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Alimentos: a qualidade está nos detalhes!

O armazenamento, manuseio e preservação dos alimentos é um dos aspectos mais importantes para o sucesso de operações de food service. Confira!

Garantir a qualidade da alimentação servida a seus clientes é um ponto fundamental para o sucesso. Em um ambiente de concorrência acirrada, atingir a excelência na higiene e manipulação, nas técnicas de preparo e no armazenamento e transporte correto gera uma vantagem real na disputa por clientes cada vez mais exigentes.

Cuidar da integridade dos alimentos é essencial para o sucesso de sua empresa

No Brasil, a segurança alimentar significa garantir produtos de qualidade, em quantidade suficiente, com base em práticas saudáveis. Em restaurantes, bares, padarias, confeitarias, áreas de alimentação de supermercados e outras operações de food service, diversos aspectos legais e técnicos que asseguram que os alimentos estejam prontos para o consumo e não causem surpresas desagradáveis ao consumidor (incluindo problemas de saúde). A resolução RDC 216/04, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), criou uma série de normas a respeito de como cuidar do local de trabalho, manusear os produtos, prepará-los com higiene e transportá-los. Prezar pela integridade dos alimentos é essencial para o sucesso de sua empresa.

A Évolus Educação Digital acaba de lançar o curso “Como higienizar e manipular alimentos”, com a nutricionista Luciana Abreu, mostrando os pontos essenciais para quem quer oferecer alimentos seguros e livres de contaminação e, assim, ter sucesso no setor de alimentação.

Mas por onde começar? A própria resolução RDC 216/04 é um bom ponto de partida, pois define uma série de parâmetros para o manuseio de alimentos. Cursos como o da Évolus também ensinam todos os passos para garantir a qualidade alimentar. Além disso, algumas regras básicas já habitam nosso inconsciente coletivo, como tomar banho diariamente, lavar sempre as mãos antes e depois de manipular alimentos e manter as unhas limpas e curtas.

Dicas importantes para manipular alimentos

Além dos aspectos definidos pela Anvisa, existem algumas técnicas e dicas importantes para ajudar você em sua busca pela segurança dos alimentos:

1 – Garanta a limpeza e higiene diárias do local de trabalho, mas tenha cuidado: é importante manter tudo limpo, mas não a qualquer custo. Não se pode fazer a limpeza durante o momento de manipulação, por riscos de contaminação química. O produto mais indicado para limpeza de bancadas, por exemplo, é o álcool 70%. E evite o uso de lãs de aço, que podem soltar fragmentos.

2 – Nunca deixe lixeiras em cima da pia e perto de onde estão os alimentos: o local ideal é sempre fora do ambiente de manipulação e sempre lixeiras com tampa, para evitar a presença de insetos e roedores.

3 – Cuidado com a contaminação física: é bastante comum, infelizmente, encontrar itens indesejados nos alimentos. Por isso, todo cuidado é pouco. O uso da touca, mesmo para pessoas de cabelos curtos, é mandatório. Não se deve usar brincos, correntes, piercings, anéis, cílios postiços etc ao manipular os produtos.

4 – Evite contaminação cruzada (ou seja, quando alimentos contaminados, normalmente crus, se combinam indevidamente com outro item pronto a ser consumido): na geladeira, embale todos os produtos para que um não contamine o outro. Também nunca divida o mesmo utensílio com alimentos diferentes. Exemplo: usar a mesma tábua para cortar carnes cruas e saladas.

5 – Não use água para acelerar o processo de descongelamento: além de desperdiçar água, essa forma de descongelar é perigosa. Se a água estiver contaminada e em contato com o alimento, ele é afetado. Até embalado, não se recomenda, porque a água pode entrar por furos na embalagem que você não vê.

6 – Lave verdadeiramente as mãos: não basta passar sabão nas palmas das mãos e enxaguar. É preciso higienizar a mão completamente: na parte de cima, entre os dedos e também todo o antebraço. Para garantir unhas limpas, use uma escovinha.

7 – Cuidados extras para evitar contaminações: parece óbvio, mas não custa lembrar… não fale, cante ou tussa sobre os alimentos. Não mexa nos cabelos e nem enxugue o suor com as mãos durante a manipulação. Use o bom senso e pense sempre nas boas práticas.

Existem muitos outros pontos que devem ser levados em conta no armazenamento, conservação, transporte e manuseio de alimentos. Com a expansão das áreas de alimentação em supermercados, shopping centers e outros formatos de varejo, aumenta cada vez mais a importância de conhecer a fundo as boas práticas do setor. Alta qualidade na operação de um restaurante, bar ou de uma área dedicada à preparação em um varejista depende, em primeiro lugar, de preservar a qualidade dos produtos. A chave para o sucesso está nos detalhes!

Quer saber mais sobre as boas práticas de manuseio e gestão de alimentos no varejo? A Évolus Educação Digital oferece o curso “Como higienizar e manipular alimentos”, apresentando os pontos essenciais para quem quer ter sucesso no setor de alimentação. Não perca!

Você quer ser informado quando novos cursos forem lançados? Clique aqui para acompanhar nossas novidades!

Como o EAD pode aumentar a produtividade dos colaboradores no varejo?

EAD acelera distribuição de conhecimento, acompanha a agilidade do varejo e capacita equipes para satisfazer seus clientes

A Educação a Distância (EAD) vem crescendo em ritmo acelerado no País. Dados do último Censo da Educação Superior, por exemplo, mostram que o crescimento no número de matrículas em cursos EAD é 50% maior que o de cursos presenciais. Cerca de 17% dos 8,2 milhões de estudantes matriculados em cursos superiores no Brasil estão fazendo uma graduação a distância. Em pouco mais de dez anos, o número de estudantes subiu de 50 mil para mais de 1,3 milhão.

No mercado corporativo, os cursos EAD estão ganhando ainda mais força, já que essa modalidade de ensino é viável para empresas de todos os tamanhos e oferece grandes vantagens tanto para a empresa quanto para os colaboradores:

  • É mais prático: especialmente nas grandes cidades, em que o trânsito é um problema, cursos EAD permitem que alunos e tutores otimizem seu tempo;
  • É adaptável a cada aluno: plataformas online permitem a personalização do conteúdo do curso para cada aluno;
  • Acompanha o ritmo de desenvolvimento do aluno: não entendeu parte da aula e precisa rever o conteúdo? Basta dar um play na aula novamente. No ensino presencial, é preciso acompanhar um determinado ritmo dado pelo professor ou torcer para que ele explique novamente;
  • É mensurável: como medir o impacto de um treinamento presencial na mudança de comportamento de centenas de profissionais? Pelo EAD, a absorção do conteúdo pode ser verificada de forma mais efetiva do que pelos meios convencionais.

 

Com a chegada das novas gerações ao mercado de trabalho, é preciso mudar a forma de comunicação com os colaboradores. Trata-se de um público que busca interatividade e independência em tudo o que faz, valoriza o “faça você mesmo” e tem facilidade com o uso de tecnologia. Ferramentas EAD, especialmente baseadas nos smartphones (mobile first), atendem à demanda por interação e liberdade e aumentam ainda mais a praticidade na distribuição do ensino. Afinal, existem hoje 133 celulares para cada 100 brasileiros: o celular é companheiro inseparável no dia a dia e pode, por isso, ser uma ferramenta importante para treinar as equipes no seu deslocamento entre casa e trabalho, nos intervalos, ou seja, quando e onde ele quiser.

EAD não é a digitalização dos cursos presenciais

Um engano comum no início da expansão do EAD no Brasil foi a tentativa de usar uma nova tecnologia para ensinar da mesma forma. Treinamentos convencionais não funcionam no meio digital. Por isso, empresas líderes no setor utilizam princípios pedagógicos como a andragogia, o design instrucional e o edutainment (educação + entretenimento) para desenvolver conteúdos altamente engajadores, muitas vezes divididos em pílulas de conhecimento que podem ser absorvidas rapidamente pelos alunos e aproveitadas imediatamente em suas atividades.

Os melhores cursos EAD também aproveitam as funcionalidades dos celulares para entregar conteúdos mais ricos, multiplataforma, com áudio, vídeo, quizzes e games que aprofundam o conhecimento de uma forma mais interessante e eficaz.

Acelere a qualificação das equipes!

Projetos EAD são mais baratos e eficientes do que cursos presenciais, uma vez que é possível treinar grandes turmas simultaneamente (sem as limitações logísticas, de local e de transporte de um treinamento presencial) e é possível medir imediatamente o resultado do treinamento.

Além disso, em setores que atuam em alta velocidade, como o varejo, muitas vezes é preciso que um grande número de colaboradores, em várias localidades, receba a informação ao mesmo tempo (para um treinamento sobre um novo produto, por exemplo). O EAD reduz muito os custos desse tipo de ação e amplia sua eficiência. O resultado se sente no bolso, com a economia na capacitação, o aumento das vendas e da satisfação dos clientes.

Você quer melhorar a produtividade de suas equipes e aumentar as vendas? Conheça as soluções de educação digital da Évolus e capacite seus colaboradores. Fale com a gente!

5 cursos online que podem te levar mais longe em sua carreira no varejo

A maior ambição de qualquer profissional é evoluir no seu trabalho. É olhar para sua trajetória e saber que você está construindo uma carreira e que, sim, conseguiu aproveitar as oportunidades de crescimento.

Hoje em dia, no entanto, a própria rotina é inimiga dessa ambição. As novas dinâmicas de trabalho podem complicar a vida do profissional que busca se capacitar, tanto no quesito tempo ou mesmo dinheiro. Então… as esperanças estão perdidas?

É claro que não. Junto com a evolução da tecnologia, várias questões envolvendo a educação foram aprimoradas e outras soluções inovadoras foram criadas. É o caso do EAD, ensino à distância.

Segundo matéria da revista Exame, já em 2013 um terço dos alunos matriculados em ensino superior no Brasil estavam em cursos online. “O aluno optante por essa categoria conta com inúmeras vantagens, como a comodidade de estudar em casa sem correr riscos ao pegar trânsito, a flexibilidade de estudar a hora que quiser, sem contar na especificidade dos cursos disponíveis, a qualidade dos cursos é outro diferencial, e é claro, o preço acessível, além do investimento ser de baixo custo em relação aos cursos presenciais, outras despesas deixam de existir, como as de alimentação, transporte e afins.”

Quer conhecer um pouco mais sobre o assunto? Então vem com a gente aprender como os cursos online podem — e vão — te ajudar na sua capacitação e fazer você crescer profissionalmente.

Cursos online essenciais para projetar um futuro brilhante na sua carreira no varejo

É claro que são muitas as opções disponíveis no mercado e que podem ajudá-lo a dominar habilidades especiais ou novos, e importantes, conhecimentos. Aqui, falaremos um pouco mais sobre capacitação por meio de cursos online para profissionais do varejo.

Dos conceitos básicos e vitais de um bom atendimento até seus recursos de fala, nossa missão é indicar caminhos para que você seja um profissional completo e desejado pelas empresas desse segmento. Vamos lá?

1# Novos clientes exigem novos métodos de venda

Junto de toda essa constante revolução nas tecnologias ou nos processos, há outra mudança vital: no comportamento das pessoas. Isso gera um grande impacto nas vendas, pois os hábitos mudam e, com eles, as necessidades dos clientes.

Que tal ficar por dentro de todas essas mudanças e, de quebra, aprender como abordar, se comunicar e inspirar este novo cliente? Por que é só assim que se vende para ele.

Se você ficou curioso, clique aqui para conhecer o curso de Évolus, “Como vender para o novo cliente” e ter insights completos sobre o tema.

2# Que tal praticar um pouco mais a sua “pronunciation”?

O inglês é, indiscutivelmente, a língua dos negócios. Além disso, é também o idioma de quem busca mais oportunidades e que pretende atender bem o cliente — vai que é um estrangeiro? Você sabe como se dirigir a ele, sanar suas dúvidas e concretizar mais uma venda?

São questões que aparentam ser rasas, mas é exatamente onde a capacitação mora: estar qualificado em áreas que seus concorrentes nem pensariam em estar. Além de todo mérito profissional, o inglês pode ajudá-lo demais no seu dia a dia e também em viagens.

Existem milhares de cursos online pela internet, só basta achar qual se encaixa no seu gosto e no seu bolso!

Confira algumas dicas bem interessantes de cursos online nesta matéria do Techtudo!

3# A gestão de feedbacks é mais importante que aparenta

Você, que está lendo isso, é um líder de setor? Então temos uma recomendação especial para você: aprender a receber e dar um feedback. Essa é uma habilidade que exige muito tato do líder e destreza na escolha das palavras.

Afinal, com um bom feedback (seja ele de melhoria ou de elogio), você pode engajar ainda mais a sua equipe e preparar os colaboradores para evoluírem na empresa.

Interessou? Confira o curso de Évolus, “Como dar e receber feedback” para entender mais sobre como essa é a capacitação certa para uma melhor liderança.

4# Já notou como você fala?

É a oratória que serve de meio para seu maior objetivo: a venda. Mesmo na propaganda impressa, a oratória está lá. Na loja, cara a cara com o cliente, essa relação toma uma proporção muito maior e importante, pois além da venda, é nessa hora que você pode conquistar a confiança do cliente e fidelizá-lo com seu atendimento.

Aprender o básico do discurso e outros macetes da argumentação pode fazer suas habilidades de vendedor serem muito desejadas pelas empresas de varejo. Na internet, é possível encontrar cursos online sobre o assunto, que dão uma ótima imersão nos truques da fala e como dominá-los.

5# E como você se comporta no trabalho?

Você sabia que é preciso apenas 4 segundos para que as pessoas formem a primeira impressão a seu respeito? Imagina o impacto que isso tem na sua relação com o cliente? Deu para entender que estar preparado para realizar seu atendimento é muito mais que uma questão de saber vender.

São vários os detalhes que compõe o sucesso de uma venda. Como o vendedor se comporta é um deles. Você têm dado atenção a isso? Aprender sobre o tema pode melhorar demais sua postura, a forma de lidar com o outro e influenciar diretamente nos seus resultados como vendedor.

E então, é isso que falta para você deslanchar na sua carreira? Conheça mais um dos cursos online da Évolus, “Como se comportar no ambiente de trabalho” e aproveite.

Entendeu como os cursos online podem ser de grande ajudar para turbinar sua carreira no varejo? Além disso, são geralmente compostos de aulas dinâmicas, portáteis e projetadas para sua rotina.

Ficou interessado em saber um pouco mais? Conheça os cursos da Évolus!

6 formas de parecer mais seguro durante uma apresentação

Alguns anos atrás, eu e meus colegas fomos convidados para tentar prever os resultados de uma competição de startups em Viena, na qual 2.500 empreendedores de tecnologia estavam competindo para ganhar milhares de euros em recursos. Observamos cada apresentação, mas em vez de prestar atenção nas ideias que os empresários lançavam, nos concentrávamos na linguagem corporal e nas microexpressões dos juízes à medida que as escutavam.

Demos nosso palpite de quem ganharia antes que os vencedores fossem anunciados e, assim que nós e o público ficamos sabendo dos resultados, descobrimos: havíamos acertado em cheio e estragado a surpresa.

Dois anos depois fomos convidados para o mesmo evento, mas, dessa vez, em vez de analisar os juízes, observamos os concorrentes. Nossa tarefa não consistia em adivinhar os vencedores, mas em averiguar como a comunicação não verbal dos apresentadores contribuiu para o sucesso ou fracasso dos participantes.

Avaliamos cada empreendedor em uma escala de 0 a 15. As pessoas marcavam pontos para cada sinal de linguagem corporal segura, como por exemplo, sorrir, manter contato com os olhos e gesticular de forma persuasiva. E perdiam pontos para cada sinal negativo, como movimentos inquietos de mãos e desvios de olhar. Descobrimos que os concorrentes classificados pelos juízes da competição entre os oito melhores pitches, fizeram uma média de 8,3 na escala de 15 pontos, enquanto os que não foram classificados nesse grupo tinham uma pontuação média de 5,5. A linguagem corporal positiva estava muito ligada aos resultados mais bem-sucedidos.

Encontramos semelhanças correlacionadas na esfera política. Durante a eleição presidencial nos EUA, em 2012, foi realizada uma pesquisa online em que os 1.000 participantes — Democratas e Republicanos — assistiram a vídeos de dois minutos com Barack Obama e Mitt Romney proferindo discursos durante a campanha, usando linguagem neutra e emotiva. As câmeras gravaram as expressões faciais dos espectadores, e nossa equipe as analisou tendo em vista seis características-chave de expressão das emoções, identificadas por meio de pesquisas na área da psicologia: felicidade, surpresa, medo, nojo, raiva e tristeza. Nós as codificamos pelo teor da emoção (positiva ou negativa) e pela intensidade dessa emoção na expressão de ambos. A pesquisa revelou que Obama despertou reações emocionais mais fortes e menos negativas. Mesmo um número considerável de republicanos — 16% — reagiu de forma negativa a Romney. E quando analisamos a linguagem corporal dos candidatos, descobrimos que o presidente se assemelhava aos vencedores da nossa competição. Ele demonstrou, principalmente, ser mais sincero, mais positivo e mais seguro, de acordo com seu discurso. Em contrapartida, Romney emitiu, por muitas vezes, sinais negativos, depreciando sua mensagem com movimentos e expressões faciais contraditórias e distraídas.

É lógico que a eleição não dependia da linguagem corporal nem dos resultados da competição de startups. Mas os tipos corretos de comunicação não verbal estavam ligados ao sucesso.

Como você pode transmitir os mesmos sinais — e esperar ter o mesmo êxito? No Centro de Estudos de Linguagem Corporal, estudamos líderes de sucesso em vários ramos e identificamos várias posições que são indicadoras de uma linguagem efetiva e persuasiva.

A caixa

No início da carreira política de Bill Clinton, ele marcava seus discursos com gestos grandes e amplos que o faziam parecer não confiável. Para ajudá-lo a dominar a linguagem corporal, seus assessores ensinaram-no a imaginar uma caixa na frente do peito e da barriga e conter os movimentos das mãos dentro dela. A partir daquela sugestão, “a caixa de Clinton” tornou-se um termo popular no ramo.

Segurando a bola

Gesticular como se estivesse segurando uma bola de basquete entre as mãos é um indicador de confiança e de controle, como se você, quase de forma literal, segurasse os fatos com as pontas dos dedos. Steve Jobs, com muita frequência, usou essa posição em seus discursos.

Mãos juntas em forma de pirâmide

Quando as pessoas estão nervosas, suas mãos geralmente ficam inquietas e agitadas. Quando têm autoconfiança, as mãos estão relaxadas. Uma maneira de conseguir isso é juntar as mãos em forma de pirâmide. Muitos executivos do ramo de business usam esse gesto, mas é preciso tomar cuidado com sua prática exagerada ou com a combinação às expressões faciais autoritárias ou arrogantes. A ideia é mostrar que você está tranquilo, e que não se considera melhor que outros.

Postura reta

A forma como a pessoa fica de pé é um forte indicador de seu caráter. Quando você permanece nessa posição firme e sólida, com os pés separados pela largura de um ombro, isso indica que você se encontra no controle da situação.

Palmas para cima

Esse gesto indica abertura e honestidade. Oprah faz um largo uso desse recurso durante seus discursos. Ela é uma figura poderosa e influente, mas também parece disposta a se unir, de forma sincera, às pessoas com quem está falando, seja uma pessoa ou uma multidão.

Palmas para baixo

O movimento oposto também pode ser visto de forma positiva — como um sinal de força, autoridade e assertividade. Barack Obama costumava usá-lo para acalmar uma multidão logo após um discurso inflamado.

Na próxima vez que você fizer uma apresentação, tente gravá-la, depois reveja o vídeo sem som, observando apenas sua linguagem corporal. Quais foram sua postura e seus gestos? Você usou alguma das posições acima? Caso contrário, pense em como você pode fazê-lo na próxima vez que você estiver na frente de um público, ou até mesmo do seu chefe ou um cliente importante. Treine na frente de um espelho, depois com os amigos, até parecerem algo natural.

A comunicação não verbal não vai necessariamente transformá-lo em um líder ou destruí-lo como líder, mas poderá ajudá-lo a alcançar resultados bem melhores.

Fonte: Harvard Business Review Brasil

Por que é tão difícil receber bem o feedback?

Ele pode ser desagradável às vezes, mas quem tem a perspectiva correta a respeito ganha a possibilidade de crescer mais rápido

 

Sejamos sinceros: o feedback é uma das tarefas mais difíceis do mundo corporativo. Dando para quem dá o feedback quanto para quem o recebe, é um momento de incertezas, em que facilmente o foco pode sair do profissional e ir para o pessoal. Criticar outra pessoa, frente a frente, já não é agradável. Pior ainda é ser criticado diretamente.

O feedback é um momento que se torna desagradável (e que, por isso, se torna temido e passa a ser evitado, gerando dificuldades ainda maiores de relacionamento na empresa) porque as pessoas o encaram de forma equivocada:

feedback não é momento para críticas pessoais;

feedback não é hora de “falar umas verdades” para alguém;

feedback não é uma ameaça pessoal;

feedback não é uma reunião para ser criticado de maneira interminável;

feedback não é humilhação.

 

O primeiro passo para mudar a percepção negativa sobre o feedback é entendê-lo como o que ele é realmente: um momento construtivo, em que as pessoas se ajudam a crescer e melhorar. Só se dá feedback quando existe uma preocupação com o outro: quando não existe preocupação, é mais fácil dizer “não adianta” ou “não faz diferença”.

O bom feedback precisa ser:

– bem intencionado: ele precisa ter o objetivo de contribuir para o crescimento profissional de alguém;

– específico: precisa se referir a um determinado comportamento ou atitude que possa ser mudada, e não a questões genéricas. O bom feedback é aquele que toca em poucos pontos;

– direto: informe qual o comportamento ou atitude que precisa mudar e o motivo, sem rodeios;

prático: ele deve gerar ações imediatas que corrijam aqueles pontos específicos e, assim, criem um ciclo positivo de “correção/recompensa”.

 

Dar um bom feedback é, porém, apenas parte da questão. Receber uma mensagem desse tipo costuma ativar os mecanismos de defesa das pessoas e, por isso, é preciso tomar alguns cuidados para não transformar esse momento em uma discussão sem sentido:

– tenha empatia: se você dará o feedback, coloque-se no lugar do outro e pense a respeito de como ele está recebendo a mensagem;

– não discuta: se você está recebendo o feedback, fuja da tentação de rebater o que está sendo dito. Se alguém está investindo tempo na tentativa de te ajudar, é porque se preocupa com você;

– entenda a perspectiva: analise o comentário ou crítica do ponto de vista de quem está dando o feedback. Muitas vezes, ações que parecem corretas a partir de sua perspectiva se mostram menos certeiras quando outros ângulos são levados em conta;

– reflita: o processo de feedback é o início de uma melhoria, não o ponto final. Por isso, anote o que foi dito, pense a respeito e, se for o caso, volte a conversar com a pessoa sobre o assunto. Aproveite essa oportunidade para se tornar um profissional melhor.

As pessoas tendem a considerar o feedback como uma crítica feita para diminui-las, mas, quando aceito, é um momento de aprendizado e desenvolvimento em sua carreira. Saiba como utilizar esse recurso como uma oportunidade para crescer em sua carreira no curso Como dar e receber Feedback”, no qual a professora Conceição Lacerda apresenta técnicas de como utilizar bem o feedback para melhorar a comunicação e o atingimento de metas.

Como falhar em uma negociação em 3 passos

Depois de anos atuando com marketing e recursos humanos, assumir um time comercial (e uma meta enorme de faturamento, é claro!) tem sido uma das coisas mais desafiadoras que já enfrentei profissionalmente. Isso porque, apesar da experiência na liderança e na implementação de grandes projetos, esse novo papel exige de mim o domínio de uma arte muito específica: a de negociação.

Negociar com fornecedores na área de marketing era relativamente simples: eu queria comprar e vários queriam me vender. Minha posição como negociadora era extremamente confortável. Já como RH, ainda que a negociação fosse intensiva com todos os níveis da organização, era possível usar políticas e práticas da organização como apoio em conversas mais difíceis. E na área comercial, onde a negociação ocorre com pessoas de diferentes perfis, empresas e necessidades? Como montar esse quebra cabeça? Bem, nem preciso dizer que, por falta de experiência, cometi vários erros nessa jornada, não é mesmo? A notícia boa é que, pelo menos, já aprendi o que NÃO FAZER. E são estes aprendizados que eu gostaria de compartilhar aqui hoje!

1# Acreditar que, só pelo fato da sua proposta de valor ser superior, o cliente comprará de você

Imagine a seguinte situação: você está com fome e entra na fila de um Fast Food para pedir um desses combos com lanche, refri e batata frita. E então eu apareço e te ofereço um combo muito maior, muito melhor e te cobro o mesmo preço. Proposta praticamente irrecusável. Sim ou Não? Bem, se o processo de vendas fosse algo 100% racional, a resposta seria sim. Mas como a tomada de decisão depende de uma pessoa (ou várias), o processo é muito mais complexo. Lá na fila, o que você poderia pensar?

  • Mas será que é bom mesmo?
  • E será que vai ser tão rápido quanto nessa rede aqui que eu já conheço?
  • E se é tão superior, por que o preço é o mesmo?

Mais do que ter uma proposta irrecusável, é preciso estar atento se o que você ACHA que é valor para o cliente é de fato PERCEBIDO por ele. O que já nos leva ao erro 2!

2# Falar mais do que ouvir

Se você tem o mínimo de experiência com negociação, deve até ter revirado os olhos ao ler esse subtítulo. Afinal, ouvir é uma dica muito básica, não é mesmo? Pois bem! Se é tão básico, por que poucas pessoas realmente praticam? Minha melhor hipótese é que, mesmo sem perceber, nosso ego entra em jogo e aí que a coisa se perde. Sobre isso, o mestre da negociação comportamental, Michael Gibbs, costuma dizer que para obter o melhor resultado em uma negociação, você deve guardar seu ego no bolso. Parece simples, mas como fazer isso em um mundo onde as pessoas estão cada vez mais egocêntricas, onde PARECER ganha mais relevância do que o SER? As redes sociais, inclusive, deram ainda mais projeção a este comportamento essencialmente humano (ou vocês já viram um cachorro vira-latas tirando foto em um petshop e postando em seu instagram canino: “banho no ofurô para relaxar em uma tarde de segunda-feira”? Acho que não, né? *rs).

E justamente porque não ouvimos direito e deixamos o nosso ego falar mais alto em um processo de negociação, que acabamos cometendo o erro 3.

3# Não entender quais são as reais motivações do cliente

Se você gasta mais tempo falando do que ouvindo, provavelmente não conseguirá captar o que motivaria (ou desmotivaria) alguém comprar algo de você. Engana-se quem pensa que “reduzir custos” ou “ganhar eficiência” são motivos para a ação de alguém. O mais difícil é compreender o fator humano por trás de cada um desses objetivos. Então, vale pensar e investigar: se o projeto triunfar, o que o comprador deseja ganhar? Status? Tranquilidade? Mais tempo com os filhos? Promoção? São muitas possibilidades e essa descoberta exige do vendedor muita sensibilidade e interesse genuíno em ajudar o outro.

No dia 15 de agosto Michael Gibbs estará no Brasil para um Master Class em negociação promovido pela HSM e eu estarei por lá. Minha experiência como head de vendas ainda é curta, mas como RH conheço bem a lógica dos 70-20-10. Quer ficar muito bom em alguma coisa que é nova pra você? Invista 10% em sala de aula (farei isso daqui poucos dias no evento), 20% em mentoria (aprender com quem já fez, no caso o próprio Michael) e 70%…adivinhem? Colocar em prática os aprendizados. E energia para isso não me falta! =)

Gabrielle Teco, Head de Vendas, Marketing e RH na Gesto Saúde e Tecnologia

Fonte: HSM

Já sentiu seu desconforto hoje?

Quem não tem ouvido à exaustão a frase “É preciso sair da zona de conforto”? Antes que você decida que este é mais um chavão sem sentido, é bom conhecer um exemplo dos mais bem-sucedidos da gestão pelo desconforto. Foi a partir dessa premissa que o treinador Bob Bowman treinou Michael Phelps – e vamos combinar que se existe alguém bem-sucedido na vida, esta pessoa é o nadador norte-americano.

Em 2007, na final da prova de 200 metros medley individual do mundial de natação de Melbourne, na Austrália, os óculos do nadador Michael Phelps encheram de água. Ele não conseguia enxergar absolutamente nada. O que vocês acham que aconteceu?

Em inglês, há um ditado que diz que não há crescimento sem desconforto – algo como o famoso no pain, no gain. Uma das principais premissas do sistema de treinamento do técnico Bob Bowman que orienta Phelps desde 1996, quando ele tinha 11 anos de idade, é exatamente o desconforto. Como Phelps conta, “Bob organizava horários de treino, exercícios, práticas, o que quer que ele conseguisse pensar, em torno da ideia de ser desconfortável. Seu pensamento sempre era o de colocar seus nadadores em todo cenário possível. Bob queria medir não só como eu me sentia sob pressão, claro, porém, mais importante, como eu reagia sob pressão. Porque essa é a definição real de um campeão, alguém que consegue lidar com qualquer obstáculo que aparecer a sua frente e com qualquer situação em qualquer momento”.

Por isso, os óculos cheios d’água não foram um problema para Phelps em Melbourne. Por conta da filosofia desafiadora de Bowman, ele já tinha treinado muitas vezes no escuro, contando as braçadas, e sabia exatamente como dimensionar a piscina. O resultado? Foi medalha de ouro e recorde mundial na prova.

Michael Phelps nasceu para ser nadador. Ele é alto, tem uma envergadura de mais de 2 metros da ponta do dedo médio da mão direita à ponta do dedo médio da mão esquerda, o torso é maior do que as pernas (o que reduz o atrito com a água) e até as articulações dos tornozelos parecem ter sido feitas para o esporte: sua flexibilidade nos pés é tanta que ele consegue dobrá-los mais do que uma bailarina na ponta. Mas, sem o treinamento desconfortável, sua compleição física teria um efeito muito menor.

Pense em como acrescentar doses de desconforto ao seu dia, seja para seu desenvolvimento contínuo, seja para o aperfeiçoamento de seus subordinados e para a formação de novas lideranças da empresa, seja na educação dos seus filhos. Sair da zona de conforto é justamente isso: propor desafios a si próprio e aos outros, para que o cérebro encontre novos caminhos para resolver os problemas.

Fonte: HSM

Você sabe receber feedback?

Não importa qual seja seu cargo em uma empresa, em seu cotidiano você precisa não somente falar, mas também escutar. Ao fazer isso, você tem a oportunidade de se tornar um profissional melhor

 

Ao longo da vida, somos, com frequência, estimulados a falar, a dar nossa opinião e afirmar nossas posições. O outro lado disso, e que é bem menos valorizado no dia a dia, é o valor de saber ouvir e de praticar a escuta ativa. Em um texto primoroso, Rubem Alves comenta que conhece muitos cursos de oratória, mas nenhum de “escutatória”. De fato, não somos ensinados a ouvir, e sim a falar. No dia a dia das empresas, porém, a “escutatória” é uma ferramenta essencial.

Não importa qual seja seu cargo em uma empresa, em seu cotidiano você precisa não somente falar, mas também escutar. Ao lidar com clientes, fornecedores, superiores hierárquicos e membros de sua equipe, você precisa exercer sua empatia e se colocar no lugar do outro para entender o que ele quer comunicar. Ao escutar essas pessoas, você não aprende mais somente sobre elas, mas também tem a oportunidade de se tornar um profissional melhor.

Receber feedback é, porém, extremamente desafiador, pois quando isso acontece nos expomos. Algumas barreiras nos impedem de ouvir o que o outro (líder, colaborador, fornecedor) tem a dizer: é difícil e desconfortável admitir nossas deficiências, temos a tendência de levar o feedback para o lado pessoal, temos uma percepção distorcida de nós mesmos e temos medo de abalar nosso status. Deveríamos considerar o feedback, porém, como uma oportunidade preciosa de nos reposicionarmos, corrigindo comportamentos indesejados que muitas vezes nem percebemos que temos.

Quando nos posicionamos de forma aberta, perceptiva e acolhedora em relação à percepção do outro, o feedback recebido passa a ter valor. Para aproveitarmos ao máximo essa oportunidade, é importante seguir alguns passos:

1 – Escute de forma ativa e cuidadosa: é natural ouvirmos e, ao mesmo tempo, pensarmos em uma resposta para o que está sendo dito. Em vez disso, esteja 100% focado em escutar o que está sendo dito, para compreender a mensagem inteira;

2 – Faça perguntas: o feedback sempre é uma oportunidade de melhoria. Assim, procure saber como é possível melhorar. Na opinião da pessoa que te deu o feedback, que ações você poderia tomar para corrigir seu comportamento ou para melhorar nos aspectos abordados?

3 – Não seja defensivo: o feedback não é uma guerra de egos, e sim uma valiosa chance de crescer. Em vez de assumir uma postura defensiva e se justificar pelos pontos apontados, procure descobrir formas diferentes de agir. O caminho para o crescimento não tem uma única trilha;

4 – Organize as informações: anote o feedback recebido. Colocar no papel as informações ajuda a torná-las mais claras;

5 – Reflita sobre o feedback: estabeleça um plano de ação para corrigir os pontos levantados e defina metas para as mudanças;

6 – Agradeça: quem te deu o feedback cedeu atenção, dedicação e tempo para fazer com que você se torne um profissional melhor. Agradeça a ele por essa oportunidade.

 

Quando você se posiciona de forma aberta, perceptiva e acolhedora em relação à percepção do outro, o feedback recebido constrói algo melhor. Esse é um processo que requer aprendizado e esforço. Como você tem se posicionado ao receber feedback?

 

O feedback é uma ferramenta essencial nas relações profissionais. No curso “Como dar e receber Feedback”, a professora Conceição Lacerda mostra como seu uso evita mal entendidos, alinha expectativas e gera equipes mais produtivas. Voltado a líderes, gestores, executivos, especialistas, analistas de empresas de todas as áreas de atuação e todos aqueles que gostariam de se comunicar de forma mais assertiva, o curso apresenta técnicas de como utilizar bem o feedback para melhorar a comunicação e o atingimento de metas. Confira mais detalhes AQUI.

 

Falar sozinho (em voz alta) pode ajudar no aprendizado

Na economia moderna, há poucas habilidades mais importantes do que a capacidade de aprender. As empresas podem pagar por treinamentos ou reembolsar cursos educacionais, mas a prática de adquirir habilidades dificilmente é ensinada

 

Quando o psicólogo Brian Ross, da University of Illinois, matriculou-se em um curso de ciência da computação, já fazia muito tempo que havia frequentado uma aula. Calvo e barbado, ele chamava atenção. Dez anos mais velho que seus colegas, Ross era, na visão dos outros estudantes, aquele cara. E estava apreensivo.

Mas ele tinha uma vantagem: Ross é pesquisador de aprendizado e está familiarizado com uma estratégia de aprendizagem eficaz, mas muitas vezes subestimada, conhecida como autoexplicação. A abordagem gira em torno de fazer perguntas explicativas como “O que isso significa? Por que isso é importante?” Realmente ajuda muito formulá-las em voz alta. Um estudo mostra que as pessoas que explicam ideias a si próprias aprendem quase três vezes mais do que as que não o fazem.

Para poder superar os colegas mais novos, Ross se fez muitas perguntas. Constantemente se questionava ao ler os textos distribuídos. Depois de cada parágrafo, após cada frase, perguntava: “O que acabei de ler? Como isso se encaixa? Já tinha visto essa ideia?”

Ao final do curso, Ross descobriu que, apesar de não ter experiência e não estar familiarizado com computadores, era tanto capaz de responder a muitas questões que os outros não conseguiam quanto de compreender programação de forma que os outros não compreendiam. “Às vezes eu levava vantagem”, disse-me ele. “Eu estava focado em uma perspectiva mais abrangente.”

Na economia moderna, há poucas habilidades mais importantes do que a capacidade de aprender. Em todo o mundo, a aprendizagem é altamente preditiva de ganhos futuros. As empresas podem pagar por treinamentos ou reembolsar cursos educacionais, mas a prática de adquirir habilidades dificilmente é ensinada.

Veja como empregar a autoexplicação em sua própria aprendizagem:

Fale sozinho. Falar consigo mesmo não é uma prática bem vista; murmurar para si mesmo, muitas vezes, parece sintoma de distúrbio mental. Não é aconselhável fazer isso em público, mas falar sozinho é crucial para a autoexplicação e, geralmente, ajuda no aprendizado. Por um lado, isso nos acalma — e quando o fazemos com mais deliberação, normalmente ganhamos mais com a experiência.

Falar sozinho também nos ajuda a refletir sobre nossos pensamentos. Quando estamos envolvidos em uma conversa conosco mesmos, geralmente nos propomos perguntas como: “Como saberei o que sei? O que acho difícil? Realmente estou a par desse assunto?” Se apertamos o botão de pausa ao ouvir um podcast ou paramos para refletir durante a leitura de um manual, desenvolvemos habilidades de forma mais eficaz refletindo sobre nossos pensamentos.

Pergunte por quê. A autoexplicação pode dar voz aos impulsos da curiosidade que talvez não sejam explorados de outra forma. Trata-se de fazer a pergunta: “Por quê?”. Se você conhecer bem o assunto, não será tão difícil responder a essa pergunta. Se eu lhe propuser uma questão sobre a cidade em que você cresceu, a resposta será dada sem dificuldades. É quando você não sabe algo que as perguntas começadas por ‘por que’ ficam mais difíceis e geram uma maneira de desenvolver uma área de conhecimento técnico.

Para mostrar como isso acontece, comecemos pela água. Vamos analisar uma pergunta como “Por que existem ondas?” Alguns de nós podem escapar dessa com uma resposta básica, talvez algo como: “Bem, ondas têm relação com o vento. Quando o vento sopra sobre a água, cria ondulações.”

Mas depois vem a continuação óbvia: “Por que o vento empurra a água?” ou “Por que existem ondas mesmo quando não há vento?” Nesse ponto, ficaremos sem resposta. Eu pelo menos ficarei, e então começarei a procurar algum tipo de resposta na internet, em textos sobre como a energia se move através da água. No final, terei aprendido muito.

Resuma. Resumir é uma maneira simples de começar com a autoexplicação, uma vez que o ato de falar uma ideia em nossas próprias palavras pode ajudar na aprendizagem.

É provável que você já tenha tido essa experiência durante a vida. Por exemplo, tente se lembrar de alguma ocasião em que você tenha lido uma matéria em uma revista e depois a detalhado para um colega. Essa é uma maneira de resumir — é mais provável que você tenha aprendido e retido informações depois de ter feito o resumo.

Para dar outro exemplo, imagine que, recentemente, você tenha escrito um e-mail descrevendo sua opinião sobre um documentário que viu na Netflix. Ao escrevê-lo, você desenvolveu a ideia e se engajou em uma forma mais direta de criação de sentido. No fim, em geral, você terá uma visão mais rica do filme e sua temática.

Você pode fazer isso com a própria vida. Da próxima vez que alguém — seu chefe, cônjuge, colega — lhe der várias instruções detalhadas, reserve um tempo para falar a si mesmo as diretrizes. Ao repetir tudo, você estará tomado medidas para resumir esse conhecimento, e é muito mais provável que se lembre das informações.

Faça conexões. Um dos benefícios da autoexplicação é que ajuda as pessoas a ver novas ligações e associações. Ver conexões é útil para melhorar a memória. Quando estamos nos explicando uma ideia, devemos tentar procurar conexões. Essa é uma das razões pelas quais os recursos mnemônicos funcionam. Somos mais capazes de lembrar as cores do arco-íris porque criamos uma ligação entre a primeira letra dos nomes das cores e o acrônimo VLAVAIV.

Quando detectamos ligações em uma área de especialização, conseguimos obter uma compreensão mais rica. Isso ajuda a explicar por que Brian Ross obteve tanto sucesso com a autoexplicação. Ao aprender sobre programação de computadores, tentou explicar ideias a si próprio baseando-se em diferentes palavras ou conceitos. “Muito do que se faz na autoexplicação é tentar realizar conexões,” Ross explicou. “Dizer a si mesmo, ‘Ah, entendi, isso funciona porque levou a isso, e este levou àquilo.’”

Essa técnica deve entrar no kit de ferramentas de aprendizagem dos trabalhadores hoje, já que a economia suscita novas demandas em fazer conexões e adotar novas ideias e habilidades. Randall Stephenson, CEO da AT&T, afirma que os trabalhadores da área de tecnologia precisam aprender on-line por pelo menos cinco horas por semana para não ultrapassados. Pode ser que eles prefiram usar essa técnica em um local reservado, onde não tenham vergonha de falar sozinhos.

Fonte: Harvard Business Review Brasil

Cinco conselhos da nova geração de empreendedores

Valorização da qualidade de vida e disposição de correr riscos guiam empreendedores e entusiastas

 

Recentemente, ao sair de uma palestra, recebi um pedido inusitado de um jovem empreendedor de uma startup. Ele me pediu um conselho. Estou na estrada há mais de 25 anos, mas pensei “quem sou eu para dar conselhos para alguém?” As redes sociais estão cheias de “conselheiros”: aparentemente, todo mundo sabe o que é melhor para a vida – do outro. Na minha visão, o conselho, bom ou ruim, indica um caminho a seguir. Então não, não vou dar um conselho, mas sim dividir algumas ideias, pensamentos, questões, pontos, valores que aprendi em minha trajetória, sobretudo com essa nova geração de empreendedores e entusiastas, e que espero que colaborem para a reflexão, para que cada um ache o seu caminho e seja feliz nele.

Não paute sua vida pelo dinheiro. Pode parecer até clichê ou utopia, mas nunca se valorizou tanto a qualidade de vida e a satisfação profissional em detrimento do salário no fim do mês. Fazer o que gosta tornou-se fundamental para chegar ao sucesso. Os exemplos estão por toda a parte. Inclusive aí, bem diante da sua tela. Mark Zuckerberg, fundador e CEO do Facebook, apontado pela revista Forbes como o terceiro homem mais rico do mundo, com uma fortuna avaliada em US$ 56 bilhões, enfrentou uma série de obstáculos e críticas de que “esse negócio não funcionaria”. Alguns anos e mais de um bilhão de usuários depois, provou que ser fiel a um objetivo de vida faz toda a diferença. “O propósito é o que gera a verdadeira felicidade”, disse Zuckerberg: “Nós temos de criar uma sociedade que meça o progresso a partir de quantos de nós têm um papel que realmente acreditamos ser relevante”.

Pense grande e não se preocupe em falhar, isso vai acontecer, inevitavelmente. A disposição de correr riscos também é um atributo das novas gerações. Ao contrário do conservadorismo de algumas empresas centenárias – que há décadas apostavam que um único produto de sucesso garantiria a perenidade e que acabaram sendo engolidas pelas novas demandas do consumidor conectado – os empreendedores de hoje não hesitam em mudar de estratégia rapidamente para salvar o negócio. De tão frequente, principalmente entre as startups, esse movimento ganhou até expressão própria: pivotar, derivado do inglês to pivot, que significa mudar ou girar em torno de um pivô. Em muitos casos, quando o produto ou serviço inicial não funciona, a empresa acaba descobrindo uma alternativa melhor, aprendendo com o erro.

Prefira o erro à omissão e assuma os riscos desta decisão. “O que me preocupa não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons”. Atribuída a Martin Luther King, essa frase aponta um sério problema da sociedade moderna: a omissão. Ou ficar em cima do muro, se preferir. Se eu ficar aqui quietinho, não arrumo encrenca… mas também não venço na vida e nem conquisto o que quero. Não seja essa pessoa! Tome partido nas coisas que são importantes para você, tenha posições claras e responsabilidade para lidar com as consequências.

Crie o produto ou serviço que vai matar o seu negócio. Antes que alguém o faça! Todos os grandes players do mercado mundial investem bilhões em pesquisa e inovação, tentando se superar e não dar brecha para a concorrência. No ambiente dinâmico de hoje, tendências mudam rápido e aquilo que era sucesso, amanhã está ultrapassado. A Sony se reinventou várias vezes ao lançar o walkman, depois o discman ou walkman CD, depois o NetMD, que permitia a transferência de músicas em MP3 ao ser conectado aos computadores via USB. Até se deparar com um fenômeno arrasador chamado Apple e seu iPod. Opa, era hora de pivotar! Como sabemos, a Sony continua sendo um forte ícone tecnológico, sinônimo de qualidade em uma infinidade de produtos eletrônicos.

Esteja sempre cercado de gênios. Ninguém é obrigado a saber tudo – e nem consegue. Pelo contrário, quem acha que sabe tudo demonstra sua ignorância. Gosto muito de uma frase do ator e roteirista americano Harold Ramis, que dizia: “Encontre a pessoa mais talentosa da sala e – caso não seja você – sente ao lado dela e tente ser útil”. Estar rodeado de gênios, seja entre os colegas ou em sua equipe, faz com que você esteja sempre em evolução, aprendendo coisas novas, se desafiando e, dessa forma, impulsionando os negócios. Eu tento sempre me sentar perto deles.

E, como dica bônus: Seja o protagonista da sua vida. Nenhum dos aprendizados anteriores seriam úteis se eu não tivesse percebido a tempo a importância de tomar as rédeas da minha própria vida. Se você não tem metas e não segue a dianteira para realizar o que quer, vai passar a vida ajudando outra pessoa a atingir seus objetivos. E deixar os sonhos pelo caminho.

A gente não para de aprender nunca e as melhores dicas podem vir de qualquer fonte, mesmo as mais inesperadas. Este foi o meu aprendizado desta semana. Refletindo sobre o tema deste artigo, perguntei ao meu filho, de brincadeira, que conselho ele me daria. Do alto da sabedoria de seus seis anos, me respondeu: “Faça o que você gosta”.