontualidade é essencial! É claro que todos temos problemas, ora com transporte público, um médico que atrasa a consulta, um acidente que trava ainda mais o trânsito. Faça o possível para manter seus compromissos, pois, ao fazer do atraso uma atitude constante, você acaba perdendo credibilidade.

8. Mantenha uma postura positiva! É normal que tenhamos problemas, mas o que faz a diferença é a forma como a gente encara isso e, também, como buscamos resolvê-los. Afaste-se de pessoas com pensamentos negativos. O seu caminho estará livre para ocupar cada vez mais o espaço que merece!


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