7 dicas para evitar riscos trabalhistas (e reduzir prejuízos para sua empresa)

Historicamente, o Brasil figura entre os países com mais processos trabalhistas do mundo. É fato que, com a Reforma Trabalhista, os números caíram. Mas, ainda sim, as empresas brasileiras sofrem grandes prejuízos com as ações movidas pelos seus empregados. E por que isso acontece? Na maioria das vezes, por desconhecimento da legislação e dos direitos e deveres dos trabalhadores. E, em alguns casos, por má gestão.

É preciso realizar um trabalho preventivo a fim de minimizar os passivos trabalhistas e evitar riscos trabalhistas. Além de diminuir o pagamento de pesadas indenizações à Justiça do Trabalho, a empresa deve também pensar na sua reputação. Afinal, uma companhia sem processos, é uma companhia feita de pessoas felizes, realizadas, com um time engajado. Uma empresa desejada, cobiçada e de sucesso. Ou seja: idônea e ética.

Nesse artigo, listamos 7 práticas que podem minimizar reclamações e riscos trabalhistas. Vamos conhecer essas dicas?

1) Mantenha um controle de ponto eficiente
Sabe qual o motivo número 1 de reclamação trabalhista? Hora extra. Então você precisa investir em um bom controle de ponto, que não apresente falhas na contagem. Preferencialmente um sistema digital, automatizado (já que o controle manual é bastante questionado na Justiça). Vale lembrar que, por lei, empresas com mais de dez funcionários obrigatoriamente devem manter um controle de ponto.

2) Faça um arquivamento nota 10
Chegou a fiscalização, e agora? Um empregado entrou com uma ação, os documentos estão em ordem? Esteja preparado, arquivando tudo de forma correta, tanto físico quanto digitalmente (sim, digitalize tudo!). Arquive em ordem alfabética e por data. Guarde os contratos de trabalho, os registros de pontos, atestados médicos, férias, etc. Não meça esforços nesse sentido.

3) Peça a assinatura de todos os documentos
Peque que excesso e peça ao colaborador que assine todos os documentos: holerites, recibos de pagamentos, adiantamentos, férias, aviso-prévio, folhas de ponto, advertências, entregas de materiais de segurança, saque de FGTS, recebimento das guias para seguro-desemprego, etc. Tudo. Previna-se. Guarde todos esses recibos, digitalize. São documentos importantíssimos em caso de defesa na Justiça do Trabalho.

4) Ofereça e fiscalize a segurança
Muitas reclamações acontecem por conta de “acidentes de trabalho”. E eles muitas vezes se dão pela falta de equipamentos de proteção individual, pelo uso inadequado deles ou por equipamentos não certificados. Então fique atento a isso. Dissemine uma cultura que valorize a segurança do trabalho, implemente programas, fiscalize seus funcionários, faça manutenção de máquinas e EPIs e, claro, só compre equipamentos realmente seguros!

5) Cultive relações de respeito e dignidade
Outro motivo de ações trabalhistas é caracterizado por “danos morais” (“exposição do trabalhador(a) a situações humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas durante a jornada de trabalho em que predominam condutas negativas, relações desumanas”). Que tal criar um regulamento interno sobre ética, que reforce as relações dignas e de respeito entre os colaboradores? Também é importante manter canal aberto para comunicação de qualquer denúncia, promover debater sobre o tema e criar campanhas preventivas na empresa.

6) Comunique-se com seus funcionários
Mantenha a comunicação com seus colaboradores. Dê espaço para que eles tirem dúvidas sobre seus direitos e deveres, sobre as normas e políticas da empresa (inclusive, convide-os para participar de algumas decisões a esse respeito). Faça com que eles se sintam ouvidos e mostre que eles têm espaço real dentro da organização. Isso evita conflitos futuros e erros de interpretação que podem, muitas vezes, parar na Justiça. Crie engajamento e tenha colaboradores muito mais dispostos a dialogar diante de qualquer impasse futuro.

7) Conhecimento é poder
Conhecer a legislação vigente e as cláusulas da Convenção Coletiva de Trabalho da sua categoria é FUN-DA-MEN-TAL e reduz drasticamente o passivo trabalhista. Os profissionais do RH, especialmente, devem dominar tudo o que diz respeito às relações trabalhistas e ajudar os demais departamentos da empresa a cumprir as normas. Também cabe ao RH construir uma boa relação com o sindicato que representa os empregados, conhecer os acordos, quais são os principais riscos envolvidos na área de atuação da empresa, os fatores de periculosidade, insalubridade ou doenças ocupacionais, etc. Ou seja: informação, informação, informação.

 

Pode-se perceber que tudo diz respeito a conhecimento, atenção e manutenção de boas práticas. Além de substanciais economias com passivos trabalhistas, a empresa ainda ganha reputação e um time mais engajado. Ou, seja, vale a pena investir na gestão de pessoas, evitando riscos trabalhistas.

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