Autor - Évolus Educação Digital

5 dicas para acelerar o aprendizado de sua equipe com treinamento online

ensino mobile

A plataforma de educação digital, com oferta de cursos online, é uma ferramenta cada vez mais importante para a preparação das equipes. No varejo, em que a rotatividade dos colaboradores é elevada e o custo para capacitação também é alto (especialmente por causa da distância entre as lojas), um número cada vez maior de empresas tem investido em novos modelos de treinamentos online. Assim, conseguem atualizar suas equipes, para que  possam atender às expectativas de consumidores mais exigentes.

Se sua empresa ainda não usa uma plataforma de educação digital para capacitar suas equipes e nem investe em treinamentos online, está ficando para trás.

Nos Estados Unidos, um estudo realizado pela Axonify e pela Ipsos mostra que 47% das equipes recebem treinamentos corporativos online ou híbridos (misturando o formato digital e o presencial), enquanto somente 15% tem apenas treinamentos presenciais. Isso significa que os cursos a distância não são uma tendência, e sim a realidade. Se sua empresa ainda não usa uma plataforma de educação digital para capacitar suas equipes, está ficando para trás.

O mesmo estudo mostra também que apenas 35% dos colaboradores do varejo acreditam que seus treinamentos atuais são “extremamente ou muito eficientes”.

Entre as principais causas dessa falta de eficiência dos cursos estão:

– treinamentos com uma dinâmica pouco interessante e/ou que não engaja o público;

– poucos treinamentos, com muito espaçamento entre eles;

– muita informação de uma vez, fazendo com que seja mais difícil absorver o conteúdo;

– falta de tempo de participar de todas as aulas e receber todo o conteúdo.

Ou seja: existe espaço para melhorar, basta dar atenção a alguns pontos.

Veja quais são os cinco atributos mais desejados pelos colaboradores que participam de treinamentos

Os cinco atributos mais desejados pelos colaboradores que participam de treinamentos para varejo em plataforma de educação digital são os seguintes:

1 – Cursos fáceis de entender e de completar: o modelo tradicional de ensino, com grande volume de informação transmitida de uma vez para o aluno, não é mais eficiente. Afinal, as pessoas, bombardeadas por estímulos, passam pouco tempo focadas em uma única ação. O público é multitarefa e, por isso, é preciso entregar o conteúdo em pílulas rápidas, fáceis de absorver.

2 – Cursos personalizados e relevantes: não adianta ensinar algo que não seja percebido como relevante. Em um mundo em que as pessoas estão acostumadas a receber informação de acordo com seus interesses, o ensino corporativo deve entregar conteúdos personalizados para cada aluno.

3 – Cursos divertidos e que engajem o aluno: o tempo de atenção de cada aluno é pequeno. Por isso, é preciso oferecer não somente cursos relevantes e personalizados, mas entregá-los de uma forma divertida e que estimule a interação. Quanto mais o conteúdo puder ser vivenciado pelo aluno, melhor. É o chamado Edutainment, metodologia que une as palavras education (educação) + entertainment (entretenimento).

4 – Cursos que tragam o conhecimento que eu preciso: o público é imediatista. Um conhecimento genérico ou que não seja percebido como importante naquele momento receberá, naturalmente, menos atenção. Para aumentar a efetividade dos treinamentos, é preciso apresentar para cada colaborador o conteúdo que ele precisa. Nada mais, nada menos.

5 – Cursos que possam ser aplicados ao dia a dia do trabalho: a prática sedimenta o conhecimento teórico adquirido. Por isso, é essencial que os cursos oferecidos ao colaborador possam ser aplicados o mais rapidamente possível no ambiente de trabalho. Ao aplicar na prática o que acabou de ver na teoria e perceber os bons resultados obtidos, o colaborador percebe a relevância do conteúdo, se engaja ainda mais e cria uma espiral positiva. Tudo isso gera resultados cada vez melhores.

Para aproveitar bem esses atributos mais desejados pelos colaboradores, procure contar com uma plataforma de conhecimento que contemple os seguintes pontos:

Tecnologia: cursos 100% mobile e online, permitindo que o aluno aprenda de qualquer lugar, a qualquer hora, com baixo consumo de dados e acesso mesmo em locais onde não há sinal de internet;

Interatividade: é essencial que os cursos estimulem a troca de ideias, conhecimento e experiências. Para isso, ferramentas como fóruns e grupos de discussão são imprescindíveis para acelerar o aprendizado de toda a equipe;

Conteúdo: cursos personalizados, com acesso exclusivo para seus colaboradores e conteúdo complementar em áudio e vídeo, para que a trilha de aprendizado de sua equipe tenha aplicação total ao dia a dia do negócio;

Metodologia: é preciso estimular o protagonismo, a curiosidade e a empatia do aluno. Vídeos curtos, com conteúdo estruturado e recursos audiovisuais, faz com que as aulas sejam leves e fáceis de serem assimiladas.

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6 insights para o varejo (diretamente da NRF 2019)

Eduardo Terra e Alberto Serrentino resumem em 6 tópicos as principais tendências apresentadas na NRF Big Show desse ano

Mais uma vez, a maior feira de varejo do mundo, a NRF Big Show, trouxe as tendências tecnológicas e de negócios que ditam o rumo desse segmento tão dinâmico. Ou seja, quem trabalha com varejo, anseia pelas novidades que esse evento de relevância mundial apresenta todos os anos.

E quem não pode ir até Nova York para ver tudo de perto, procurou se atualizar em eventos como o Pós-NRF promovido pela BTR-Varese, que aconteceu em São Paulo e reuniu cerca de 800 pessoas.

Andrea Dietrich, sócia da Évolus e profissional de marketing, ficou animada com o foco em produtividade e pessoas que a feira trouxe nessa edição: “pelo resumo que vimos aqui, a NRF abordou a tecnologia que traz mais eficiência e resultados. Uma tecnologia menos pirotécnica, muitas vezes invisível, que integra dados, que agiliza processos, traz ganho de escala e que acaba promovendo uma experiência superior ao cliente. Também vimos a importância crescente do empoderamento dos colaboradores. Eles, que cada vez mais são responsáveis pelo encantamento do cliente, pela personalização do atendimento, precisam ser capacitados, treinados e estimulados a serem experts da marca”.

6 caminhos para a evolução do varejo

O conteúdo do evento Pós-NRF foi dividido em 6 grandes insights passados ao público por Eduardo Terra (sócio da Évolus, sócio-diretor da BTR e presidente da SBVC) e Alberto Serrentino (fundador da Varese Retail). Em comum, os temas tratam de atalhos para a transformação digital, movimento inevitável para o varejo. Vamos conhecer?

1) Mudanças exponenciais (“retail leapfrog”)

É sabido que as coisas estão mudando muito rapidamente. No varejo não é diferente. E até pelo dinamismo desse segmento, a velocidade da mudança é ainda mais assustadora. Esses “saltos” trazem disrupção, ou seja, viram mercados pelo avesso, muitas vezes tornando-os obsoletos. Eduardo Terra cita como exemplo o que vem acontecendo com livrarias e eletrodomésticos. A China, ele conta, tem sido sinônimo de “retail leapfrog”, com grandes saltos em tudo o que envolve o varejo, das lojas até os meios de pagamento. Como acompanhar o ritmo das mudanças e não ser pego pelas novidades que surgem? “O remédio é a velocidade”, diz Terra. Ele também dá outras duas dicas: manter o olhar periférico, ou seja, ficar atento às pequenas ameaças (que podem se tornar grandes rapidamente), e pensar em parcerias, fortalecendo o negócio de forma colaborativa.


2) Deep Retail – uma nova abordagem para tecnologia e dados

Será que seu varejo é inteligente? Eduardo Terra faz a provocação, explicando que varejo inteligente é aquele que, mais do que coletar dados, trabalha de forma eficiente com eles. É o Deep Retail, um varejo mais técnico, científico até, menos intuitivo e totalmente baseado em dados. Eduardo cita como exemplo o AliBaba, o gigante chinês que traça toda a sua estratégia de expansão em cima de dados. Ou a loja da Amazon 4Star, que reúne apenas produtos bem avaliados por seus clientes daquela região específica. A frase estampada na sede do Google resume bem: “Data beats opinion” (reforçando a importância maior dos dados frente às opiniões).

3) Excelência operacional no varejo (ROE – Retail Operational Excellence)


Eduardo Terra lembra que o maior erro de uma agenda de transformação digital é não priorizar a produtividade. Eficiência operacional traz resultados, é ela quem engorda o caixa da empresa e patrocina sua expansão e inovação.  A NRF desse ano mostrou a tecnologia trabalhando pela eficiência, otimizando processos, reduzindo custos e, é claro, melhorando a experiência do consumidor. “É a tecnologia invisível, mas que transforma o negócio e dá resultado. Por isso a excelência operacional é um ponto chave em qualquer transformação digital”, reforça Terra. Como exemplo, foram apresentadas soluções de logística, Centros de Distribuição inteligentes, meios de pagamento inovadores e outros cases.

4) Varejo centrado no cliente (Customer Centric)

Alberto Serrentino trouxe esse tópico, reforçando que ele se trata cada vez mais de uma experiência personalizada. E como fazer isso? De novo estamos falando de coletar e trabalhar dados com eficiência e relevância para entender a jornada do consumidor. Ou seja, pra saber exatamente como ele se comporta antes, durante e depois do contato com a marca. Com essas informações, as verdadeiras “Customer Centric Organizations” decidem sua estratégia. Uma estratégia baseada na jornada do cliente, com experiências únicas para o público.

5) New Retail (O Novo Varejo – loja e ecossistemas)


Com alguns cases da China, Serrentino falou sobre a nova forma de organizar lojas e repensar ecossistemas. E tudo, sempre, embasado na captura e leitura correta dos dados que a empresa dispõe. Dessa forma, o Novo Varejo é fácil, conveniente, tem baixíssimo atrito e oferece uma experiência superior ao cliente. A loja física não morre, ela se reinventa, como é o caso da loja da Nike em Nova York que reúne várias propostas no mesmo local. No subsolo, só produtos que fazem sucesso com os moradores dos arredores. Nos outros andares, tecnologia levando conveniência, praticidade, encantando e elevando a experiência do consumidor.

6) Cultura, posição e transformação (Trusty Leadership)

Segundo Alberto Serrentino, vários painéis da NRF focaram na importância do fortalecimento da cultura, na liderança com propósito e no empoderamento dos colaboradores como pontos fundamentais para o sucesso da organização. Só as empresas com valores claros e com pessoas preparadas e engajadas na sua cultura conseguem passar credibilidade nos dias de hoje – em um mundo onde as marcas estão expostas e os consumidores exigem cada vez mais. Não existe mais espaço para empresa “em cima do muro”: é preciso escolher suas posições, de forma transparente e autêntica, inclusive (e especialmente) em questões polêmicas. Os clientes se aproximam de marcas que se posicionam. E os valores da empresa devem estar arraigados nos colaboradores, o que só acontece com um trabalho diferenciado de capacitação. Nesse ponto, vale destacar a importância de se ter colaboradores preparados, treinados, para, de fato, contribuir na decisão de compra do cliente. Ou seja, experts da marca.

Caminhos para a transformação digital

Tudo o que se viu no evento pós-NRF 2019 diz respeito à jornada da transformação digital. Com exemplos vindos da China, especialmente, e de grandes players como Amazon, Nike e outros, temos a inovação transformando o negócio, trazendo eficiência, resultados e experiências superiores para o cliente. Mais do que fazer vista aos olhos, a tecnologia apareceu como base para a construção de empresas varejistas fortes, ágeis, que dão grandes saltos e redefinem mercados inteiros.

Evento pós-NRF 2019 apresenta os principais insights para o varejo

Se você quiser saber “Como implementar uma cultura digital no seu negócio”, não pode perder o curso online de Eduardo Terra na Évolus. Faça já a sua matrícula.

7 dicas para evitar riscos trabalhistas (e reduzir prejuízos para sua empresa)

Historicamente, o Brasil figura entre os países com mais processos trabalhistas do mundo. É fato que, com a Reforma Trabalhista, os números caíram. Mas, ainda sim, as empresas brasileiras sofrem grandes prejuízos com as ações movidas pelos seus empregados. E por que isso acontece? Na maioria das vezes, por desconhecimento da legislação e dos direitos e deveres dos trabalhadores. E, em alguns casos, por má gestão.

É preciso realizar um trabalho preventivo a fim de minimizar os passivos trabalhistas e evitar riscos trabalhistas. Além de diminuir o pagamento de pesadas indenizações à Justiça do Trabalho, a empresa deve também pensar na sua reputação. Afinal, uma companhia sem processos, é uma companhia feita de pessoas felizes, realizadas, com um time engajado. Uma empresa desejada, cobiçada e de sucesso. Ou seja: idônea e ética.

Nesse artigo, listamos 7 práticas que podem minimizar reclamações e riscos trabalhistas. Vamos conhecer essas dicas?

1) Mantenha um controle de ponto eficiente
Sabe qual o motivo número 1 de reclamação trabalhista? Hora extra. Então você precisa investir em um bom controle de ponto, que não apresente falhas na contagem. Preferencialmente um sistema digital, automatizado (já que o controle manual é bastante questionado na Justiça). Vale lembrar que, por lei, empresas com mais de dez funcionários obrigatoriamente devem manter um controle de ponto.

2) Faça um arquivamento nota 10
Chegou a fiscalização, e agora? Um empregado entrou com uma ação, os documentos estão em ordem? Esteja preparado, arquivando tudo de forma correta, tanto físico quanto digitalmente (sim, digitalize tudo!). Arquive em ordem alfabética e por data. Guarde os contratos de trabalho, os registros de pontos, atestados médicos, férias, etc. Não meça esforços nesse sentido.

3) Peça a assinatura de todos os documentos
Peque que excesso e peça ao colaborador que assine todos os documentos: holerites, recibos de pagamentos, adiantamentos, férias, aviso-prévio, folhas de ponto, advertências, entregas de materiais de segurança, saque de FGTS, recebimento das guias para seguro-desemprego, etc. Tudo. Previna-se. Guarde todos esses recibos, digitalize. São documentos importantíssimos em caso de defesa na Justiça do Trabalho.

4) Ofereça e fiscalize a segurança
Muitas reclamações acontecem por conta de “acidentes de trabalho”. E eles muitas vezes se dão pela falta de equipamentos de proteção individual, pelo uso inadequado deles ou por equipamentos não certificados. Então fique atento a isso. Dissemine uma cultura que valorize a segurança do trabalho, implemente programas, fiscalize seus funcionários, faça manutenção de máquinas e EPIs e, claro, só compre equipamentos realmente seguros!

5) Cultive relações de respeito e dignidade
Outro motivo de ações trabalhistas é caracterizado por “danos morais” (“exposição do trabalhador(a) a situações humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas durante a jornada de trabalho em que predominam condutas negativas, relações desumanas”). Que tal criar um regulamento interno sobre ética, que reforce as relações dignas e de respeito entre os colaboradores? Também é importante manter canal aberto para comunicação de qualquer denúncia, promover debater sobre o tema e criar campanhas preventivas na empresa.

6) Comunique-se com seus funcionários
Mantenha a comunicação com seus colaboradores. Dê espaço para que eles tirem dúvidas sobre seus direitos e deveres, sobre as normas e políticas da empresa (inclusive, convide-os para participar de algumas decisões a esse respeito). Faça com que eles se sintam ouvidos e mostre que eles têm espaço real dentro da organização. Isso evita conflitos futuros e erros de interpretação que podem, muitas vezes, parar na Justiça. Crie engajamento e tenha colaboradores muito mais dispostos a dialogar diante de qualquer impasse futuro.

7) Conhecimento é poder
Conhecer a legislação vigente e as cláusulas da Convenção Coletiva de Trabalho da sua categoria é FUN-DA-MEN-TAL e reduz drasticamente o passivo trabalhista. Os profissionais do RH, especialmente, devem dominar tudo o que diz respeito às relações trabalhistas e ajudar os demais departamentos da empresa a cumprir as normas. Também cabe ao RH construir uma boa relação com o sindicato que representa os empregados, conhecer os acordos, quais são os principais riscos envolvidos na área de atuação da empresa, os fatores de periculosidade, insalubridade ou doenças ocupacionais, etc. Ou seja: informação, informação, informação.

 

Pode-se perceber que tudo diz respeito a conhecimento, atenção e manutenção de boas práticas. Além de substanciais economias com passivos trabalhistas, a empresa ainda ganha reputação e um time mais engajado. Ou, seja, vale a pena investir na gestão de pessoas, evitando riscos trabalhistas.

A Évolus acaba de lançar o curso online “Como evitar riscos trabalhistas”, com a professora e advogada especialista em direito do trabalho Lilian Babo. Veja o vídeo-teaser  e faça a matrícula agora mesmo.

7 pontos essenciais para rentabilizar o ponto de venda

cliente passando cartão para o caixa do supermercado

O sucesso de uma loja não tem a ver com sorte. Conheça os pontos que você precisa ter em mente para rentabilizar o ponto de venda

 

O sucesso de um ponto de venda não tem NADA a ver com sorte. Tudo na loja foi pensado estrategicamente para atrair, fidelizar e surpreender os consumidores, gerando vendas e lucro para o varejista. Embora exista uma percepção de que o varejo é um negócio intuitivo, na prática é preciso contar com muita ciência para rentabilizar o ponto de venda.

A ciência por trás desse processo de rentabilizar o ponto de venda envolve análise e mudanças em uma série de aspectos da gestão da loja. Não existe uma “receita de bolo”, uma resposta única para desenvolver uma operação sadia e rentável. Alguns aspectos, porém, devem ser levados em conta:

 

  • Descubra quem é seu consumidor

Saber quem é o cliente parece algo inerente ao negócio, mas com frequência esse ponto tão básico é negligenciado. Não dá para rentabilizar o ponto de venda sem saber tudo sobre seu consumidor e seu shopper (aquele que faz a compra). Por exemplo: de nada adianta você montar seu pdv voltado para família (seja na oferta ou no estilo) se o bairro é composto por “singles”. Ou ter uma loja mais sofisticada se o poder aquisitivo do cliente não acompanha. Afinal, você sabe o que ele quer? Quais os hábitos dele? Para conhecer de verdade o consumidor, vale tudo: desde pesquisas no entorno até reservar meia hora por dia para circular pela loja e conversar com o público.

 

  • Defina o posicionamento de sua loja

Philip Kotler diz que “posicionamento é mostrar para seu público-alvo qual é a diferença entre você e seus competidores”. Definir o correto posicionamento passa por determinar qual segmento a loja irá alcançar, conhecer o comportamento do público e encontrar elementos de diferenciação em relação à concorrência. Ou seja, você precisa definir como quer ser percebido pelo consumidor e, a partir disso, ter ações que validem essa percepção (sua proposta de valor).

 

  • Tenha uma boa estratégia de Gerenciamento de Categorias

O Gerenciamento de Categorias é essencial para rentabilizar o ponto de venda em qualquer setor do varejo. Esse processo consiste em definir grupos ou categorias de produtos relacionamentos e gerenciá-los como unidades estratégicas de negócios. Para aquele grupo (levando em conta suas peculiaridades e o posicionamento da loja), você pensa de forma única sua implantação, layout, precificação… Um bom Gerenciamento de Categorias traz comodidade para o cliente, melhora sua experiência de compra, permite expor melhor os produtos da indústria e aumenta as vendas do varejo.

 

  • Pense estrategicamente no macrolayout de sua loja

Trata-se de utilizar bem os espaços físicos disponíveis, determinando a melhor maneira de adaptá-los para a venda dos produtos. É preciso levar em conta vários aspectos, tais como o acesso dos consumidores, a localização dos caixas e das áreas de estoque, a disposição das gôndolas e displays, o local das vitrines e os espaços para passagem dos consumidores. Um bom layout da loja permite que o cliente se localize facilmente, entenda a lógica de deslocamento e não se sinta confuso. E ainda amplia a possibilidade de rentabilizar o ponto de venda, pois leva o shopper a percorrer toda a loja e ser impactado por produtos e ofertas.

 

  • Otimize a exposição dos produtos nas gôndolas

Se o consumidor precisar fazer muito esforço para encontrar um produto, muito provavelmente ele irá desistir. E a loja terá perdido o cliente, talvez para sempre. Por isso é preciso cuidar muito bem da exposição dos produtos. Uma boa exposição (chamado de planograma) é uma forma segura de rentabilizar o ponto de venda. O planograma coloca itens de maior procura em locais de fácil visualização nas gôndolas. Além disso, dá mais espaço a produtos que vendem mais ou tenham maior valor agregado.

 

  • Precifique corretamente

Você sabia que o preço é o principal fator de decisão de compra? Pois é. Não adianta um layout correto e uma exposição otimizada se o preço do produto está errado. A precificação é uma ciência que leva em conta aspectos como os custos fixos (salários, aluguel), custos variáveis, custos de aquisição das mercadorias, o preço de itens semelhantes nas lojas concorrentes e o valor agregado (exclusividade, benefícios para a imagem e outros fatores intangíveis). A precificação é uma ferramenta de gestão que define os resultados, os investimentos e, em última instância, o quanto rentabilizar o ponto de venda.

 

  • Tire o máximo proveito das ações promocionais

Promoção não é sinônimo de desconto. As ações promocionais estão aí para aumentar o fluxo de clientes, as vendas e a margem de lucro. Em outras palavras, é qualquer ação que ajude a rentabilizar o ponto de venda, que impacte o shopper positivamente e reforce o posicionamento da sua loja. Para tirar o máximo proveito das ações, é preciso planejá-las (faça um calendário promocional), definindo objetivos estratégicos, o conceito, tipo de ação, sua mecânica de funcionamento, divulgação e métricas que permitam identificar o sucesso da iniciativa.

 

Quer saber mais sobre como rentabilizar o ponto de venda?

A Évolus Educação Digital lançou o curso online “Como rentabilizar seu ponto de venda”. Nele, Jorge Herzog apresenta técnicas e dicas essenciais para o sucesso do varejo. Herzog é um dos profissionais mais destacados do varejo brasileiro, com mais de 30 anos de experiência. Ele foi executivo de algumas das maiores redes do setor. Neste curso, ele traz seu conhecimento e dicas importantes para você rentabilizar o ponto de venda e melhorar resultados. O consultor Walter Zaim também participa do curso, trazendo boas práticas para você lucrar cada vez mais.

Não perca esse curso! Confira o vídeo teaser e saiba todos os detalhes das aulas.

Tenha um plano de ação e resolva problemas sem improvisos

plano de ação - pessoas em volta de uma mesa cheia de papeis

Desenvolver um bom plano de ação para resolver com eficiência os problemas profissionais pode fazer toda a diferença em sua carreira. Saiba como fazer isso

Se há uma certeza em sua carreira profissional, é o fato de que você precisará solucionar problemas. A grande pergunta é: como? Com o uso de métodos e ferramentas de gestão que permitem resolver o problema com eficiência, por meio de um plano de ação bem estruturado? Ou na base do improviso e do “jeitinho”?

Para crescer e ser bem sucedido em sua carreira, você precisa contar com técnicas que te permitam desenvolver um plano de ação coerente, bem estruturado e que gere resultados palpáveis. Seja qual for a técnica usada, ela precisa passar por três fases:

  1. Análise dos indicadores problemáticos:

    Para resolver o problema, é preciso saber exatamente qual é esse problema;

  2. Encontrar as causas:

    Se há um problema, quais são suas causas reais?

  3. Traçar um plano de ação para solucionar os problemas:

    Sabendo qual é a causa, é possível trabalhar em sua solução.

Perceba que somente depois que o plano de ação é traçado é que, efetivamente, parte-se para a resolução do problema. Ao dedicar tempo à identificação das reais causas do problema e criar uma estratégia para sua solução, acaba-se economizando tempo e dinheiro no processo de correção. É melhor investir tempo em identificar o problema em vez de partir a esmo para resolvê-lo, sem saber quais as ferramentas necessárias.

Parece óbvio, não é? No dia a dia das empresas, porém, com muita frequência ignoram-se os planos de ação, na ansiedade por resolver rapidamente uma emergência. E, com frequência, profissionais e empresas acabam gastando mais tempo e recursos quando agem dessa maneira.

E não é por falta de ferramentas e técnicas. Muitos métodos podem ser usados no processo de analisar os problemas, encontrar as causas e traçar planos de ação. Conheça alguns deles:

 

Os 5 “porquês”

Os 5 porquês são uma ferramenta simples de resolução de problemas, mas seu impacto para descobrir a causa raiz pode ser imenso. Essa metodologia, no fundo, é bastante simples: pergunte “por que”, repetidamente. Cada vez que respondemos a essa pergunta para solucionar o problema, avançamos em direção à verdadeira causa. Faça perguntas com clareza e responda-as com franqueza, elencando as respostas e perguntando novamente até que a causa raiz seja encontrada. A partir disso, crie um plano de ação.

Todo mundo que já lidou com uma criança por volta dos quatro anos de idade já se deparou com essa técnica. É comum que a criança, curiosa, pergunte “por que…”, buscando uma resposta. E, ao ouvir a resposta, pergunta de novo “mas, por que…”, e assim por diante. Normalmente, até que a paciência do adulto termine! O que a criança está fazendo é exatamente o que essa técnica propõe: encontrar a causa-raiz da curiosidade. Ou, no nosso caso, do problema.

Os 5 porquês são mais usados na resolução de problemas de manutenção, qualidade, produção e administrativos. Essa técnica é bastante útil em problemas simples ou de dificuldade moderada. Para problemas mais complexos, ela pode levar a um olhar focado demais, que ignora múltiplas causas. Neste caso, é melhor usar o próximo método.

 

Diagrama de Ishikawa (ou Espinha de Peixe)

O Diagrama de Ishikawa tem esse nome por causa de seu criador, o japonês Kaoru Ishikawa, que desenvolveu o método a partir de uma ideia básica: fazer as pessoas pensarem sobre todas as causas e razões possíveis para que um problema ocorra. A forma gráfica de representação dessa multiplicidade de fatores, por sua vez, dá origem ao outro nome pelo qual o método é conhecido: Espinha de Peixe.

A montagem do Diagrama de Ishikawa parte de um brainstorm com sua equipe, para encontrar as várias causas que originam o problema. Nesse processo, são considerados seis vetores: método, máquina, medida, meio ambiente, mão de obra e material.

Por analisar os problemas de forma mais holística, o Diagrama de Ishikawa faz mais sentido para problemas de abordagem mais complexa, em que vários fatores podem levar a causa raiz. A partir da definição de cada vetor do problema, é possível identificar as áreas que estão causando aquele problema e definir um plano de ação. Essa metodologia obtém melhores resultados a partir de equipes multissetoriais, que conseguem analisar as diferentes facetas do problema.

 

5W2H

O nome parece estranho, é verdade. Mas a metodologia 5W2H é bastante simples de entender e de aplicar no dia a dia das empresas. Independente do setor de atuação ou do tamanho do negócio, um plano de ação 5W2H é muito eficiente para solucionar problemas.

Essa é uma ferramenta de gestão bastante utilizada no planejamento estratégico. Partindo de um problema já identificado, a metodologia realiza uma análise sobre as melhores formas de chegar a um bom resultado. A partir daí, é possível estruturar um plano de ação. Para isso, usa sete perguntas:

1) What (o quê)?

2) Why (por quê)?

3) Where (onde)?

4) When (quando)?

5) Who (quem?)

6) How (como?)

7) How much (quanto?)

Em inglês, são cinco perguntas que começam com “W” e duas com “H”: 5W2H. Essa análise se destaca de outras metodologias de plano de ação por ser uma ferramenta simples e completa, que otimiza o tempo dos profissionais. É muito dinâmica e facilita a realização de ajustes mesmo após sua implementação. Isso faz com que ela seja ainda mais adequada a esse tempo de transformação digital que estamos vivendo.

 

Quer saber mais sobre como analisar problemas e construir planos de ação?

 

A Évolus Educação Digital lançou o curso “Como analisar um problema e construir um plano de ação”. Nele, o professor Sérvio Túlio Prado Júnior, com mais de 20 anos de experiência como consultor em gestão e estratégia, mostra como trabalhar com indicadores, buscar as causas dos problemas, fazer planos de ação e gerenciar os resultados. Tudo isso com base em ferramentas de sucesso, como o Diagrama de Ishikawa, os 5 Porquês, a metodologia 5W2H e outras.

Não perca esse curso! Confira o vídeo teaser e saiba todos os detalhes sobre as aulas!

Prevenção de perdas: se você não tem uma estratégia, está perdendo dinheiro

funcionária do depósito olha para cima

Sua empresa pode estar jogando fora um faturamento equivalente ao lucro de um ano inteiro. A prevenção de perdas ajuda a diminuir esse desperdício

 

O varejo perde muito dinheiro com o que chamamos de “perda”. Em todo o mundo, as empresas perdem US$ 99,56 bilhões por ano por causa de furtos, roubos, fraudes, rupturas e quebras operacionais, sendo que os roubos e o crime organizado respondem por apenas um terço desse valor. Mesmo assim, segundo o mesmo estudo, o investimento dos varejistas em prevenção de perdas representa menos de 2% do faturamento.

 

No Brasil, a segunda edição da Pesquisa Perdas no Varejo, realizada pela Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC) em parceria com o portal Prevenir Perdas, mostra que em 2017 a perda média do varejo representou 1,32% das vendas líquidas. O destaque foram os supermercados, com um índice de perdas de 1,97%. Ainda que abaixo dos 2,26% do ano anterior, o número é muito significativo, já que o lucro líquido das empresas está em um patamar próximo ao das perdas. Em outras palavras, se não houvessem as perdas, o lucro do varejo duplicaria.

 

gráfico estudo prevenção de perdas

 

Reduzir as perdas gera um aumento direto nos lucros das empresas de varejo. Confira o vídeo teaser e saiba todos os detalhes para solucionar esse problema!

 

A queda no índice de perdas tem acontecido porque o varejo entendeu que essa é uma questão estratégica – mas ainda falta avançar e muito. Nas grandes empresas, a Diretoria Executiva percebeu que um programa de prevenção de perdas aumenta a rentabilidade muito rapidamente. Isso permite que as empresas tenham recursos para investir em tecnologia, no atendimento ao cliente e em uma melhor experiência ao consumidor. Em muitos casos, investir em prevenção de perdas tem evitado até mesmo cortes de pessoal, já que as empresas melhoram sua saúde financeira e sua condição de competir no mercado.

 

Como realizar um trabalho eficiente de prevenção de perdas?

 

Vários pontos devem ser levados em conta para desenvolver uma estratégia eficiente de prevenção de perdas nas empresas. É preciso encarar o problema de frente, em vez de ignorá-lo ou achar que ele é de pouca importância. Por isso, o varejo precisa considerar 5 pontos para um bom trabalho de prevenção:

 

1 – Tenha o envolvimento da direção da empresa: a prevenção de perdas é parte da espinha dorsal de uma empresa de varejo. Nos Estados Unidos, com frequência as ações nesse sentido são reportadas diretamente à diretoria. No Brasil, apenas 30% das empresas atuam dessa forma. Sem o engajamento dos diretores, a prevenção de perdas não se torna prioridade na empresa.

2 – Dissemine a cultura para todos os colaboradores: se os colaboradores da empresa fizerem o trabalho de forma correta, eles ajudarão a empresa a ter melhores resultados. Com melhores resultados, a empresa cresce, gera mais empregos e abre novas oportunidades para as pessoas crescerem. Essa é uma excelente forma de disseminar a cultura de prevenção de perdas para toda a equipe.

3 – Crie um comitê de prevenção de perdas: quem tem um comitê multidepartamental gera resultados mais rapidamente. Esse comitê tem uma periodicidade de reuniões (normalmente mensal) e cada representante analisa como seu departamento gera perdas. Além disso, verifica como é possível implementar ações de melhorias. Esse comitê também é alimentado por um trabalho de identificação de quais as lojas e as ações mais críticas para reduzir as perdas da empresa.

4 – Gestão no dia a dia: aproveite as reuniões de início de dia para colocar esse item na pauta e trabalhar a prevenção de perdas como prioridade estratégica. Fale sempre do tema e controle diariamente os números, para que o assunto esteja sempre na cabeça da equipe.

5 – Programa “SOS Perdas”: dê mais foco às lojas que apresentam resultados piores. Faça um monitoramento mais próximo, com um checklist específico de ações, até que os resultados melhorem.

 

Quer saber mais sobre prevenção de perdas no varejo?

A Évolus Educação Digital acaba de lançar o curso online Como Prevenir Perdas, que oferece a base para uma gestão estratégica da prevenção de perdas no varejo. Ministrado por Carlos Eduardo Santos, executivo com mais de 20 anos de experiência no assunto, apresenta sete aulas que explicam:

– o que são perdas e por que é tão importante preveni-las;

– quais são os vários tipos de perdas no varejo;

– quais os principais indicadores de perdas e como calcular;

– a importância da gestão de estoques para a prevenção de perdas;

– o que é ruptura e como evitá-la;

– como evitar quebras operacionais;

– como implementar um plano estratégico de prevenção de perdas.

Não perca esse curso! Confira o vídeo teaser e saiba todos os detalhes sobre as aulas!

Dados comprovam: segurança na manipulação de alimentos evita altos prejuízos para o varejo

manipulação de alimentos

Recentemente, o Walmart anunciou um projeto de uso da tecnologia de blockchain para rastrear alimentos perecíveis, reduzir o desperdício, diminuir a possibilidade de contaminação dos produtos e melhorar a gestão da cadeia de suprimentos. Iniciativas semelhantes vêm sendo desenvolvidas pela Microsoft e pelo Porto de Roterdã, na Holanda, o que mostra o quanto a segurança na manipulação de alimentos é uma questão importante em todo o mundo.

Nos supermercados brasileiros, quase 80% das quebras operacionais estão ligadas a questões relacionadas à manipulação de alimentos (como vencimento, embalagens violadas, armazenamento inadequado ou refrigeração), de acordo com a 2ª Pesquisa de Prevenção de Perdas da SBVC. Com isso, representam uma parcela expressiva das perdas do setor, que foram de 1,97% do faturamento no ano passado. Nos supermercados, as perdas têm um tamanho próximo do lucro das lojas e, portanto, reduzir as perdas melhora imediatamente os resultados do PDV.

Mas não é só nos supermercados que a segurança na manipulação de alimentos chama a atenção. O setor de alimentação fora do lar movimenta cerca de R$ 180 bilhões por ano, indo desde grandes redes de restaurantes e lanchonetes até o barzinho da esquina. Segundo o Instituto Foodservice Brasil, 93% dos estabelecimentos do setor são familiares e de pequeno porte e 64% deles faturam menos de R$ 50 mil mensais. Essa realidade contrasta com o perfil das grandes redes de alimentação em diversos aspectos, como o estágio de profissionalização, os modelos de abastecimento e o cuidado com a qualidade dos produtos.

Tudo indica que a concorrência irá aumentar ainda mais no setor de alimentação fora do lar, que hoje já representa 25% dos gastos das famílias brasileiras. Cada vez mais estabelecimentos passarão a vender alimentos ou distribuí-los de novas formas, como o delivery online e o take away. Hoje, apenas 5% dos estabelecimentos têm pelo menos quatro formas de atender aos clientes e 27% atendem em três canais. A expansão desses números nos próximos anos será acompanhada por novos cuidados com a preservação e a segurança na manipulação de alimentos.

 

Confira 7 dicas importantes no momento de manipular alimentos

 

Para prosperar nesse mercado é preciso, antes mesmo de pensar em marketing ou precificação, cuidar de um aspecto fundamental: a qualidade dos produtos. Evitar a contaminação dos alimentos ao longo da cadeia de distribuição e na sua preparação é essencial para quem quer entregar qualidade para seus clientes. A cozinha é o local em que a promessa de um alimento delicioso se transforma em realidade, mas para que isso aconteça é preciso prezar pela integridade dos produtos.

Saber estocar, gerenciar e manusear os alimentos não é uma arte: é possível seguir processos e práticas consagradas para garantir a qualidade dos produtos vendidos.

 

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O curso “Como higienizar e manipular alimentos”, ministrado pela nutricionista Luciana Abreu, ensina todos os passos para que os profissionais garantam a qualidade a partir da aplicação de boas práticas de higiene e manipulação de alimentos. O curso também fala sobre tipos de contaminação, microorganismos, manipulações em diversos setores comuns no varejo, sobre prevenção de acidentes, o uso de EPIs e muitos outros pontos importantes para garantir a qualidade do alimento e a segurança do profissional.

Dez perguntas que você pode (ou não) fazer numa entrevista

Numa entrevista de emprego, as suas perguntas para o recrutador são tão importantes quanto as suas respostas

Ao se preparar para uma entrevista de emprego, é natural que você se preocupe bastante com as respostas que dará ao avaliador. Mas isso não é suficiente: também é preciso pensar nas perguntas que você fará a ele.

Especialistas em recrutamento são unânimes na percepção de que um candidato se diferencia não só pelo que afirma, mas também pelo que questiona ao longo de um processo seletivo.

“Ao mostrar curiosidade pela empresa e pela vaga, você transmite interesse, maturidade e visão a longo prazo ”, diz Patrícia Tourinho, gerente executiva da consultoria Michael Page. “É uma forma de dizer para a empresa que você está realmente interessado em trabalhar lá”.

De acordo com Roberto Santos, sócio-diretor da Ateliê RH, o objetivo de qualquer entrevista de emprego é abrir um canal de diálogo sincero entre as duas partes. Por isso, o candidato pode e deve fazer perguntas — até para medir seu grau de compatibilidade com a vaga.

Isso não dispensa uma boa dose de cautela na hora de formular os seus questionamentos. De acordo com Tourinho, é muito importante prestar atenção ao “quando” e ao “como” e não só ao “o quê”: dependendo do momento ou do seu tom de voz, a sua pergunta pode cair mal.

“O candidato pode soar inquisitivo ou agressivo, dependendo da forma como interpela o recrutador”, explica. “O ideal é avaliar qual é a finalidade de cada questionamento, para saber se ele cabe ou não naquele momento”.

Também é importante fazer uma leitura da personalidade do entrevistador, completa Santos. Enquanto alguns são mais abertos e descontraídos, outros preferem ter o controle da situação. Via de regra, vale esperar que o avaliador tome a iniciativa de perguntar se você tem alguma questão, ou aguardar até o fim da entrevista para tirar as suas dúvidas.

Veja a seguir alguns exemplos de questões obrigatórias e desnecessárias numa entrevista de emprego, de acordo com os especialistas consultados:

Perguntas obrigatórias

1. Qual será a expectativa do gestor em relação a mim?
Segundo Tourinho, é importante demonstrar interesse pela figura do seu futuro líder, buscando saber qual é o seu estilo e o que ele espera de sua equipe. A resposta a esses questionamentos será útil para avaliar se você realmente tem interesse em trabalhar para o gestor em questão.

2. Qual é a composição da equipe com que eu trabalharei?
Pergunte quais são as formações acadêmicas, experiências anteriores, graus de senioridade e métodos de trabalho dos seus futuros colegas ou subordinados. Além de trazer insumos valiosos para se integrar ao time caso você seja admitido, isso demonstrará que você está preocupado em cultivar bons relacionamentos no seu futuro ambiente de trabalho.

3. Quais são os desafios imediatos da companhia? E do cargo?
O conselho de Santos é pesquisar bastante sobre a empresa antes de ir para a entrevista, e ir munido de perguntas mais avançadas e específicas sobre o negócio. “Demonstre interesse pelo momento atual da empresa, e depois busque saber como a vaga que você pleiteia se relaciona com os objetivos estratégicos do negócio”, diz ele. “Isso mostra que você tem um interesse de longo prazo naquela organização, que pensa em fazer carreira lá”.

4. Quais são os valores da empresa?
Esta pergunta é importante porque revela que você não está interessado em conseguir um emprego apenas para pagar suas contas, diz Tourinho. Demonstrar curiosidade sobre o clima, a cultura e os princípios da empresa significa que você está preocupado em se alinhar a eles. “Dependendo da resposta, você também pode descobrir que aquele empregador não tem nada a ver com você e que é melhor buscar outra vaga”, ressalta a gerente da Michael Page.

5. Como é o perfil de quem tem sucesso na empresa? E de quem fracassa?
Complementares à questão anterior, estas perguntas são essenciais para avaliar a sua compatibilidade com o empregador. Os fatores que levam a promoções ou demissões, por exemplo, dizem muito sobre o que você pode esperar daquela empresa, afirma Santos. Além disso, a resposta dada pelo recrutador pode servir como um guia para a sua sobrevivência e crescimento na companhia, caso você seja contratado.

Perguntas desnecessárias

1. Consegui o emprego?
Segundo Tourinho, este tipo de pergunta deve ser evitado porque transmite impaciência e insegurança. Ao final da conversa, basta agradecer a oportunidade e se retirar. Além de constrangedor, o pedido por um feedback imediato dificilmente poderá ser atendido, já que o recrutador muitas vezes ainda não chegou a um veredicto sobre a sua candidatura.

2. Qual é o salário?
Não é proibido falar sobre remuneração em entrevistas de emprego, mas tudo tem o seu tempo. O ideal, de acordo com Santos, é deixar a negociação sobre valores para o final do processo seletivo. “Geralmente, é melhor esperar que o recrutador tome a iniciativa de falar sobre esse tema, ou então trazê-lo à tona de forma muito sutil”, explica. “Isso só não vale se você for uma ‘mosca branca’ no mercado e tiver todo o poder de barganha nas suas mãos”.

3. Vai haver promoção no fim do ano?
“É perfeitamente cabível perguntar se há um plano de crescimento definido na empresa, ou se uma vaga de gerente regional que hoje é para o Sudeste amanhã pode incluir outras regiões, por exemplo”, diz Tourinho. “Mas é preciso evitar um tom ansioso ou apressado demais”. Além de soar precipitado, você pode enviar o recado de que está interessado na vaga estritamente pelo salário ou pelo status que ela pode oferecer.

4. Quando poderei tirar férias?
Via de regra, também não cai bem mostrar que você está ansioso por descanso e lazer quando sequer começou a trabalhar na empresa. De acordo com a gerente da Michael Page, é melhor aguardar o momento certo de falar sobre férias, algo que normalmente acontece algum tempo depois da sua eventual admissão.

5. O boato x sobre a empresa é verdadeiro?
A entrevista de emprego não é o lugar adequado para fazer perguntas como: “Ouvi falar que a empresa será vendida para uma multinacional, é verdade?”. Segundo Santos, toda informação não confirmada sobre a companhia não passa de um boato — e não há veneno pior para a imagem de um candidato do que a aparência de fofoqueiro. “Faça apenas perguntas objetivas, sobre fatos concretos, ou você será muito mal-visto”, recomenda.

Fonte: Exame