Por que é tão difícil receber bem o feedback?

Ele pode ser desagradável às vezes, mas quem tem a perspectiva correta a respeito ganha a possibilidade de crescer mais rápido

 

Sejamos sinceros: o feedback é uma das tarefas mais difíceis do mundo corporativo. Dando para quem dá o feedback quanto para quem o recebe, é um momento de incertezas, em que facilmente o foco pode sair do profissional e ir para o pessoal. Criticar outra pessoa, frente a frente, já não é agradável. Pior ainda é ser criticado diretamente.

O feedback é um momento que se torna desagradável (e que, por isso, se torna temido e passa a ser evitado, gerando dificuldades ainda maiores de relacionamento na empresa) porque as pessoas o encaram de forma equivocada:

feedback não é momento para críticas pessoais;

feedback não é hora de “falar umas verdades” para alguém;

feedback não é uma ameaça pessoal;

feedback não é uma reunião para ser criticado de maneira interminável;

feedback não é humilhação.

 

O primeiro passo para mudar a percepção negativa sobre o feedback é entendê-lo como o que ele é realmente: um momento construtivo, em que as pessoas se ajudam a crescer e melhorar. Só se dá feedback quando existe uma preocupação com o outro: quando não existe preocupação, é mais fácil dizer “não adianta” ou “não faz diferença”.

O bom feedback precisa ser:

– bem intencionado: ele precisa ter o objetivo de contribuir para o crescimento profissional de alguém;

– específico: precisa se referir a um determinado comportamento ou atitude que possa ser mudada, e não a questões genéricas. O bom feedback é aquele que toca em poucos pontos;

– direto: informe qual o comportamento ou atitude que precisa mudar e o motivo, sem rodeios;

prático: ele deve gerar ações imediatas que corrijam aqueles pontos específicos e, assim, criem um ciclo positivo de “correção/recompensa”.

 

Dar um bom feedback é, porém, apenas parte da questão. Receber uma mensagem desse tipo costuma ativar os mecanismos de defesa das pessoas e, por isso, é preciso tomar alguns cuidados para não transformar esse momento em uma discussão sem sentido:

– tenha empatia: se você dará o feedback, coloque-se no lugar do outro e pense a respeito de como ele está recebendo a mensagem;

– não discuta: se você está recebendo o feedback, fuja da tentação de rebater o que está sendo dito. Se alguém está investindo tempo na tentativa de te ajudar, é porque se preocupa com você;

– entenda a perspectiva: analise o comentário ou crítica do ponto de vista de quem está dando o feedback. Muitas vezes, ações que parecem corretas a partir de sua perspectiva se mostram menos certeiras quando outros ângulos são levados em conta;

– reflita: o processo de feedback é o início de uma melhoria, não o ponto final. Por isso, anote o que foi dito, pense a respeito e, se for o caso, volte a conversar com a pessoa sobre o assunto. Aproveite essa oportunidade para se tornar um profissional melhor.

As pessoas tendem a considerar o feedback como uma crítica feita para diminui-las, mas, quando aceito, é um momento de aprendizado e desenvolvimento em sua carreira. Saiba como utilizar esse recurso como uma oportunidade para crescer em sua carreira no curso Como dar e receber Feedback”, no qual a professora Conceição Lacerda apresenta técnicas de como utilizar bem o feedback para melhorar a comunicação e o atingimento de metas.

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Cris Lacerda

Sócia da Évolus Educação Digital, startup especializada em capacitação online para profissionais de varejo de um jeito prático, atual e acessível. Sócia da Évolus Educação Digital, startup especializada em capacitação online para profissionais de varejo de um jeito prático, atual e acessível.