Dados comprovam: segurança na manipulação de alimentos evita altos prejuízos para o varejo

manipulação de alimentos

Recentemente, o Walmart anunciou um projeto de uso da tecnologia de blockchain para rastrear alimentos perecíveis, reduzir o desperdício, diminuir a possibilidade de contaminação dos produtos e melhorar a gestão da cadeia de suprimentos. Iniciativas semelhantes vêm sendo desenvolvidas pela Microsoft e pelo Porto de Roterdã, na Holanda, o que mostra o quanto a segurança na manipulação de alimentos é uma questão importante em todo o mundo.

Nos supermercados brasileiros, quase 80% das quebras operacionais estão ligadas a questões relacionadas à manipulação de alimentos (como vencimento, embalagens violadas, armazenamento inadequado ou refrigeração), de acordo com a 2ª Pesquisa de Prevenção de Perdas da SBVC. Com isso, representam uma parcela expressiva das perdas do setor, que foram de 1,97% do faturamento no ano passado. Nos supermercados, as perdas têm um tamanho próximo do lucro das lojas e, portanto, reduzir as perdas melhora imediatamente os resultados do PDV.

Mas não é só nos supermercados que a segurança na manipulação de alimentos chama a atenção. O setor de alimentação fora do lar movimenta cerca de R$ 180 bilhões por ano, indo desde grandes redes de restaurantes e lanchonetes até o barzinho da esquina. Segundo o Instituto Foodservice Brasil, 93% dos estabelecimentos do setor são familiares e de pequeno porte e 64% deles faturam menos de R$ 50 mil mensais. Essa realidade contrasta com o perfil das grandes redes de alimentação em diversos aspectos, como o estágio de profissionalização, os modelos de abastecimento e o cuidado com a qualidade dos produtos.

Tudo indica que a concorrência irá aumentar ainda mais no setor de alimentação fora do lar, que hoje já representa 25% dos gastos das famílias brasileiras. Cada vez mais estabelecimentos passarão a vender alimentos ou distribuí-los de novas formas, como o delivery online e o take away. Hoje, apenas 5% dos estabelecimentos têm pelo menos quatro formas de atender aos clientes e 27% atendem em três canais. A expansão desses números nos próximos anos será acompanhada por novos cuidados com a preservação e a segurança na manipulação de alimentos.

 

Confira 7 dicas importantes no momento de manipular alimentos

 

Para prosperar nesse mercado é preciso, antes mesmo de pensar em marketing ou precificação, cuidar de um aspecto fundamental: a qualidade dos produtos. Evitar a contaminação dos alimentos ao longo da cadeia de distribuição e na sua preparação é essencial para quem quer entregar qualidade para seus clientes. A cozinha é o local em que a promessa de um alimento delicioso se transforma em realidade, mas para que isso aconteça é preciso prezar pela integridade dos produtos.

Saber estocar, gerenciar e manusear os alimentos não é uma arte: é possível seguir processos e práticas consagradas para garantir a qualidade dos produtos vendidos.

 

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O curso “Como higienizar e manipular alimentos”, ministrado pela nutricionista Luciana Abreu, ensina todos os passos para que os profissionais garantam a qualidade a partir da aplicação de boas práticas de higiene e manipulação de alimentos. O curso também fala sobre tipos de contaminação, microorganismos, manipulações em diversos setores comuns no varejo, sobre prevenção de acidentes, o uso de EPIs e muitos outros pontos importantes para garantir a qualidade do alimento e a segurança do profissional.

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